Bola de Cristal telegráfica
Palmeiras 4 x 1 Paraná
Goiás 1 x 1 Fluminense
Botafogo 2 x 0 Sport
São Paulo 1 x 0 Cruzeiro
Atlético-MG 2 x 1 Vasco
Náutico 1 x 0 Corinthians
Atlético-PR 3 x 0 América-RN
Figueirense 1 x 1 Santos
Internacional 2 x 0 Juventude
Flamengo 3 x 2 Grêmio
Escrito em 19/10/2007
Por ora, é ficção científica. Mas digamos que já existisse um
Google Earth com vídeo em tempo real. E pudéssemos descer com nossos olhos, controlando um satélite virtual, e pousar nossa curiosidade sobre o Maracanã, na última quinta-feira. O que teríamos visto?

Pouco mais de cinquenta anos atrás, mais precisamente 50 anos e dois dias atrás, a falecida União Soviética pôs o primeiro artefato humano em órbita. No dia 4 de outubro de 1957, o satélite Sputnik – em bom russo,
companheiro viajante – decolou da Ilha de Gorgon e deixou este planetinha azul. Pela primeira vez, estirávamos nossas manguinhas para fora da Terra. O Sputnik, essa distinta esfera metálica de alumínio, magnésio e titânio aí do lado, emitiu sinais de rádio por 22 dias... e caiu na Terra três meses depois.
Hoje, a órbita terrestre tem uma multidão de satélites. Antenas que nos observam, medem, controlam e informam. Olhos que nos fornecem mapas, são capazes de identificar um cachorro batizando o poste da esquina. Pois bem, mirasse uma dessas lentes para o centro do Rio de Janeiro na última quarta-feira.. e ela provavelmente enxergaria um bicho meio dinâmico, uma construção viva. Uma espécie de pulsante coração rubro-negro. Era o Maracanã.

A torcida do Flamengo é única. Não apenas por seu indiscutível gigantismo, ou porque seja mais apaixonada do que as outras (todas são iguais nesse sentido). O que torna a torcida rubro-negra diferente é sua paixão por si mesma. Não há uma torcida que se orgulhe mais de suas virtudes, que tenha certeza absoluta de sua superioridade eterna e incomparável – não apenas numérica. A torcida do Flamengo age como se fosse uma força da natureza – como se a vitória em campo dependesse dela. Não porque seja melhor que as outras – mas porque acredita piamente em seus super-poderes. Acredita realmente que faz a diferença – e, não raro, faz.
Foi com essa fé que a torcida rubro-negra tomou o Maracanã e empurrou seu time goela abaixo do virtual campeão, o São Paulo, só pelo prazer de dizer, depois, que ganhou do líder. Que ganhou do campeão. O jogo poderia ter outro resultado – mas o clima criado pela torcida, antes, durante e depois, moveu o time na direção da vitória – como se fosse inevitável. Era como se tudo estivesse voltado para isso – os desfalques do São Paulo, a recuperação dos principaios jogadores, mesmo o acaso que fez um bate-rebate jogar a bola no peito de Ibson e prepará-la paro o arremate decisivo.
A posterior loucura nas arquibancadas alimentou o mito – o mito da camisa que joga sozinha, a linda imagem criada por Nelson Rodrigues, uma mão que cabe sempre na mesma luva. A torcida do Flamengo recebe méritos mesmo quando fica apática – como na final do Campeonato Estadual – na qual, uma maioria rubro-negra em silêncio viu o goleiro Bruno evitar a vitória do Botafogo (e depois se consagrar nos pênaltis). A manchete de O GLOBO no dia seguinte foi “Torcida faz diferença e Fla ganha o Estadual”. Naquele jogo em maio, a torcida não fez diferença. Mas ontem fez. E como fez.
Cantando, dançando, ecoando e pulsando, os rubro-negros deixaram o Maracanã como se tivessem conquistando um título casual. Comemoravam a vitória do time sobre o São Paulo – e também a vitória da torcida sobre o São Paulo. Mais que isso, a confirmação dos poderes da torcida. O São Paulo perdeu no campo, sim – mas sobretudo nas arquibancadas.

Nosso fictício
Google Earth em tempo real, quem sabe, poderia eternizar o orgulho do Maracanã em vermelho e preto desta quinta-feira - 50 anos e dois dias depois que o Sputnik venceu a atmosfera terrestre. Mas não seria capaz de flagrar a verdadeira história por trás da festa – a fé que levou cada um dos 70 mil rubro-negros ao estádio. A certeza de cada um deles de que faz parte de algo especial e invencível.
As seleções da rodadaSeleção da rodadaBruno (FLA) – Que defesa.
Fábio Luciano (FLA) – Xerife.
Adaílton (SAN) – Com sorte...
Vinícius (ATL-MG) - Certeiro.
Luizinho Neto (SPT) – Muito bem.
Júnior Maranhão (SPT) – Decisivo.
Caio (PAL) – Pé quente...
Ibson (FLA) – Desarma e cria.
Anderson Aquino (SPT) – Que golaço.
Ferreira (ATL-PR) – Dois passes.
Wesley Brasília (AME-RN) – Dois gols.
Técnico: Joel Santana (FLA) – Marcação implacável.
Selebaba da rodadaHomenagem ao único time que conseguiu perder seis pontos para o América-RN.Flávio (PAR)
Daniel Marques (PAR)
Nem (PAR)
Luiz Henrique (PAR)
Vandinho (PAR)
Adriano (PAR)
Rafael Muçamba (PAR)
Batista (PAR)
Adriano Bahia (PAR)
Jefferson (PAR)
Josiel (PAR)
Técnico: Lori Sandri (PAR)
*****
Cartola FC
Foi trágica, lastimável e sofrível a atuação do Zebra Listrada na Rodada 28. Pouco mais que miseráveis 28 pontos foram computados para o pobre Zebrinha, que despencou para a vergonhosa 590 posição da Série Z-1 – agora liderada pelo distinto beast team, do cartoal Marcelão. Segue a escalação do ZL para a próxima rodada:
Zebra Listrada FCJúlio César (BOT)
Sidny (NAU)
Juninho (BOT)
Thiago Silva (FLU)
Juan (FLA)
Diego Souza (GRE)
Valdívia (PAL)
Ibson (FLA)
Fernandão (INT)
Jonas (GRE)
Marcelo Moreno (CRU)
Bola de cristal telegráficaBotafogo 0 x 2 Santos
Palmeiras 1 x 1 Grêmio
Náutico 3 x 1 Juventude
Goiás 1 x 2 Cruzeiro
Figueirense 1 x 0 Paraná
Flamengo 2 x 2 Fluminense
Atlético-PR 1 x 2 Vasco
Internacional 4 x 0 América-RN
Atlético-MG 2 x 1 Sport
São Paulo 1 x 0 Corinthians
Escrito em 06/10/2007