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Perfil

Gustavo Poli

Jornalista, 34 anos

Carioca, jornalista há 13 anos, trabalhou nos jornais O Globo e Lance! e está desde 1998 na TV Globo. Cobriu as Copas de 98 e 2002 e é co-autor do bem-humorado "Manual do mané" (Editora Planeta, 2003) e do "Almanaque do futebol" (Casa da Palavra, 2006).

E-mail: gustavo.poli@globo.com
Nós, que torcemos


Há uma semana, éramos outros. Ou quase. Nos passos de um mineiro magrinho, os jogos pan-americanos se despediram do Rio de Janeiro e do Brasil. Às 10h40m do domingo, 29 de julho, quando Franck Caldeira iniciou sua arrancada para vencer a maratona do Pan, houve uma espécie de suspiro nacional. Era uma última, algo inesperada alegria, depois de 13 dias de gritos, lágrimas, lamentos e hinos. Muitos hinos – precisamente 54 hinos.

Com seus 49 quilos, Franck parecia uma improbabilidade, equilibrando sua ampla cabeça, seu rosto de William Dafoe, sobre pernas finíssimas. A quatro quilômetros do fim, já na enseada de Botafogo, Franck acelerou em sua magreza etíope, correndo com a boca aberta, os dentes à mostra. Ultrapassou o guatemalteco, respiramos fundo. Quando fez um breve desvio para apanhar uma bandeira brasileira, foi possível adivinhar uma quantidade industrial de marmanjos chorando país afora.

Por que? Por que chorávamos? Ou, mais profundamente, por que um sujeito magérrimo correndo, vencendo, era capaz de nos emocionar? Por que nos sentíamos correndo com Franck, a cada passo, a cada bufada? Por que murmurávamos baixinho “Vai Franck”? Que sentimento é esse que o esporte nos traz? Por que somos capazes de chorar por essa coisa vaga, estranha, chamada de pátria?

Essa, afinal, é a pátria do top, top, top. A pátria da guerra surda e não-declarada das cidades partidas. A pátria do mensalão, dos sanguessugas, dos senadores bovinos. Esse era o Pan, afinal, que daria errado. O Pan das suspeitas, da falta de licitação, da explosão orçamentária. Com brasileiro em campo, na grama, na quadra, sorvemos esse ópio pontual e esquecemos delúbios, valdebrans, rorizes e renans. Esquecemos. E torcemos. E sofremos. Por que? O que nos torna parte disso, parte desse sentimento nacional?

Pausa. Corte para este domingo, Campeonato Brasileiro. Em Caxias do Sul, o Juventude está perdendo para o Atlético-MG por 2 a 1. Aos 44 minutos do segundo tempo, o volante Júlio César perde uma bola, derruba Danilinho (do Galo) e é expulso. Na saída de campo, é xingado. Após o jogo, claramente emocionado, diz:

- Podem me criticar, mas me chamar de macaco, essas coisas racistas... isso não. Estou aqui para trabalhar.

O esporte nos serve o melhor e o pior da alma humana. Na vitória, abraçamos o desconhecido, beijamos a mulher mais feia, agradecemos a falta mais dura. Perdoamos o político ladrão, aceitamos com o policial corrupto, aplaudimos a jogada bisonha, perdoamos qualquer traição. A derrota, por sua vez, nos transforma em inquisidores imediatos. Pais de família viram bestas-fera, mães são xingadas no atacado e no varejo, estribeiras são perdidas de graça. Encontramos culpados à fórceps, condenamos o inocente, exigimos o pescoço mais próximo.

Torcemos a realidade, literalmente, para que ela se adeque ao nosso modo de senti-la. O pênalti não marcado a favor de nosso time é um pecado universal. O pênalti não marcado contra o nosso time, bom, isso acontece – já fomos tão injustiçados antes, certo? No Pan, mesmo, vimos que o debochado torcedor brasileiro não economizava vaias – torcia contra mesmo. Se fosse ao contrário, se fosse fora do Brasil, não estaríamos todos galvãobuena e sinceramente indignados, bufando contra a falta de civilidade alheia?

Estávamos todos, ou quase, correndo junto de Franck Caldeira há uma semana. Seria bom se pudéssemos roubar – e esse é um verbo brasileiramente perigoso – um pouquinho daquela felicidade e preservá-la como uma lembrança de que esporte é feito disso – de esforço, de vitórias e derrotas. Lembrar daquela alegria pada que ela possa pesar para quando vier a derrota – porque nenhuma derrota justifica a animalidade, a agressão, a ofensa. Nenhuma.

Franck Caldeira, com seu nome inglês antropofagicamente deglutido em Sete Lagoas-MG, correu 42km e 195m em 2 horas, 14 minutos e três segundos. Põs uma medalha de ouro no peito, ouviu o hino brasileiro no degrau mais alto do pódio. Era uma tarde chuvosa, o Maracanã não estava cheio, mas cantava os versos editados pelo cerimonial. Nada que incomodasse Franck, claro. Ele estava no nirvana absoluto, naquele momento raro em que uma vitória pessoal que se torna nacional. Estávamos com Franck – nos sentíamos ali no pódio com ele. Era o Brasil no pódio. Abaixo dele, um guatemalteco esquecido... sorria com sua medalha de prata.


Reflexões reflexivas

1 -O Pan foi realmente muito triste para os tradicionais arautos do apocalipse – que pregavam tragédia desde a primeira hora, e faziam questão de baixar a bola do Rio, do Pan, dos estádios e da organização. Treze dias depois, a trombeta dos engenheiros de tragédia pronta continuava em silêncio. Não soou nenhuma vez para dizer “eu já sabia”. Houve quem dissesse que o Pan era uma espécie de oitava divisão das Olimpíadas – como se a comparação técnica fosse cabível. É como comparar laranja com banana, almofada com cortina, campeonato gaúcho com Brasileirão.

1.1 – Não que o Pan não tenha tido problemas. E não que esses problemas não mereçam ser investigados. Merecem sim. Investigados a fundo – embora isso não seja praxe nacional. A imprensa fez muito bem em apontar os erros, indícios e suspeitas. Mas, nesse barco, muita gente procurou disfarçar seu desprezo pelo Rio de Janeiro criticando a (des)organização dos jogos. Muita gente... que teve que engolir em seco.

2 – Falando do Campeonato Brasileiro... há algumas rodadas, aliás, esta coluna chamou atenção para a espetacular defesa do São Paulo em 2007. E ela continua superando expectativas e começa a transformar o time em favorito ao título. Sete gols tomados apenas em 17 jogos, média de 0,41 por jogo. Ontem, no Olímpico, Rogério Ceni, Miranda, Breno & Cia suportaram bem a pressão do Grêmio – e deram alguma sorte. Mas... e daí? Sorte faz parte. O sistema de proteção organizado por Muricy Ramalho é extremamente eficiente. Os adversários criam muito pouco contra o São Paulo. Rogério Ceni pega pouco na bola. Mas, quando é exigido, aparece. E Muricy continua, como sempre, centrado.

2.1 – – O jogo contra o Grêmio era, provavelmente, a segunda partida mais difícil do Campeonato para o São Paulo. A primeira? Bom, essa acontece na quarta-feira no Maracanã, na já badalada final antecipada do Campeonato. O São Paulo é um terror fora de casa – ganhou do Grêmio, do Cruzeiro, do Paraná, do Santos. Só perdeu do Náutico. O Botafogo, por sua vez, é o contrário: dentro de casa ganhou simplesmente todas as partidas que jogou. E estará de volta ao Maracanã – onde não perde desde 2006.

2.2 – Aliás, vale repetir: se quiser disputar o título, o Botafogo precisa começar a ganhar fora de casa. O time só venceu uma partida longe do Rio (afora as que disputou com mando-de-campo em Brasília e Cariacia) – na estréia contra o Inter no Beira-Rio. Ontem, na Vila Capanema, o time carioca mandou no jogo até a saída forçada de Jorge Henrique. Cuca teve que tirá-lo para evitar uma expulsão que seria um desfalque ontem... e na quarta-feira.

2.3 – O Grêmio nem jogou tão mal. Muito lúcida, como sempre, a análise de Mano Menezes depois do jogo, elogiando a postura defensiva do São Paulo e observando as limitações de seu time.

3.– A rodada foi de desgraça para os times gaúchos. E de graça para os times mineiros. Roni jogou muito no Mineirão – esteve perto de fazer um gol de placa. Mas o jogo não foi tão fácil – o Inter andou dando azar com uma bola na trave no primeiro tempo. A falha patética de Marcão acabou sendo decisiva.

3.1 - Em Caxias do Sul, o Galo movido a Leão deu alguma sorte. Mas foi eficiente – em especial no sensacional passe de Marcinho para Danilinho. Agora... Vanderlei atrapalhou goleiro e zagueiro no segundo gol... e estava impedido.


4 – O Flamengo, que começa a ficar perigosamente longe do primeiro não-rebaixado, jogou muito melhor que o Santos durante os 20 primeiros minutos de partida na Vila Belmiro. Dominou as ações, teve uma ou outra chance até que... o Santos deu seu primeiro chute com Pedrinho. O gol transformou o jogo. O time de Wanderley Luxemburgo tomou conta e ganhou com relativa facilidade. O time de Joel Santana está a sete pontos do Atlético-PR, primeiro time com a cabeça fora d'água. Tudo bem que o rubro-negro tem quatro jogos a menos – mas é bom voltar a ganhar... e logo.


4.1 – Duas vagas já parecem algo garantidas na Série B de 2008. Juventude e América-RN não conseguem ganhar em casa de ninguém. O Náutico ainda tem, ao que parece, alguma fagulha. Há quem diga que o Fluminense pode entrar nessa briga. Não acredito. Mas que o time travou... travou.


5 – Frases sobre arbitragem na rodada:

“O Fluminense vem sendo roubado. Hoje aconteceram três pênaltis pro cara marcar um” - Renato Gaúcho, técnico tricolor.
Comentário: O pênalti marcado a favor do Fluminense foi uma falta fora da área.

“Não quero fazer considerações sobre arbitragem, mas o pênalti contra nós não existiu” - Gallo, técnico do Internacional.
Comentário: Consideramos que isso foi uma consideração.

“Num chute nosso, a bola bateu na mão do jogador do Vasco, claramente, e ele não marcou nada. Aqui, numa jogada duvidosa, ele marca. É duro quando perdemos por culpa dos outros. Esse empate para nós é uma derrota” - César Prates, jogador do Figueirense.
Comentário: A regra diz, claramente, que a mão faz parte do corpo humano e que, se a bola bater nela casualmente, não é pênalti. O juiz Kléver Assunção, por sinal, deixou de dar sim um pênalti claro – mas a favor do Vasco no primeiro tempo.

A frase da rodada

“O time não devia ter vacilado, oportunizando aí o time do Inter e deixando eles marcarem dois gols” - Dorival Junior, analisando o relaxamento cruzeirense no fim do jogo no Mineirão. Oportunizando aí, Dorival?


As seleções da rodada

Seleção (3-5-2)
Diego Cavalieri (PAL) – Pegou tudo.
Wágner Diniz (VAS) - “Fez” os dois gols.
Adaílton (SAN) – Muito bem.
Breno (SPO) – Que revelação.
Josué (SPO) – Joga e não deixa jogar.
Radamés (NAU) – Fazendo diferença.
Vampeta (COR) – Quem diria..
Kléber (SAN) – Jogando o fino.
Romerito (SPT) – A alma da reação.
Roni (CRU) – Jogando muito.
Danilinho (ATL-MG) – Rápido e letal.
Técnico: Muricy Ramalho (SPO) – Competitivo.

Selebaba (3-5-2)
Michel Alves (JUV) – Batendo roupa...
Marcão (INT) – Dormindo...
Pereira (GRE) – Deixando Borges livre...
Carlos Eduardo (AME-RN) – metade de um gol contra.
Léo Moura (FLA) – Estava marcando quem mesmo?
Rogélio (AME-RN) – a outra metade.
Jaílton (FLA) – Marca?
Júlio César (JUV) – Expulso na hora do desespero.
Edno (ATL-PR) – Substituído...
William (JUV) – Perdendo gols assim...
Somália (FLU) – Displicente.
Técnico: Marcelo Veiga (AME-RN) – Série B 2008 (não que seja culpa sua).
Escrito em 06/08/2007
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Rodada 17 – Zebra + Cartola


O Zebra Listrada FC vai de...

Felipe (COR)
Sidny (NAU)
Juninho (BOT)
Thiago Silva (FLU)
Coelho (ATL-MG)
Diego Souza (GRE)
Fábio Baiano (JUV)
Thiago Neves (FLU)
Roni (CRU)
Arlon (AME-RN)
Kléber Pereira (SAN)
Técnico: Marcelo Veiga (AME-RN)


Bola de cristal telegráfica
Tragédia na última rodada. Apenas dois acertos em nove. Sem perder o humor nem a fleuma, seu nostradamus de botequim apresenta suas visões:

Corinthians 1 x 0 Goiás
América-RN 2 x 1 Náutico
Sport 3 x 1 Atlético-PR
Juventude 2 x 1 Atlético-MG
Santos 1 x 0 Flamengo
Cruzeiro 2 x 2 Internacional
Fluminense 2 x 0 Palmeiras
Vasco 2 x 1 Figueirense
Paraná 2 x 1 Botafogo
Grêmio 1 x 0 São Paulo
Escrito em 04/08/2007
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O melhor jogador do primeiro turno


Faltam três (ou quatro... ou sete) rodadas para o fim do primeiro turno. Falta pouco para a metade do Brasileirão-07. Botafogo e São Paulo formam o primeiro pelotão na briga pelo título. O pelotão Libertadores, logo a seguir, tem Vasco, Goiás e Grêmio. Mas... temos nada menos do que 14 dos 20 times acima dos 20 pontos. Levando isso em consideração – se o leitor pudesse votar... quem escolheria como melhor jogador do Campeonato Brasileiro até agora?

Deixemos a enquete no ar. A questão é importante porque, no fim do Brasileiro, será eleito o melhor jogador, a revelação e a seleção do campeonato. E os humores desta eleição costumam ser influenciados pela “reta de chegada” da competição. Vosso humilde servo aqui escolheu seis candidatos, levando em conta, claro, a campanha dos times:


a) Jorge Henrique (BOT) – O coringa-motorzinho do esquema de Cuca, fundamental no ataque e na marcação. Jogou melhor na frente quando Zé Roberto foi barrado.

b) Miranda (SPO) – A peça central da melhor defesa do Brasileirão – que se candidata a ser a melhor defesa da história da competição. Não tem muito marketing, mas é muito bom zagueiro. Hernanes é outro que poderia entrar em consideração aqui.

c) Juninho (BOT) – O homem da cobertura no esquema de Cuca, autor de sete gols de falta, quase todos em chutes de longa distância.

d) Diego Souza (GRE) – O melhor jogador do Grêmio na temporada, alia força física e habilidade. Chuta bem e tem feito a diferença.

e) Leandro Amaral (VAS ) - Seu retorno trouxe inspiração ao ataque cruz-maltino. Mas a campanha do time deve muito crédito ao técnico Celso Roth.

f) Paulo Baier (GOI) – A criatividade por trás da boa performance do Goiás.


Antes que acusem o colunista de ser um alpinista de muro amigo... adianto que, se escolhesse hoje, votaria em Jorge Henrique. Mas deixemos a questão no ar por algum tempo. E, por sinal, quem foi o pior jogador até agora? Neste caso, não farei indicações. Mas acatarei as opiniões mais distintas.


Reflexões reflexivas


1 – Vamos tentar entender. O Sport com menos um (depois menos dois) virou o jogo em cima do Palmeiras no Parque Antártica. Foi esse Sport que perdeu de 5 a 1 para o Internacional em plena Ilha do Retiro? O mesmo Internacional que perdeu para o Vasco por 2 a 0 no Beira-Rio. O Vasco que, com um jogador a mais, permitiu a virada do Palmeiras outro dia. Assim funciona a gangorra do Brasileirão.

2 – Se quiser ser campeão, o Botafogo precisará criar uma alternativa defensiva. O estilo de jogo do time é ofensivo full-time. Não deixa de agredir nem quando tem vantagem. O problema é que a marcação adiantada permite contra-ataques até quando o adversário tem jogadores a menos. Na quarta-feira, o América-RN ameaçou duas vezes com Arlon na cara de Max. Cuca precisa melhorar o time no quesito "preservação de vantagem". Não é um problema recente.

2.1 – O São Paulo, por sua vez, continua com sua mais que sólida defesa – com apenas sete gols tomados em 16 jogos. O ataque começa a melhorar – mas ainda enfrenta severas dificuldades. Contra o Juventude, o gol do desafogo só veio aos 31 minutos do segundo tempo. E essa demoroa andou provocando uma até então algo inédita exposição defensiva.

3 – Quando este humilde servo do leitor escreveu que Celso Roth era bom treinador... tempestades coléricas desabaram na caixa postal. Existe muito preconceito contra Roth – que não tem obrigação de ser simpático. Ele fez um bom trabalho no Botafogo com um elenco limitadíssimo em 2005 e foi infantilmente dispensado. Agora vem, novamente, mostrando que consegue tirar leite de pedra. E o Vasco, surdamente, fez ótimas contratações. Perdigão trouxe inteligência e bom passe para o meio-campo. E Enílton e Andrade ainda não estrearam. O Vasco será osso duro de roer para qualquer adversário – apesar da defesa ter suas deficiências.

3.1 – O Inter vai precisar e muito dos reforços que contratou. A goleada em Recife animou a torcida – que registrou em e-mails e comentários a ascensão colorada. Desafios e provocações aos rivais não faltaram. A derrota para o Vasco foi uma ducha gélida, claro. Mas ainda é cedo – o time tende a melhorar. Mas, claro, Pato vai fazer muita falta. Estranho este futebol onde uma promessa de craque não joga nenhum campeonato inteiro e é vendido... e sai jurando amor eterno a seu clube. O único título que Pato ganhou com a camisa do Inter foi o Mundial Interclubes – e lá, talvez sentindo a inexperiência, não jogou muito bem. Mas, claro, ele tem talento para ir muito longe.

4 – Guilherme (CRU), Ramires (CRU), Willian (COR), Hernanes (SPO) e Carlos Eduardo (GRE) são as maiores promessas/revelações desse primeiro turno. Na zaga, vale observar Felipe Santana (FIG), que já tinha mostrado talento na Copa do Brasil.

5 – A briga contra o rebaixamento tende a ser a mais ingrata de todos os Brasileiros. América-RN e Náutico parecem seriamente encomendados – por mais que tenham melhorado muito com seus novos treinadores. Isso deixaria duas vagas para... quem? O Juventude é o favorito para a terceira vaga. E a outra? O Flamengo, se vencer seus jogos atrasados, pula de 12 para 24 pontos. É um imenso SE, até porque um desses jogos é contra o Juventude. Corinthians e Atlético-PR... começam a ser apontados como alvos da degola. No ano passado, os quatro rebaixado se desgarraram... e acabaram o campeonato com performance muito ruim. A Ponte Preta, melhor colocada, fez 39 pontos. O Palmeiras, primeiro da lista off-rebaixamento, terminou o certame com 44.



As seleções da rodada


Seleção (4-5-1)
Fernando Henrique (FLU) - Uma defesa espetacular e outra muito boa.
Wágner Diniz (VAS) – Vem crescendo.
Durval (SPT) - Um leão... pelo alto e no chão.
Miranda (SPO) – Resolvendo atrás e na frente.
Ricardinho (BOT) - O melhor jogador em Cariacica.
Perdigão (VAS) – Mudou o meio-campo vascaíno.
Romerito (SPT) - A garra em pessoa.
Kléber (SAN) - Que passe...
Willian (COR) - Golaço.
Conca (VAS) – Habilidade, visão e precisão.
Kléber Pereira (SAN) – Gol de artilheiro.
Técnico: Geninho (SPT) - Vencer com nove...


Selebaba (4-4-2)
Renê (AME-RN)/ Guilherme (ATL-PR) – Frango dividido.
Diego (INT) - Não marcou ninguém.
Dininho (PAL) – Afundando...
Nem (PAR) – Pênalti-rolamento, Nem?
Alex (INT) - Bateu toda vida e não foi expulso.
Daniel (NAU) – Muita limitação.
Bilica (SPT) - Sarrafo Clube do Recife 2.0.
Valdívia (PAL) – Esteve em campo?
Marcinho (ATL-MG) - Muito preciosismo.
Luiz (PAL) - Pegou na bola?
Alexandre Pato (INT) - Perdeu três gols na cara do gol.
Técnico: Caio Junior (PAL) – Uma derrota inaceitável.

*****


Aos leitores que estranharam a ausência do ERIC FARIA INFORMA ... bom, vida de repórter nem sempre permite intervalos. Mas, em breve, EF Informa trará uma nova historinha para os leitores.
Escrito em 03/08/2007
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Comemoração destrutiva


Luiz Antonio Ryff, velho amigo de faculdade, e autor do blog Nonsense, me manda o link abaixo que não vi em parte alguma. É uma reportagem de uma TV argentina sobre a inacreditável comemoração dos jogadores da sub-20 platina após o título mundial no mês passado no Canadá. Quem quiser dar uma conferida... clique aqui. Tem brincadeira com carrinho de hotel, salto de cama em cama e até exercício de sempulo no telefone do corredor. Falta de tutano perde.


*****


Outra sugestão - de outro amigo jornalista, Marcelo França, companheiro de TV Globo - a sensacional lista publicada ontem pelo The Times, jornal inglês, com os 50 maiores insultos esportivos (em inglês) da história. É muito engraçado. Com direito a John McEnroe, David Beckham e, claro, Materazzi.
Escrito em 02/08/2007
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Cartola + Bola de Cristal


Depois de uma rodada gloriosa, o técnico do Zebra Listrada FC quebrou duas pranchetas em sua própria testa ao escalar Thiago Silva e Carlinhos Bala na última rodada. O ótimo zagueiro do Fluminense conseguiu fazer um gol contra, tomando quase sete pontos do já miserável Zebrinha. O treinador-professor-treineiro manteve, porém, a confiança no jogador. Segue a escalação do Zebra para a próxima rodada.

Zebra Listrada FC – 16ª rodada
Felipe (COR) – Está baratinho.
Sidny (NAU) – Chuta de todos os lugares.
Juninho (BOT) – O homem da falta.
Thiago Silva (FLU) – Voto de confiança.
Alessandro (BOT) – Baratinho também.
Diego Souza (GRE) – Está sempre no meu time.
Ferreira (ATL-PR) – Veloz e sofre muitas faltas.
Valdívia (PAL) – Idem.
Luiz Henrique (PAL) – Habilidoso.
Alexandre Pato (INT) – É caro. Mas vale.
André Lima (BOT) – Média alta de gols.
Técnico: Cuca (BOT) – Apesar dos desfalques.

No segundo turno, os leitores destas mal-traçadas serão convidados a arriscar sua sorte na Liga da coluna. Ela vem aí...


Bola de Cristal telegráfica

A 15ª rodada manteve a média de vosso queridíssimo nostradamus amador: quatro acertos em dez. Os destaques foram dois placares cravados (Cruzeiro 3 x 2 Botafogo; Juventude 1 x 1 Palmeiras). Para a 16ª volta do certamente, seguem as visões da cristalina bola:


Náutico 1 x 0 Fluminense
Figueirense 0 x 1 Grêmio
Atlético-PR 1 x 2 Corinthians
Palmeiras 2 x 1 Sport
Botafogo 2 x 1 América-RN
Internacional 3 x 1 Vasco
Atlético-MG 1 x 0 Santos
São Paulo 3 x 0 Juventude
Goiás 1 x 1 Paraná
Escrito em 01/08/2007
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O previsível equilíbrio


E, subitamente, em cinco rodadas, o campeonato se tornou novamente parelho. O Botafogo, antes líder destacado, sofreu duas derrotas fora de casa... e permitiu a aproximação de São Paulo e Grêmio. Um campeonato de 38 rodadas, com janelas e tantas variações é, muito árduo. E julho foi um mês terrível para o Botafogo – a começar pelo estranho doping de Dodô (e a conseqüente suspensão). E a terminar ontem, com a injusta derrota no Mineirão e com as duas lesões possivelmente graves que a partida trouxe.

Se realmente perder Diguinho (ligamentos do tornozelo) e Jorge Henrique (suspeita de fratura no pé), Cuca vai sofrer. Seu time depende muito do segundo – que com seus deslocamentos e capacidade de marcação vinha sendo fundamental. Além disso, só ontem, dois títulos perdidos e uma coleção de frangos depois, os cartolas do Botafogo descobriram o óbvio: o clube não tem goleiro há muito tempo. A contratação de Marcos Leandro pode ser a tardia solução. Não é certo.

Elenco reduzido é pecado mortal num campeonato tão longo. Lesões acontecem. Cuca, há algum tempo, vinha reclamando disso. O problema é que o Botafogo – ao contrário de seus principais rivais – tem severas limitações econômicas. Não pode sair contratando a esmo. São Paulo, Santos, Grêmio e Internacional têm mais dinheiro. E contam com divisões de base estruturadas há eras. O Botafogo é uma espécie de intruso neste grupo – é o único que não tem estádio e é, certamente, o que tem mais dívidas e menos receita.

Até por isso, a performance do time carioca é tão impressionante. E tão difícil de ser mantida. Ontem, no Mineirão, o Botafogo jogou melhor do que o Cruzeiro. Merecia ter vencido. E perdeu. Fábio voltou a jogar como goleiro de seleção brasileira – fez duas ou três defesas de almanaque. Júlio César jogou como goleiro de botão. O Cruzeiro teve brios, a velocidade e o oportunismo de Guilherme. E sorte – nas bolas que bateram na trave.

Grêmio e São Paulo parecem mais consistentes que o Botafogo - porque sabem vencer fora de casa. O time de Cuca só ganhou longe do Rio uma vez – na primeira rodada no Beira-Rio. O Botafogo joga agressivamente, marca adiantado e leva muitos contra-ataques. O São Paulo tem uma defesa quase intransponível e um ataque razoável – mas raramente perde quando faz gol. Outro time que merece atenção é o Inter, que já tem 23 pontos, tem Pato (ontem ganhou de cinco sem ele), Alex em ótima fase... e ainda nem estreou Guiñazu. Em suma, o Campeonato Brasileiro – como de hábito – está aberto.


Reflexões reflexivas sobre a rodada

1 - O Grêmio perdeu dois preciosos pontos em casa num jogo em que desperdiçou oportunidades claras (Diego Souza em especial). E poderia ter perdido mais – não fosse a leniência do fraco Paulo Henrique de Godoy Bezerra. O lance de Alex Mineiro foi acidental – mas a ombrada de Gavilán em Evandro, que arrancou quatro dentes do jogador do time paranaense, foi imprudente. Godoy é mais um árbitro da escola "deixa jogar" que acaba produzindo violência. O único jogador expulso no Olímpico foi Clayton – que ironicamente entrou no lugar de Evandro (que saiu do estádio de ambulância, assim como Alex Mineiro). E a falta que valeu o segundo amarelo de Clayton... foi pra lá de normal. Houve outros lances, como uma cotovelada em Tcheco, que acabaram ignorados.

2 – Por falar em leniência... Leonardo Gaciba, que já foi o melhor árbitro do Brasil, está na pior fase de sua carreira. Ontem, no Mineirão, destruiu uma boa arbitragem ao deixar de expulsar Roni que, a um centímetro de Gaciba, deu um carrinho criminoso em Diguinho. Um carrinho que pode ter rompido os ligamentos do volante do Botafogo. Gaciba, como tinha expulsado corretamente outro jogador do time azul (Daniel) no primeiro tempo, se intimidou e engoliu o cartão. Foi uma das entradas mais violentas do campeonato e aconteceu a um metro do árbitro. Gaciba deveria ficar sem apitar o tempo em que Diguinho ficar sem jogar.

3 – O Internacional atropelou o Sport na Ilha do Retiro. Muito se falava que o Inter sentiria falta de Pato. Mas o Sport tinha um desfalque mais importante: Durval, o melhor zagueiro do elenco rubro-negro. Quando o reserva é Du Lopes... a situação é grave. O Inter, com grandes atuações de Alex e Iarley, atropelou o Leão. Ninguém se engane: o Colorado vai brigar pelo título.

4 – Por falar no bicho... o Atlético-MG tem toda a pinta que vai funcionar com seu novo treinador. É jovem, marca bem e é muito veloz no contra-golpe. Como mostrou no Paraná, o Galo movido a Leão vai incomodar.

4.1 – E, de repente, o Fluminense parou. Depois de vencer o São Paulo fora de casa e atropelar o Goiás, o tricolor perdeu cinco pontos para Atlético-MG e Figueirense. Duas atuações ruins do time - mas ontem o juiz Héber Roberto Lopes ignorou um pênalti claro sobre Rodrigo Tiuí. O ala direito Carlinhos faz falta – por mais que Rafael seja talentoso.

5 – O Vasco Roth movido a São Januário... continua impressionando. E ainda deve melhorar com a entrada de Andrade, Xavier e Enílton. Se aprender a vencer fora de casa... também pode se candidatar. Apesar das limitações defensivas. O Goiás... vai sentir falta de Welliton.


As Seleções da rodada

Seleção da rodada (4-4-2)
Fábio (CRU) – Pegou até pensamento.
Wágner Diniz (VAS) – Que drible.
Marcos (ATL-MG) – Sólido.
Índio (INT) – Bom na defesa e no ataque.]
Richarlysson (SPO) – O gol foi quase dele.
Radamés (NAU) – Fez diferença na estréia.
Perdigão (VAS) – Trouxe qualidade ao meio-campo.
Conca (VAS) – Reencontrou seu futebol.
Alex (INT) – Muito bem.
Iarley (INT) – Luta e joga.
Guilherme (CRU) – Que golaço.
Técnico: Gallo (INT) – Que goleada.

Selebaba (3-5-2)
Kléber (SPT)/Júlio César (BOT) – Empate técnico em ruindade.
Thiago Silva (FLU) – Estava no meu cartola...
Cris (AME-RN) – Que cabeça...
Du Lopes (SPT) – Que coisa...
Éverton (SPT) – Faz faltas demais.
Daniel (CRU) – Vinte minutos e um vermelho.
Rodrigo Souto (SAN) – Falha e azar.
Gavilán (GRE) – Sarrafo F.C.
Paulo Baier (GOI) – Jogou?
Luciano (JUV) – Jogou 2.0?
Carlinhos Bala (SPT) – Expulso.
Técnico: Geninho (SPT) - Sem comentários adicionais.
Escrito em 30/07/2007
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Bola de Cristal
Rodada 15


Nostradamus, seu servo, vem mantendo sua média de 40% de acertos... embora tenha acertado seis resultados na última rodada. Assim, a redivida, renascida e recauchutada bola de cristal volta com fome de previsão. Eis as visões para sábado e domingo.

Previsões
Santos 2 x 0 Náutico - em casa, WL janta o Timbu.
Grêmio 2 x 0 Atlético-PR - Mano & Cia estão em boa fase.
Vasco 3 x 1 Goiás - em São Januário, o Vasco só ganha.
Paraná 0 x 0 Atlético-MG - Joguinho xoxo e defensivo.
Juventude 1 x 1 Palmeiras - Na briga verde, tudo igual.
Sport 2 x 1 Internacional - Na Ilha, sem Pato...
Corinthians 2 x 0 Flamengo - o Timão volta a vencer.
Fluminense 3 x 1 Figueirense - o Fluminense atropela o Figueira.
Cruzeiro 3 x 2 Botafogo - o desfalcado líder cai no Mineirão.
América-RN 0 x 2 São Paulo - o tricolor joga bem fora de casa.
Escrito em 27/07/2007
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Cartola FC


A escalação do temível Zebra Listrada para a Rodada 15 está abaixo. Vale observar a espetacular, incrível, inacreditável e sensacional performance da equipe na última rodada - na qual cravou 96,71 pontos com excelente atuação de André Lima (BOT) e do treinador, técnico e treineiro que vos fala neste espaço.


Zebra Listrada FC
Felipe (COR)
Patrício (GRE)
Zelão (COR)
Thiago Silva (FLU)
Roger (FLU)
Diego Souza (GRE)
Carlos Eduardo (GRE)
Thiago Neves (FLU)
Carlinhos Bala (SPT)
Josiel (PAR)
Marcos Aurélio (SAN)
Técnico: Carpegianni (COR)
Escrito em 27/07/2007
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Reflexões da rodada
... e as seleções


1 - O resultado mais injusto da rodada foi a derrota do Náutico para o Grêmio. O tricolor gaúcho não jogou bem, foi dominado durante a maior parte da partida e deu muita sorte. Saja fez belas defesas e a bola do Timbu não quis entrar. Mas assim funciona o Mano Menezes F.C. - sem perdoar. Ganhar jogando mal é boa sina. O Grêmio é candidato ao título. Seu aproveitamento jogando com os titulares é espetacular.

2 - Belo jogo fizeram Corinthians e Figueirense no segundo tempo. Não dá pra ter certeza - mas a impressão é que Felipe Santana NÃO estava impedido no segundo gol do Figueira. O Corinthians, com Willian, é um time sempre perigoso no contra-ataque. Mas o Figueira, em casa, é osso duro. O destaque da partida foi Ruy, que atacou, defendeu e esteve por toda a parte.

3 - O Botafogo ganhou do Juventude com alguma sobra - mas a arbitragem de Luiz Sardinha Bites foi rigorosíssima com o alvinegro. Deu um amarelo atrás do outro para o time de Cuca - muitas vezes em faltas normais. Túlio, Jorge Henrique, Joílson e Leandro Guerreiro receberam amarelos - sendo que o único cartão realmente justo foi o de Leandro. Ironicamente, o Botafogo tem sido mais consistente com a saída de Zé Roberto. Alessandro é lateral de ofício. Joílson é muito menos habilidoso - mas marca mais e chuta melhor, além de ter um passe mais preciso. E Jorge Henrique rende mais no ataque. E, na frente, André Lima faz gols de cabeça e de presença na área, uma opção que Dodô não oferece. O aproveitamento alvinegro, até agora, é 71,8%.

3.1 - Caio Júnior mudou bem o time depois de levar dois gols fulminantes do Vasco. Pôs Makelele, ajeitou o meio... e quase empatou ainda no primeiro tempo. Veio o intervalo e foi a vez de Celso Roth acertar suas linhas. Aí... Makelele foi expulso. E o Vasco entrou num inexplicável parafuso - conseguindo levar dois gols com um jogador a mais - algo indesculpável. Vitória de garra do Palmeiras, sim. Mas o Vasco teve o jogo nas mãos.

4 - O São Paulo fez um péssimo primeiro tempo no Morumbi. E virou jogando bem no segundo. O time continua com a melhor defesa do Brasileirão - tomou apenas seis gols em quatorze jogos, uma ridícula média de 0,42 gols por partida. Se continuar assim... terminará o campeonato sofrendo algo entre 15 e 16 gols. Ou seja, Rogério Ceni tomaria apenas mais dez gols nos 24 jogos ainda por disputar. Será possível?

4.1 - A defesa do Fluminense sofreu com a velocidade do Atlético-MG pelas pontas. Thiago Silva e Roger não jogaram mal - mas os laterais não conseguiram marcar as ultrapassagens do Galo. No primeiro gol, a jogada veio pela direita. No segundo, pela esquerda. O terceiro... foi bola parada. O trio de velocistas do Galo - Éder Luís, Danilinho e Marcinho (esse mais cadenciado) - é difícil de ser marcado. E o time vai melhorar com Leão.

4.2 - Quando será que a moda de não marcar faltas óbvias para "deixar o jogo correr" vai provocar um caso sério? Evandro Rogério Roman fez uma arbitragem ruim no Parque Antártica e deixou de marcar várias faltas claras. Pior, porém, foi o sempre tolerante Sérgio Carvalho (DF), que além de ignorar bandas e infrações evidentes, engoliu também a regra. Depois de marcar o segundo gol do Corinthians, Clodoaldo tirou a camisa e subiu no alambrado. O juiz viu e deu o amarelo - quando a regra diz vermelho.

5 - Poucos times são mais chatos do que o Paraná na marcação. É um time que não sai de seu esquema - e que tem um contra-ataque perigosíssimo com o esperto Josiel. Mas... em um instante, o finalizador raro pode fazer diferença. O gol da vitória colorada teve três toques - o passe de Alex, o domínio preciso que tirou o zagueiro da jogada num toque... e chute seco, inapelável. Na cara do goleiro, Pato raramente perde. Chuta e cabeceia bem. É um atacante com jeito brasileiro e sabor europeu.

5.1 - O campeonato segue equilibrado. O Inter, que outro dia estava nas últimas posições, já está com 20 pontos, em nono, brigando por Libertadores. Mesma pontuação que o Flamengo terá se vencer seus três jogos atrasados. Desgarrados, mesmo, estão América-RN e Náutico... cada vez mais favoritos à degola. Mas os dois times melhoraram muito com seus novos treinadores.


As seleções da rodada

Seleção (4-3-3 ofensivo)
Rogério Ceni (SPO) - Enfim...
Coelho (ATL-MG) - E pensar que andou barrado...
Marcos (ATL-MG) - Eficiente.
Amaral (GOI ) - Bem na zaga.
Marcão (INT) - Zagueiro e lateral.
Souza (SPO) - O melhor em campo no Morumbi,
Joílson (BOT) - Melhorou no meio-campo.
Luiz Henrique (PAL) - Raça e técnica.
André Lima (BOT) - Decisivo.
Alexandre Pato (INT) - Brilhante.
Éder Luís (ATL-MG) - O puxador do contra-ataque.
Técnico: Muricy Ramalho (SPO) - Trabalhou no vestiário.


Selebaba (4-3-3)
Renê (AME-RN) - O que foi no gol... entrou.
Rafael (FLU) - Entrou em campo?
Onildo (NAU) - Quem estava marcando Tuta?
Júlio Santos (VAS) - Quem estava marcando Nem?
Ney Santos (AME-RN) - Correria sem direção.
Fabinho (FLU) - Fraco.
Marabá (JUV) - Muita correria sem produtividade.
Junior (VAS) - Leeento.
Jean (FLU) - Entrou mal.
Reinaldo (AME-RN) - Muito limitado.
Marcos Aurélio (SAN) - Pênalti perdido.
Técnico: Renato Gaúcho (FLU) - Seu time deu espaço que normalmente não dá.
Escrito em 26/07/2007
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O paradoxo de Dodô


A punição de Dodô está na lei. É cruel, mas é correta. O código anti-doping é propositalmente pétreo. Ninguém obrigou o Botafogo a dar cafeína a seus jogadores. Mais do que isso - se o Botafogo comprou cafeína de uma farmácia e não checou milimetricamente a composição de cada frasco – o clube tem responsabilidade. Imaginemos se, em vez de femproporex, houvesse uma substância realmente dopante, capaz de ampliar a performance? Os adversários teriam sido prejudicados, certo? A culpa pode ser da farmácia – mas também é do clube.

Dodô, ironica e parodoxalmente, é o inocente punido. A pena mínima deve ser convertida para 60 dias – o que não é pouca coisa para alguém que, no fundo, não se dopou. Poderia um espírito suíno argumentar que Dodô, se quisesse, poderia ter recusado a cafeína. Poderia - mas não é assim que funciona a banda.

O julgamento é do jogador, claro, porque o código aliviou (algo absurdamente) a barra dos clubes. De certo modo, estabeleceu um preço para o doping. Se um clube hoje quer levar vantagem, ele dopa seus 11 jogadores e negocia com eles. Os dois sorteados para o anti-doping... receberão todos os seus vencimentos, quiçá um prêmio etc. Todos os clubes dão suplementos alimentares a seus jogadores. A favor do Botafogo, diga que o clube cansou de pagar para que fossem realizados exames anti-doping em seus jogos no Campeonato Estadual.

O Botafogo faz sua melhor campanha em muito tempo no Campeonato Brasileiro. Como líder isolado, está em voga. E não tem sido beneficiado por nenhuma decisão extra-campo. Por exemplo, é difícil entender que misteriosos motivos levaram o presidente do STJD, Rubens Approbato, a conceder liminares suspendendo a perda do mando de campo de Santos (contra o Botafogo) e Vasco – e a recusar a mesma medida a favor do alvinegro carioca – quando os desrespeitos à lei eram parecidos ou mais graves? Vale lembrar que a CBF estranhamente adiou (em vez de remarcar) um jogo entre Botafogo e Corinthians – quando havia estádios disponíveis. O Botafogo queria jogar, o Corinthians não. E Approbato, curiosamente conselheiro do Corinthians (o que não é cabível), não aceitou o recurso do clube carioca.


Bola de cristal telegráfica
Rodada 14

Internacional 2 x 1 Paraná
São Paulo 2 x 0 Sport
Náutico 1 x 1 Grêmio
Atlético-PR 2 x 2 Cruzeiro
Goiás 2 x 1 Santos
Flamengo 3 x 1 América-RN
Figueirense 2 x 0 Corinthians
Palmeiras 1 x 1 Vasco
Atlético-MG 0 x 0 Fluminense
Botafogo 2 x 1 Juventude
Escrito em 24/07/2007
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