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Perfil

Gustavo Poli

Jornalista, 34 anos

Carioca, jornalista há 13 anos, trabalhou nos jornais O Globo e Lance! e está desde 1998 na TV Globo. Cobriu as Copas de 98 e 2002 e é co-autor do bem-humorado "Manual do mané" (Editora Planeta, 2003) e do "Almanaque do futebol" (Casa da Palavra, 2006).

E-mail: gustavo.poli@globo.com
Zebra Listrada FC


André Lima e Júnior César salvaram a pele do treinador do Zebra na última rodada. A infeliz escalação do goleiro Diego (ATL-MG) cobrou dois pontos negativos. Welliton foi outro que deixou a desejar. Vamos, pois, ao time para a rodada vindoura:

Felipe (COR)
Patrício (GRE)
Juninho (BOT)
Felipe Santana (FIG)
Leonardo Moura (FLA)
Diego Souza (GRE)
Valdívia (PAL)
Wagner (CRU)
Obina(FLA)
Christian (INT)
André Lima (BOT)
Técnico: Gallo (INT)
Escrito em 24/07/2007
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Cinco (ou mais) reflexões reflexivas sobre a rodada


1 - O São Paulo respondeu rápido. Depois da derrota no Morumbi para o Fluminense, o time de Muricy Ramalho mostrou porque é candidato ao título: joga muito bem fora de casa. O tricolor paulista mandou no jogo no segundo tempo. Mas continua com limitações ofensivas. Teve que contar com o golaço de Hernanes para vencer. O Cruzeiro até teve chance de empatar no fim... mas esbarrou na melhor defesa do campeonato . Cinco gols levados em treze jogos é uma média sensacional.

1.1 - O São Paulo é o time mais faltoso do Campeonato. Já fez 329 faltas. Dos times com 13 jogos, quem menos fez faltas foi o Santos (252).

1.2 - O Cruzeiro, aliás, continua sendo o melhor ataque (28 gols pró)... e a pior defesa (26 gols contra) do Brasileirão. Nesta segunda honra... empata com o Náutico.

2 - Somália foi o melhor jogador da rodada. Ele fez de tudo na vitória do Fluminense sobre o Goiás em Cariacica (ES). Deu passe, fez gol, segurou a bola. É um atacante inteligente, que sabe se movimentar, usa bem o corpo e aprendeu a passar a bola. Ele foi decisivo num jogo que começou equilibrado e se transformou em atropelamento na segunda etapa. O Fluminense, se quiser, vai brigar pelo título. Nas Laranjeiras, Renato Gaúcho tem material humano de sobra para seu esquema de contra-ataque, que é ideal para os jogos fora-de-casa. A defesa tricolor é a segunda melhor do campeonato - só tomou nove gols.

2.1 - Por falar em atropelamento, alguém do Galo anotou a placa vascaína? Celso Roth é bom treinador.

3 - No jogão da Ilha do Retiro, o líder Botafogo jogou melhor que o Sport. Mas... sua defesa continua frágil no jogo aéreo. O Leão se aproveitou e só não ganhou por distração. Jorge Henrique foi o melhor jogador do Botafogo, seguido de perto por Joílson e André Lima. No Sport, destaque para o veloz Weldon e para o lateral Serginho. Com quatro pontos nas últimas três partidas, o aproveitamento alvinegro caiu para 69,4%. Como esta coluna anotou, não seria humano manter aquela perfomance acima de 80%.

4 - As entradas de Dininho (PAL) e Henrique (FIG) foram indesculpáveis. Assim como os cascudos de Souza (FLA).

4.1 - Por falar em Souza... o que foi aquilo que Irineu tentou fazer? Tirar de calcanhar na pequena área? Foi isso mesmo? O time do Flamengo é melhor que sua (última) posição. Já a zaga...

4.2 - O trio defensivo do Corinthians foi um circo de horrores particular. Perder para o ex-lanterna em casa... deve custar o cargo de Paulo César Carpegianni. O técnico não tem culpa da confusão do clube - e vem até fazendo um trabalho decente.

5 - E o Santos... pelo visto encontrou a peça necessária. Com Kléber Pereira, o time corrige sua principal deficiência - a dificuldade de botar a bola pra dentro. E se credencia novamente a brigar no topo da tabela. Wanderley Luxemburgo, como se sabe, gosta de pontos corridos.



Seleção da rodada (3-3-4)
Esquema suicida para acomodar quem jogou bem

Michel Alves (JUV) - Afogando o pato.
Thiago Silva (FLU) - Excelente.
Breno (SPO) - Olho nele.
Márcio Careca (PAR) - Foi de propósito?
Hernanes (SPO) - Que golaço.
Thiago Neves (FLU) - Melhor que Carlos Alberto.
Jorge Henrique (BOT) - Garçom.
Kléber Pereira (SAN) - Será a peça que faltava?
Somália (FLU) - O melhor jogador da rodada.
André Lima (BOT) - Três gols.
Leandro Amaral (VAS) - Excelente.
Técnico: Celso Roth (VAS) - Em São Januário...


Selebaba da rodada (4-4-2 europeu)
Esquema para acomodar zagueiros-lambança.

Clemer (INT) - Soltando...
Betão (COR) - Que antecipação.
Irineu (FLA) - Furada de calcanhar e gol contra num lance só.
Fábio Ferreira (COR) - Que assistência.
Paulo Henrique (GOI) - Desnorteado.
Henrique (FIG) - Justa e decisiva expulsão.
Ricardinho (COR) - Que estréia...
Clayton (ATL-PR) - Que estréia 2.0.
Marcinho (ATL-MG) - Jogou?
Souza (FLA) - Cascudos demais .
Finazzi (COR) - Peça nula.
Técnico: Zetti (ATL-MG) - Massacrado.
Escrito em 23/07/2007
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Vai Thiago



Um quilômetro, talvez menos, depois do Parque Aquático Maria Lenk encontramos a Vila Autódromo. A favela que seria removida mas não foi. Parecem mundos, tempos diferentes. O passado ou presente nos barracos de alvenaria da favela. O futuro na estrutura de vidro e concreto armado do Parque Aquático. Mas não. Esse contraste é o Rio de Janeiro - e é nesse contraste que o Pan-Americano se expande. É nesse contraste que podemos presenciar diálogos como o abaixo descrito:

- Olha o Thiago Lacerda ali! - diz uma menina, cara pintada em verde e amarelo, esticando o dedo.
- Não é Lacerda, burra, é Pereira - responde a também paramentada amiga..
- É Lacerda mesmo! Olha lá!

Lá está Thiago Lacerda, o ator, a celebridade, de gorrinho verde-e-amarelo, que lembra, vagamente, a touca que o outro Thiago usa. O outro Thiago, sobrenome Pereira, é o protagonista desta opereta particular. Aqui, nesta construção branca, imponente, com letreiro modernoso e reluzente, Thiago Lacerda é coadjuvante, é espectador.

Ele e quatro mil pessoas enchem as arquibancadas do Parque Aquático. Quatro mil almas que levantam qual torcida de futebol quando Thiago Pereira sai do vestiário, toalha no ombro, touca na cabeça, óculos de natação na testa. Mal sabe a torcida que, no dia de competição, Thiago Pereira permanece muito pouco tempo assim, seco. Aquecer e relaxar são verbos que ele conjuga nadando. Da piscina de aquecimento ele vai para a piscina de competição. E vai. E volta. E vai. É desta para aquela e daquela para esta - com breves intervalos na toalha. Foi assim na manhã desta sexta-feira, quando ele nadou a semifinal dos 200m peito, foi relaxar na piscina B. Parou, se secou, vestiu agaslho, pôs a touca e seguiu para o vestiário, quase um pit stop antes de mais uma medalha de ouro.

A vibração com Thiago tem antes, durante e depois. Especialmente depois. E Thiago aprendeu a lidar com assédio e expectativa. Está mais à vontade com a vitória. O sorriso continua tímido, mas a pressão que atrapalhou em Atenas parece, enfim, destilada. Thiago amadureceu e relaxou. Aprendeu a deixar fora d’água fama, as entrevistas, até os gritos frenéticos de sua mãe-celebridade... Na piscina, sozinho, ele apenas nada. E nada com uma fluidez impressionante, quase sem demonstrar o estupendo esforço que está fazendo. Sem se importar com o frenesi que provoca. A cada virada de piscina, o parque aquático treme num imenso “Vai Thiago”. Dentro d’água, ele segue impassível.

Com seis medalhas de ouro no bolso, ele igualou o recorde de medalhas douradas num só Pan. E se tornou o rosto que a natação brasileira tanto procurava, o rosto da geração que sucedeu Gustavo Borges e Fernando Scherer. Esse binômio, que expandiu a natação brasileira nos anos 90, carecia de herdeiros. A nova geração tem Kaio Márcio, César Cielo, Rebeca Gusmão – mas seu rosto, sua cara, é Thiago Pereira. Seu bordão é “Vai, Thiago!”. O menino de Volta Redonda, que a mãe empurrava aos berros em Santo Domingo, não cresceu - se agigantou.
Escrito em 21/07/2007
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Cartola FC + Palpites
Rodada 13


Muito mais do que atrasadamente, seguem as escalações do Zebra Listrada e o tardio palpite da rodada:


Zebra FC

Diego (ATL-MG)
Patrício (GRE)
Zelão (COR)
Nem (PAR)
Júnior César (FLU)
Diego Souza (GRE)
Valdívia (PAL)
Rodrigo Tabata (SAN)
André Lima (BOT)
Finazzi (COR)
Welliton (GOI)
Técnico: Carpegianni (COR)


Bola de cristal telegráfica:

Vasco 1 x 1 Atlético-MG
Juventude 0 x 1 Internacional
América-RN 2 x 1 Atlético-PR
Fluminense 2 x 0 Goiás
Grêmio 1 x 0 Flamengo
Cruzeiro 1 x 1 São Paulo
Corinthians 3 x 0 Náutico
Santos 1 x 1 Figueirense
Paraná 2 x 2 Palmeiras
Sport 2 x 1 Botafogo
Escrito em 21/07/2007
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Seleções da 12ª rodada


O Pan não tem deixado muito tempo para que este blog faça suas observações sobre o Campeonato Brasileiro. Mas as seleções de cada rodada... não podem faltar.

Seleção da rodada

Flavio (PAR) – Pegou muito.
Jancarlos (ATL-PR) - Que chute.
Thiago Silva (FLU) - Excelente.
Neguette (PAR) - Melhorou.
Júnior César (FLU) - Correu, marcou, atacou.
Rafael Miranda (ATL-MG) - Dois passes decisivos.
Ramires (CRU) - Idem.
Thiago Neves (FLU) - Mais útil que Carlos Alberto.
Josiel (PAR) - Infernal fora de casa.
Somália (FLU) - Algo funciona contra o São Paulo.
Alexandre Pato (INT) - Preciso e decisivo.
Técnico: Renato Gaúcho.


Selebaba da rodada

Diego Cavalieri (PAL) - Piu.
Sidny (NAU) - Chuta tudo.
Zelão (COR) - Falha pouco. Mas falha.
Rodrigo Arroz (FLA) - Ai...
André Santos (FIG) - Estava no Zebra Listrada...
Tales (NAU) - O gol. E mais nada.
Hugo (SPO) - Nulo.
Acosta (NAU) - Lento e ineficiente.
Ivo (JUV) - Bom jogador, má expulsão.
Kuki (NAU) - Em péssima fase.
Washington (SPT) – Perdeu até pênalti.
Técnico: Roberto Fernandes.
Escrito em 20/07/2007
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No espelho



Deu vontade de chutar a cadeira, zunir o objeto mais próximo, rasgar qualquer papel nas imediações. Pela terceira vez, o vôlei feminino prometeu e não cumpriu. Mais do que prometer, teve o ouro nas mãos. E deixou escapar. É triste dizer isso claramente: mas, mais uma vez, a seleção brasileira amarelou. Cuba jogou muito bem, defendeu tudo, deu alguma sorte... mas o Brasil perdeu para si mesmo.

Poucas medalhas de prata serão tão tristes quanto essa que Paula Pequeno & Cia levaram para casa. Depois de entregar um jogo ganho na semifinal das Olimpíadas de Atenas, perder match point na decisão mundial, veio um Pan-Americano onde a seleção era favorita absoluta. A única rival possível era Cuba – e uma seleção de Cuba que já tinha sido derrotada várias vezes pelo time de José Roberto Guimarães.

Pela terceira vez consecutiva, o vôlei feminino brasileiro perdeu um jogo que parecia ganho. Pela terceira vez, o torcedor desligou a televisão (ou deixou o estádio) com um imenso sabor de guarda-chuva na boca. Com raiva. Uma raiva que inicialmente é projetada nas jogadoras – mas que passa. O que fica é o estigma – e esse, três sentidas derrotas depois – ficará até Pequim. As Olimpíadas de 2008 serão a grande chance desta geração para tirar o amarelo do currículo. Campeão é aquele, sabemos, que aprende na derrota.

Mas o grande problema dessa geração não se conserta com palavras. Ontem, o Brasil teve sete chances de vitória. Desperdiçou todas. A chance mais cristalina esteve nas mãos de Sheila. O Brasil vencia por 14 a 13 no tie-break. Ela cortou duas vezes. Em ambas, as cubanas defenderam de forma espetacular. E deram muita sorte. A segunda bola voltou em cima de Fofão. A levantadora do Brasil jogou pra cima, Fabi levantou meio mal...e Sheila bateu pior – na rede. E aí o time sentiu de vez. Cuba teve duas chances para fechar a partida – e aproveitou a segunda.

O desfalque de Jacqueline foi grave. Mas quem derrotou o Brasil no Maracanãzinho foi o bloqueio. Não o bloqueio cubano – muito bom, por sinal. Mas o bloqueio mental, esse terrível inimigo que essa seleção enfrenta quando tem o chamado match point. A vitória está ali, ao alcance de mão, e não vem.
Ontem, ela esteve tão perto que chegamos a comemorá-la. E ela, mais uma vez, não veio.

O torcedor brasileiro projeta sua carência nesse sentimento nacional esportivo. E, quando vem a derrota, sobretudo a derrota inesperada, a derrota de um time superior, ele não perdoa. Se revolta. Agride. Ironiza. E depois esquece, perdoa e volta a torcer. O vôlei feminino estará de volta em Pequim – onde terá rivais mais íngremes como Rússia e China – e se encontrará, novamente no espelho, com seu pior adversário.



Escrito em 19/07/2007
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Cartola FC + Bola de Cristal
Rodada 12


Segue a escalação do Zebra Listrada para a rodada de hoje:

Diego (ATL-MG)
André Santos (FIG)
Breno (SPO)
Felipe Santana (FIG)
Juan (FLA)
Diego Souza (GRE)
Valdívia (PAL)
Hernanes (SPO)
Alex Mineiro (ATL-PR)
Welliton (GOI)
Finazzi (COR)
Técnico: Bonamigo (GOI).


Segue a previsão para a rodada:

São Paulo 1 x 1 Fluminense
Internacional 0 x 0 Corinthians
Palmeiras 2 x 2 Santos
Goiás 2 x 1 Grêmio
Náutico 1 x 0 Cruzeiro
Figueirense 1 x 1 Sport
Flamengo 2 x 1 Paraná
Atlético-MG 2 x 0 América-RN
Atlético-PR 3 x 1 Juventude.



Escrito em 18/07/2007
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Jade e a tragédia


Foi um instante de absoluta estranheza. O sinal que vinha do Pavilhão B do Riocentro mostrava vinte mil brasileiros cantando, eufóricos. Mosiah Rodrigues acabara de garantir um inesperado ouro na barra fixa – o quarto da ginástica brasileira. Ao lado, no outro monitor, havia um sinal que vinha de São Paulo, com imagens do terrível acidente do Airbus da TAM. Pareciam dois mundos diferentes.

Eram dois mundos diferentes. O país, que torcia por esportes até ontem distantes como tae-kwon-do, que se emocionava pela ginástica, tomou um soco nacional no fígado. O dia que começara dourado na piscina do Parque Aquático Maria Lenk... terminou subitamente na pista alagada do Aeroporto de Congonhas.

O torcedor, que acompanhou pela telinha cada instante da ginástica pan-americana, que chorou com Jade na segunda-feira, esperava para sorrir ontem com a menina de 16 anos que nos fazia esquecer, incrível, a ausência de Daiane. Jade, a mais completa ginasta brasileira, não decepcionou. Ganhou um ouro, um bronze, exibiu aquele sorriso com dentes ligeiramente separados. Fez o Brasil gostar um pouquinho mais de ser Brasil – é isso o que o esporte faz, ou tem capacidade de fazer.

E, quando veio o ouro de Mosiah, quando a euforia crescia ainda mais, veio o soco. O melhor dia brasileiro no Pan foi atropelado pela tragédia. Todas as metáforas aéreas utilizadas para falar dos ginastas perderam a validade. Esse imenso Pan, súbito, ficou pequenino.

Para quem não perdeu parentes ou amigos no desastre, amanhã, talvez depois de amanhã, o impacto começará a diminuir. E será possível pensar em esporte de novo – de certo modo, a overdose de esporte nos ajudará a cicatrizar essa ferida. Mas hoje, bom, hoje... é cedo demais. Depois de descer do pódio, Jade deu entrevista. E disse, com sua voz ainda infantil:

- Quero continuar assim.. dando alegria pra todo mundo.

Por favor, Jade. Hoje talvez não seja possível. Mas amanhã não tarda.
Escrito em 18/07/2007
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Caixa Postal especial
Esteban, um argentino



Eu sou fã do futebol argentino. Fã mesmo. A técnica, o toco y me voy, a habilidade, a técnica... acredito, inclusive, que os argentinos talvez tenham mais talento jovem do que os brasileiros. O Mundial sub-20 está aí para mostrar. Aguero, Messi, Tévez... eles têm seleção para muito futuro. Mas, para azar de nossos distintos amigos platinos, o presente é verde e amarelo. Antes da Copa América, pouco depois da vitória do Boca Juniors sobre o Grêmio, recebi um e-mail de um argentino chamado Esteban Crustille Chavez.

Escrito num portunhol estranhíssimo, era uma divertida provocação. Sempre me pareceu meio tosca a rivalidade entre Brasil e Argentina. Mas entrei na brincadeira. Respondi, publiquei a resposta aqui. O portunhol era tão estranho que teve gente achando que Estebán era um torcedor do Internacional disfarçado. Mas ele não parou ali. Respondeu que a Argentina aguardava para mostrar sua grande superioridade.

Humildemente... esperei até ontem. E respondi com alguma gentileza, como vocês podem conferir abaixo. Como copiei e colei... a ordem de leitura deve ser de baixo para cima. E, nesse caso, por um breve instante, o jornalista abriu uma certa licença provocativa para o torcedor. O último e-mail não foi este abaixo transcrito, eis que depois disso recebi uma torrente de xingamentos. A esportiva foi para escanteio. Acontece muito com quem tira onda antes de vencer.



----- Original Message -----
Gustavo Poli escribió:

Baixou o nível...
O decadente futebol brasileiro agradece mais uma gentileza.
Na próxima Copa América vamos mandar a Seleção C.

Com a B (o time reserva) está fácil demais.



----- Original Message -----
From: esteban chavez chavez
To: Gustavo Poli
Sent: Monday, July 16, 2007 1:33 PM
Subject: Re: aprendan con nosotro como si joga un verdadeiro fútbol 4 x 1


brasileños boludos.
fue mucha suorte de Usted.
sus boludos de XXXXX.
nen usted acreditavan en su propia selkección medilcre.
no vienhan agora dar una de (yo sabia.)

sus boludos de XXXXX

Gustavo Poli escribió:

Caro Esteban,
Qual foi mesmo o placar final da Copa América?
um grande abraço do decadente futebol brasileiro...



----- Original Message -----
From: esteban chavez chavez
To: Gustavo Poli
Sent: Friday, June 29, 2007 9:40 AM
Subject: Re: aprendan con nosotro como si joga un verdadeiro fútbol 4 x 1


hola. acá nosotro estamos muy tristinhos con selección brasileña por su derota. MEXICO 2 brazil 0 ARGENTINA 4 USA 1 la verdad nosotro estamos la esperar oportunidad de provar nuestra gran superioridad en relación la medilcre y decadiente selección brasileña. usted brazucas y prensa brasileña va mucho ter que hablar , elogiar y nos idolatrar. aprendan como si joga un verdadiro fútbol. perdón la sinceridad y portuñol, más su fútbol no es más miesmo . es la verdad un fútbol medilcre y decadiente. baben brazucas , poden la babar mucho porque nuestra superioridad es sin de meter mucho miedo para usted. Esteban Crustille cordoba

Gustavo Poli escribió:

Caro Esteban,
Pelo visto... você continua acreditando que a Argentina é melhor.
Bom pra vc. Temos cinco títulos mundiais.
A Argentina, segundo minha última conta, tem dois. Sendo um roubado.

Isso é um pouco menos...
um abraço,



----- Original Message -----
From: esteban chavez chavez
To: Gustavo Poli
Sent: Tuesday, June 26, 2007 4:24 PM
Subject: Re: aprendan con nosotro como si joga un verdadeiro fútbol


hola señor.

gracias por su palavras. Más no es surpreza para nosotro que brazucas tien la gran adimiración por nuestro fútbol. la verdad usted saben y reconehcen nuestra superioridad.
alguns rbazucas hablan que nosotro somos muy arogantes y prepotes, más la verdad es que apenas hablamos la verdad y sabiemos que somos sin los mejores en mundo.
una información: Acá nosotro no tiemos la mania de brasileños que fican la chamar nosotro de hermanos. perdón la sinceridad, más no somos hermanos y sin vizinhos.
la bien de la verdad somos povos bien diferentes en cutura y fútbol que na atualidad somos mucho mejor.
y si usted son imitadores de nosotro es su problema. una cosita es muy cierta, acá nosotro no tiemos la idiotice de imitar usted. más una vez perdón, mas usted precizan ter criatividad propia y paren de ficar nos imitar y sonhar seren nosotro.
un abrazo.
Esteban


Gustavo Poli escribió:

Caro Esteban,

O Brasil fez a final das duas últimas Copas Libertadores, antes desta.
Em 2005 e 2006... foi Brasil contra Brasil. Por causa disso, a Conmebol mudou o regulamento da competição. Obrigou os times do mesmo país a se enfrentarem.
Estava com receio de que os clubes de Brasil dominassem a competição mais uma vez.

Como só teve que enfrentar UM brasileiro... e na final, o Boca teve sucesso. Merecido. É um bom time. Riquelme é um grande jogador. Espero que mostre agora na Copa América seu valor. Porque na última Copa América... bom... a Argentina acabou perdendo para a seleção reserva do Brasil na final. Engraçado é que o grandioso futebol argentino não ganha uma Copa há mais de 20 anos. Nesse período, o decadente futebol brasileiro ganhou duas.

Nós aqui admiramos muito o futebol argentino. Mas sem arrogância.
Aliás, da última vez que Brasil e Argentina jogaram... qual foi o placar mesmo?
Pergunte ao Kaká.

um abraço,


----- Original Message -----
From: esteban chavez chavez
To: gustavo.poli@globo.com
Sent: Sunday, June 24, 2007 10:19 AM
Subject: aprendan con nosotro como si joga un verdadeiro fútbol


hola,
maior clasico no es brasileño y sin Argentino. Boca y River es conhecido en mundo como o maior y mejor clasico de mundo razion cuál es conhecido como SUPER CLASICO. acá sabiemos que en brazil no tien Super Clasico, también sabiemos que fútbol brasileño no andas mucho bien y muchos dizen que es na atualidad un fútbol medilcre y decadiente la ponto que sus propios jogadores no queren más jogar en su medilcre selección (SNOBAN). perdon la sinceridad, más Juan Riquelme y Boca humilharan brasileños, humilharan fútbol de brazil que endas medilcre y decadinte. Prensa Argentina comenta mucho que prensa brasileña habla todos el días de Riquelme y Boca, prensa brasileña faz questón de destacar la gran superioridad de nuestro fútbol.
más una vez perdón la sinceridad y portuñol.
Esteban Crsutille - Cordoba

P.S. so una cosita riesta para brasileños y prensa brasileña: idolatrar nosotro y reconheceren nuestra superioridad en relación la resto de mundo. Acá no si imagiva na posibilidad de ser mucho facil como fue ganhar de Gremio. Fue mucho facil humilahar brasileños.
Escrito em 16/07/2007
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Enquanto isso no Olé...


Vale dar uma conferida no site do jornal argentino Olé. O bem-humorado diário esportivo platino, que adora tirar sarro com os brasileiros, estampa em sua manchete: "Tristeza sem fim". É... duas Copas Américas seguidas em que a Argentina levou seu time A, o Brasil levou uma seleção repleta de reservas... e deu Brasil. A Argentina não ganha nada desde 1993.
Escrito em 15/07/2007
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