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Perfil

Gustavo Poli

Jornalista, 34 anos

Carioca, jornalista há 13 anos, trabalhou nos jornais O Globo e Lance! e está desde 1998 na TV Globo. Cobriu as Copas de 98 e 2002 e é co-autor do bem-humorado "Manual do mané" (Editora Planeta, 2003) e do "Almanaque do futebol" (Casa da Palavra, 2006).

E-mail: gustavo.poli@globo.com
Raio-X da rodada


A videocassetada
Everton Santos e André Dias derraparam juntos para derrubar o técnico Muricy Ramalho. Quem disse que jogador não derruba treinador?

A outra videocassetada
Joílson queria muito bater o lateral. Ricardinho também. Os dois jogadores do Botafogo tiveram tanta pressa que criaram o primeiro caso mundial de arremesso lateral sincronizado. Devem ser os eflúvios do PAN.

A terceira videocassetada
Na quinta-feira, Onildo (NAU) conseguiu cabecear a coxa de seu companheiro Sidny.

O detalhe
Diguinho pulou, se virou... a bola cobrada por Rodrigo Tabata passou na brecha deixada pelo volante.

O golaço
O chute de Diogo (SPT) foi muito na gaveta.

O gol perdido
Dinélson (COR) conseguiu chutar por cima na pequena área, depois da boa jogada de Éverton Santos.

A defesa
Ivo (JUV) penetrou livrinho, chutou rasteiro. Rodolfo (NAU) se alongou e fez uma defesa dificílima no chão.

A jumência
Harley (GOI) já tinha tentado inventar num drible. E depois resolveu segurar bola atradasa....


As seleções da rodada

Seleção (4-4-2)
Rodolfo (NAU) – Uma bela defesa.
Diogo (SPT) – Que golaço.
Felipe Santana (FIG) – Defende e ataca.
Domingos (SAN) – Não perdeu uma.
Carlinhos (SAN) – Voltou a jogar bem.
Hernanes (SPO) – Sempre eficiente.
Wágner (CRU) – Decisivo.
Fernandes (FIG) – Habilidoso.
Pinga (INT) – Que golaço.
Marcos Aurélio (SAN) – Fez diferença.
Carlinhos Bala (SPT) – Irregular mas decisivo.
Técnico: Wanderley Luxemburgo (SAN) – Derrubando o invicto.


Selebaba (4-4-2)
Flavio (PAR) - Piu.
Barão (JUV) – Fraco.
Amaral (GOI) – Se enrolou.
Alysson (NAU) - Pediu quase de joelhos para ser expulso.
Márcio Careca (PAR) - Um sono...
Cléber Gaúcho (GOI) – Avermelhado.
Vandinho (PAR) – Improdutivo.
Lúcio Flávio (BOT) – Sumidão.
Éder Luís (ATL-MG) – Perdeu as estribeiras.
André Lima (BOT) – Um chute em todo o jogo.
Eber (JUV) - Dois cartões em onze minutos.
Técnico: Pintado (PAR) – nova derrota em casa.
Escrito em 15/07/2007
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Duas vozes


Começou numa só voz.. O som que deixava a garganta de Elza Soares parecia a faca só lâmina de João Cabral. Era agudamente triste. apunhalava... e emocionava. Ecoava – e instava. O público cantou o hino, como que sublinhando a voz de Elza, cujo rosto extremamente redefinido e esticado lembrava um personagem de Picasso... um Picasso que se movia e ressonava, no escuro, amestrando 90 mil pessoas.

Foi uma primeira nota lírica da ópera popularesca que encantou o Maracanã. Diante de 180 mil olhos, o Brasil viu um espetáculo de primeiro mundo, com algumas gafes de terceiro. A primeira, e monstruosa, foi o atraso de meia hora, temperado pelo atraso presidencial, que depois seria seguido pela vaia presidencial. Ppela vaia americana. Dois raros momentos de democrática deselegância de um público elitizado.

Um público que acompanhou sem bocejos o tradicionalmente tedioso passo das delegações – repassando os comentários de sempre ( “olha só, o tamanho da cubana” ou “ih, o pessoal de Bermudas veio de bermuda”). Até que a entrada da delegação brasileira, com Vanderlei Cordeiro de Lima à frente, reeletrizou o Maracanã. Lá vieram negros, brancos, pardos, amarelos, altos, baixos, atletas magros, atletas gordos.. nosso liquidificador cultural, étnico, nacional... que o esporte sintetiza e representa.

O Maracanã foi selva com jacaré gigante e cobra coral; foi um oceano fantasticamente azul, que se abriu para receber a praia, num dos melhores momentos da festa. Praia com banhista, rede de vôlei, maiôs de outra época. Sob as águas de março, teve gente chorando nas arquibancadas até que as luzes se apagaram e Adriana Calcanhoto apareceu sentada, de violão em punho, numa imensa cadeira.

- Boi, boi, boi... boi da cara preta... .

Foi a imagem da noite. A canção de ninar... a doçura da voz de Adriana... a cadeira gigante, a representação da infância...

- Pega essa menina que tem medo de careta...

Foi de arrepiar. A seguir tivemos frevo, um semi-rock, Chico César todo de branco, a coreografia pacificadora de Débora Colker, e, enfim, os revezamento de nossa história olímpica, passando a tocha como uma antologia de nossas vitórias recentes... da vela para o vôlei... do vôlei para o basquete... do basquete para o vôlei de praia... do vôlei de praia para os passos de Joaquim Cruz até a pira.

Houve ainda a gafe protocolar – do discurso que deveria ser do presidente mas não foi. Um incidente com direito a bilhetinho e mal-entendido - terrivelmente deslocado diante da beleza coreográfica e do encerramento movido a Daniela Mercury. Mas Cidade Maravilhosa, o confete, o papel picado, e Aquarela do Brasil... tudo o que era épico ficou menor diante das duas imagens líricas da noite - Elza, escapada do quadro de Picasso. Adriana, fugitiva de uma história infantil. Dois coros suaves que abriram o Pan tupiniquim.
Escrito em 14/07/2007
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Pan


A partir de hoje, a Coluna 2 terá também um tom pan-americano. Não abandonaremos o futebol - continuaremos com as análises de cada rodada do Campeonato Brasileiro. Mas é tempo de abrir espaço para o maior evento esportivo já organizado no país.
Escrito em 13/07/2007
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A roupa nova do Leão


Tiago Medeiros, produtor de ponta da Globo Recife, nos traz aqui em primeira mão os novos uniformes do Sport. A camisa rubro-negra estréia neste sábado contra o Atlético-MG na Ilha do Retiro. Os novos uniformes deixam mais evidentes os dois patrocínios do clube. A preta, me parece, é especialmente bonita. O terceiro uniforme é branco. Depois da contratação do técnico Geninho, o Leão vendeu seu principal jogador (Fumagalli). Mas não ficou parado. Esta semana acertou a contratação do versátil Romerito, campeão da Copa do Brasil pelo Santo André, que jogou o último Brasileiro pelo Goiás. Outro que está quase fechado é o zagueiro Rogério Correa, que também esteve no Goiás e foi campeão brasileiro pelo Atlético-PR em 2001 com Geninho. E há quem diga que Gabriel, lateral que andou pelo Cruzeiro, está na mira.



Escrito em 12/07/2007
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Cartola FC


O vibrante e honrado Zebra Listrada FC teve uma... boa décima rodada, cravando 61,20 pontos - performance medíocre para muitos, mas motivo de vibração para os torcedores listrados. Time pequeno com técnico burro é assim - vibra com qualquer alegria, ri de qualquer piada, acha graça de qualquer palhaço. Em especial se o palhaço se senta no banco de reservas de prancheta em punho. O treinador gostaria de agradecer especialmente pelas atuações lastimáveis de Josiel, Kuki (ainda sem gol na Série A) e Márcio Careca. Feito esse breve preâmbulo, vamos à escalação do Zebra para a rodada que começa nesta quinta-feira:

Felipe (COR) - O ataque do Sâo Paulo não anda bem...
Patrício (GRE) - Regularidade.
Durval (SCF) - Faz um gol ou outro.
Breno (SPO) - A defesa intransponível
Wágner Diniz (VAS) - Veloz.
Diego Souza (GRE) - Tem jogado muito.
Hernanes (SPO) - Desarma e arma.
Valdívia (PAL) - A volta.
Washington (SCF) - Cabecinha e orelhinha.
Roni (CRU) - Tem jogado bem.
Welliton (GOI) - Corre muito.
Técnico: Geninho (SCF) - O time melhorou com ele.


Bola de Cristal - Rodada 11
Acertos na última rodada: 4
Total do campeonato: 97 partidas/40 acertos.

Palpites
Vasco 2 x 1 Atlético-PR
Paraná 1 x 1 Figueirense
Juventude 1 x 2 Náutico
Sport 3 x 1 Atlético-MG
Santos 1 x 0 Botafogo
Grêmio 2 x 1 Palmeiras
América-RN 1 x 0 Internacional
Cruzeiro 2 x 2 Goiás
Corinthians 0 x 0 São Paulo
Escrito em 11/07/2007
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Volantismo


Qual não seria a indignação da torcida brasileira se a inacreditável ilegalidade de Doni tivesse ocorrido contra a Seleção? Quantos possantes trovões não teriam deixado a garganta de Galvão Bueno... se o goleiro-andarilho fosse uruguaio, e não brasileiro? Foi a saída de gol mais cara-de-pau, mais inacreditavelmente ignorada... desde quando? Minha humilde memória não registra nada igual. Um breve replay em câmera lenta: Doni primeiro se adianta numa sambadinha. Ginga, dá dois passos até o meio da pequena área e planta os pés. Foi 1,70m de caminhada. Quando Lugano bate na bola, Doni está a nove metros dele.


Normalmente, o goleiro dá um passo pro lado. Doni nem tentou. Ele saiu para fechar o gol - foi uma saída de gol! Pela ousadia, ou pelo recorde de face vegetal de madeira rija, recebeu o aplauso do trio de arbitragem acima retratado. Lugano, decepcionado, nem reclamou. Só o goleiro Carini, desesperado, tentou argumentar com Oscar Ruiz. Chegou a tempo de ver o apito descendo pela garganta do árbitro colombiano.

Graças aos passos de Doni, o Brasil se classificou para a decisão numa partida em que o empate foi justo. E a Seleção não tem culpa da visão seletiva da arbitragem. Fato é que Dunga, tão criticado por um suposto volantismo (ou defensivismo volantista), chegou à final de sua primeira competição oficial. Chegou meio aos trancos e barrancos, mas chegou. E isso merece uma breve viagem no tempo. Alguém se lembra do que acontecia... exatamente há um ano e dois meses?

Zé Roberto e Emerson eram titulares da Seleção Brasileira que se preparava para estrear na Copa da Alemanha. O então técnico, Carlos Alberto Parreira, era criticado por muita gente por causa do “burocrático” Zé Roberto, um "volante sem imaginação" que “deveria” que ser barrado por Juninho Pernambucano. Kaká e Ronaldinho Gaúcho eram, claro, incontestáveis, por mais que raramente tenham funcionado juntos. Veio a Copa do Mundo, e a maior-coleção-de-talentos-desde-1970 afundou num mar de indolência e falta de inspiração. A torcida buscou culpados. As cabeças de Parreira, Ronaldinho, Cafu e Roberto Carlos deixaram a Alemanha em bandejas VIPs. E ironicamente, se um jogador deixou o Mundial melhor do que entrou... foi Zé Roberto. A zaga formada por Lúcio e Juan também foi elogiada, mas Zé Roberto foi além. Foi o melhor jogador do decepcionante Brasil.

Zé Roberto voltou ao Brasil para jogar no Santos – e voltou jogando como meia pela esquerda, posição em que jogava no Bayern de Munique. Jogou e encantou, como de hábito, arrumou uma vaga para o Peixe na Libertadores e o bicampeonato paulista. Na prática, Parreira, que tanta gente chamou de retranqueiro, jogou a Copa com apenas um volante original. E deu no que deu. O Brasil não perdeu por falta de volantes, claro. Perdeu porque o time nunca se encontrou, não teve velocidade nem organização. Porque jogou mal, muito mal. Assim como não ganhou a Copa de 94 porque tinha três volantes e um assessor de lateral no meio-campo. Ganhou porque, com essa formação, os adversários praticamente não chegavam no gol de Taffarel. Porque Mauro Silva e Dunga eram excelentes ladrões de bola – que liberavam os laterais (Jorginho e Leonardo, depois Branco). Porque Mazinho e Zinho fechavam o meio-campo com eficácia ímpar. E, claro, havia Bebeto e Romário na frente.

O Brasil não jogou mal na primeira fase da Copa América por causa do excesso de volantes. Até porque o time foi mal quando Diego esteve em campo - e quando Anderson esteve em campo, quando Elano (que não é volante) esteve em campo. Quando Dunga percebeu que seus homens de criatividade estavam fora de sintonia- seguiu a receita de Parreira em 1994 - que insistiu com Raí durante um jogo (o talentosíssimo meia do São Paulo já vinha muito mal). Mazinho virou titular, o meio-campo brasileiro se tornou um Saara criativo... mas o time funcionou.

Dunga fez de Júlio Baptista seu Mazinho - e tome pancada, muito por causa de um óbvio preconceito contra o volante ou cabeça-de-área. Júlio Baptista, que começou como volante no São Paulo, joga mais adiantado há eras. O problema de Júlio é seu jeito robocop de ser - seu futebol de tanque alemão não agrada ao paladar nacional, que exige refinamento. Só que Júlio foi eficiente contra o Chile e Uruguai - aliás marcou um gol em cada jogo. E será que Mineiro e Josué - até ontem incensados como volantes modernos, carregadores-de-piano com talento musical, desaprenderam?

Não é, certamente, a seleção dos sonhos de nenhum brasileiro. Nem de Dunga, que gostaria de contar com nove jogadores que não estão na Venezuela. Em campo, ele tentou Diego - água. Tentou Anderson - água outra vez. Talvez mereça algum aplauso sua opção de segurança. O Brasil ganhou nos pênaltis, sim. Foi um jogo duro, em que a zaga andou exposta pelos avanços de Maicon - e alguma confusão na cobertura - pecado algo grave numa seleção tão volante. Mas, passos de Doni à parte, elogiemos a campanha do time, por mais que ele só soe profundamente brasileiro quando Robinho pega na bola.

Não é fácil ser técnico da Seleção. É o único técnico de futebol do mundo que tem duas obrigações - uma técnica, outra estética. Não basta ganhar, tem que jogar bem. Não basta jogar bem, é necessário dar espetáculo. Isso não é necessariamente mau - faz parte da mitologia da camisa amarela. Mas é uma pressão ímpar. Que Seleção do mundo poderia dispensar seus dois melhores jogadores... e ainda ter a obrigação de encantar? Talvez só haja uma outra seleção no mundo com obrigação parecida - a Argentina, que veio completa para a Venezuela, até porque não ganha nada desde 1993. A Argentina, que faz a melhor campanha da Copa América, vencendo e convencendo com Riquelme, Messi e Tévez. A Argentina que, por sinal, joga com três volantes: Verón, Cambiasso e Mascherano.
Escrito em 11/07/2007
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Sumiços de Dodô


Foi um movimento sutil, uma perna que pretendeu tocar na bola, e de repente não tocou. Um movimento ágil e ao mesmo tempo delicado. A sutileza não é uma virtude muito comum nos gramados. Na noite de sábado, em Brasília, Dodô entrou em campo sabendo que, horas depois, o Brasil passaria a suspeitar de sua conduta. E fez sua melhor partida em muito tempo – influenciando o resultado com duas jogadas em que mostrou que é possível ser decisivamente sutil. Elegantemente sutil.

Seu não-toque na bola aos 19 minutos do primeiro tempo, que frisou o zagueiro Danilo, foi um daqueles lances vale-ingresso. Não foi uma deixada qualquer. Dodô prestidigitou a bola. Estava ali, de repente não estava. Danilo se sentiu, como no poema de Fernando Pessoa, um dia fora do espaço e do tempo. Por um segundo, nada compreendeu. Quando o zagueiro enxergou a bola de novo, Lúcio Flávio estava cumprimentando as redes do goleiro Guilherme. No segundo tempo, Dodô ainda descolou um passe precioso que pediu o chute de Joílson para sacramentar o placar. No dia 07/07/07, num estádio com o nome do maior camisa 7, o Botafogo conquistou sua sétima vitória no Campeonato Brasileiro. Uma vitória cabalística, numerológica, repleta de referências.

Poucas horas depois do jogo, a Rádio Globo divulgou que o exame anti-doping de Dodô contra o Vasco mostrara traços de femproporex. O camisa 7 do presente jogou no Mané Garrincha já sabendo o que pairava sobre seu futuro próximo. Soou estranho ver as palavras Dodô e doping na mesma sentença. A conduta do artilheiro, em seus quase 15 anos de futebol, criou uma imagem de tranqüilidade na fronteira da indolência. Dodô sempre pareceu pacato dentro e fora de campo. Nunca teve um senão disciplinar em sua carreira. Será que agora, numa ótima fase, ele arriscaria tudo isso em troca de performance?

O femproporex é um inibidor de apetite, muito usado em dietas, que, no fígado, se transforma em anfetamina. É considerado doping porque funciona como estimulante – caminhoneiros costumam usá-lo para permanecer acordados em longas viagens. É uma droga difundida no Brasil – e muito criticada por especialistas - que falam até em proibí-la. Alguns jogadores de futebol já foram suspensos por usar o inibidor – e normalmente se defenderam alegando ignorância.

Não é o caso de Dodô – que disse jamais ter tomado qualquer remédio. E isso, por si só, já transforma o caso em novela. Se, como se espera, a contraprova desta segunda-feira confirmar a presença da substância, teremos um segundo sumiço: Dodô desaparecerá da escalação do Botafogo. Com contraprova positiva, Dodô será suspenso preventivamente por 29 dias. E, se condenado, pegará entre 120 e 360 dias de suspensão. Sua imagem sofrerá mesmo se ele for absolvido.

A despeito das justificativas possíveis, o desfalque será um inesperado obstáculo numa campanha até agora impressionante. O caso é especialmente difícil porque não permite economia. O Botafogo não quer nem pode abrir mão de Dodô – nem deixar de pagá-lo durante a suspensão. Em suma, perderá seu futebol e terá que gastar se quiser se reforçar. Como o time de Cuca responderá a esse desfalque... passa a ser a questão na ponta do Brasileiro. Dodô não vinha jogando tanto como se fala – em alguns jogos, inclusive, jogou muito mal. Mas seu poder de finalização, sua visão de jogo, seu toque de bola... são itens raros.

Seu substituto, André Lima, é um centro-avante típico, grandalhão, de boa presença na área. No esquema de Cuca, com dois atacantes abertos, esse tipo de jogador costuma se dar bem. Foi assim com Dimba no Goiás em 2003 (os “pontas” então eram Araújo e Grafite; agora são Zé Roberto e Jorge Henrique). André Lima dá ao time uma opção de força na área – que o artilheiro titular não tem. Mas Cuca vai perder em técnica – e em variedade. E, claro, a falta do artilheiro talvez seja ainda mais sentida no tal campo psicológico, esse gramado insólito que virou clichê.

Mesmo com Dodô, o Botafogo teria dificuldade para manter sua impressionante campanha. O aproveitamento de 80%, ou seja, a conquista de oito pontos em cada dez, está acima da média de qualquer campeão dos pontos corridos. O melhor aproveitamento de campeão, até hoje, foi do Cruzeiro em 2003 – que fez 72% dos pontos.

Para efeito de comparação, nos 19 jogos do primeiro turno do Brasileiro de 2006, o Botafogo fez 21 pontos. E amargou uma das últimas posições na tabela. Hoje, com dez rodadas, o time já fez 24 pontos, tem cinco de vantagem sobre o Goiás, segundo colocado. E, mais do que isso, oito pontos de vantagem sobre o Grêmio, quinto colocado, o primeiro time fora da zona da Libertadores. Na verdade, como o saldo do Botafogo é muito bom (+14), podemos dizer que a vantagem é ainda maior.

Com dez rodadas, ainda é cedo – sim, é cedo – para dizer quem vai brigar pelo quê. Mas já é possível ter alguma noção – pelas atuações e elencos - que Botafogo, São Paulo e Grêmio são os canditados mais fortes ao título. Goiás, Palmeiras e Fluminense correm por fora, assim como o Cruzeiro (se ajeitar a defesa). Santos, Corinthians e Atlético-MG (quando Marinho voltar) também não podem ser descartados. Mas, como Renato Russo, vale repetir: ainda é cedo...cedo... cedo. Ainda é cedo.


Raio-X da rodada


A defesa
O chute de Ilsinho veio no chão, à queima-roupa, aos 48 minutos do segundo tempo. Diego botou a perna no lugar certo. E evitou a derrota rubro-negra.


As saídas indevidas
Fernando Henrique (FLU) saiu de mão baixa, algo indeciso. Felipe (COR) saiu meio atabalhoado. Os dois foram buscar a bola nas redes.


A falha
O bom goleiro Wilson (FIG) parecia estar com as luvas ensaboadas. Bateu roupa, soltou bolas fáceis, não segurou nada. No primeiro gol colorado, tirou a bola dos pés do zagueiro. Cristian agradeceu. E quase tomou um gol do meio de campo.


A outra defesa
Dinei (ATL-PR) recebeu entre os zagueiros e chutou rasteiro. Júlio César (BOT) se esticou e tocou com a ponta dos dedos, numa defesa dificílima que manteve o Botafogo na frente no Mané Garrincha.


O passe
Pedrinho (SAN) deu uma bicicleta meio lateral... e encontrou Marcos Aurélio livre na área cruzeirense.


O gol perdido
Éber (JUV) conseguiu entrar de carrinho na pequena área, sem goleiro, e mandar a bola para trás.

A entregada
Márcio Careca (PAR) tirou a bola. Neguette então correu na direção de Márcio Careca. Um encontrou com o outro que encontrou com o um... e a bola sobrou para Arlon chutar rasteiro... não muito forte. O goleiro Flávio aceitou. E o Paraná perdeu para o ex-lanterna.


O golaço
Diego Souza (GRE) passou por quatro e decidiu o jogo no Mineirão.



Cinco reflexões reflexivas sobre a décima rodada



1 – No mínimo, o Grêmio é candidato a Libertadores. Nos jogos em que não poupou jogadores, o Mano Menezes de Futebol Porto-Alegrense conquistou... 100% dos pontos. E mesmo quando foi forçado a usar um time quase misto... como contra o Inter no Beira-Rio... o tricolor gaúcho ganhou. Contra o Galo, Diego Souza – que está jogando demais – fez a diferença. Não foi uma vitória exatamente justa, o empate seria mais coerente. Mas o Grêmio de Mano é assim, eficiente.

1.1 – Com Pato e Fernandão fora, Cristian não pode ser reserva do Internacional. Ponto.

2 – Um jogador pode fazer toda a diferença... o Corinthians com William é um time. Sem... é completamente outro. Falta velocidade.

2.1– O Palmeiras não merecia vencer nos Aflitos. O Náutico chutou mais, agrediu, correu... e perdeu. O time de Caio Junior se defendeu bem – e encontrou o golzinho no fim.

3 - Como comentado aqui na última rodada, a orientação para que os juízes “deixem o jogo correr” está provocando atrocidades. Faltas óbvias, até gritantes, não são marcadas. E isso tende a aumentar a violência em campo. O sempre tolerante Sérgio Carvalho (DF) deixou Alan Bahia (ATL-PR) bater à vontade no Mané Garrincha. Até pisão no peito teve.

4 – A impressionante virada do Goiás merece menção. Num jogão no Serra Dourada, o time de Bonamigo fez três gols em 16 minutos, com alguma colaboração da hesitante zaga do Sport. E o Goiás jogou sem o artilheiro Welliton, seu melhor atacante. Mas agora... a tabela prevê dificuldades. Nas próximas rodadas, o Goiás pega o Cruzeiro (F), o Grêmio (C), O Fluminense (F) e o Santos (C).

4.,1 – Por falar em bom jogo, o Morumbi viu um 0 x 0 agradável entre São Paulo e Flamengo. O tricolor paulista chegou à impressionante marca de 10 jogos e dois gols sofridos. Mas seu anêmico ataque não conseguiu fazer um golzinho sequer no desfalcadíssimo rubro-negro. Tudo bem que Diego fechou o gol...


5 – Na zebra da rodada, o América-RN fez o Paraná provar seu veneno. Jogou fechadinho atrás, explorando a velocidade de Arlon e Paulo Isidoro. O Paraná, que é muito melhor jogando desta forma, não conseguiu furar o bloqueio do Dragão. Talvez porque tenha entrado em campo algo relaxado. O tricolor só acordou depois do gol potiguar – e acabou sendo tarde.


As seleções da rodada

Seleção (3-4-3 pra lá de ofensivo)
Diego (FLA) – Quatro ótimas defesas.
Patrício (GRE) – Salvou um gol em cima da linha.
Ney Santos (AME-RN) – Uma muralha na Vila Capanema..
Dininho (PAL) – Seguro.
Luciano Almeida (BOT) – Defende como zagueiro e lateral.
Maldonado (SAN) – Faz diferença.
Diego Souza (GRE) – Merece uma certa camisa amarela.
Pedrinho (SAN) – Dois gols numa bela atuação.
Jorge Henrique (BOT) – O motorzinho do líder.
Dodô (BOT) – Doping à parte, fez gol sem tocar na bola.
Felipe (GOI) – Mudou o jogo em 14 minutos.
Técnico: Marcelo Veiga (AME-RN) – Fez o Paraná provar de seu veneno, o contra-ataque.


Selebaba (4-4-2)
Wilson (FIG) – Soltou tudo no Beira-Rio.
Bruno (SPT) – Deixou Felipe livre aos 47 minutos do segundo tempo.
Neguette (PAR) – Duas falhas comprometedoras. Numa saiu o gol. Na outra, quase.
Herick (CRU) – Mal.
Egídio (FLA) – Quase deu um gol para o São Paulo.
Alan Bahia (ATL-PR) – Bateu demais.
Ramires (CRU) – Antes elogiado...
Bilu (ATL-MG) – Reside atualmente no bolso de Diego Souza.
Conca (VAS) - Antes elogiado 2.0...
Vanderlei (ATL-MG) – Improdutivo.
Vandinho (PAR) – Correu em todas as direções sem efeito algum.

Técnico: Dorival Junior (CRU) – Como oscila a raposa...
Escrito em 08/07/2007
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Números


No post anterior, em que falamos sobre a eficiência da defesa do São Paulo, faltou observar um detalhe: o tricolor paulista é o time mais faltoso do Brasileirão. Será coincidência? Os muricys já fizeram 240 faltas em nove rodadas, uma média de 26,6 faltas. Os times menos faltosos – sem contar Juventude e Flamengo, que tem um jogo a menos, são Cruzeiro e Botafogo, que fizeram até agora 176 faltas (média de 19,5). Apesar da diferença, o São Paulo recebeu menos cartões que o Botafogo. Tanto amarelos (22 a 21) quanto vermelhos (4 a 3). O time mais advertido do Brasileirão é o Náutico – 30 amarelos e seis vermelhos.

Bola de Cristal telegráfica


Na última edição, a cristalina esfera, com baterias novas, manteve uma boa média. Acertou cinco resultados - sendo alguns cravados (Botafogo 1 x 1 Goiás, Grêmio 3 x 1 Juventude). Infelizmente, porém, rodada de meio-de-semana não tem loteca. O scout da bola até agora: 87 jogos, 36 acertos.

Palpites:
Paraná 2 x 0 América-RN
Corinthians 1 x 1 Fluminense
Santos 2 x 1 Cruzeiro
Atlético-MG 1 x 0 Grêmio
Botafogo 3 x 2 Atlético-PR
Juventude 1 x 0 Vasco
Náutico 2 x 1 Palmeiras
Internacional 0 x 1 Figueirense
Goiás 1 x 1 Sport
São Paulo 2 x 0 Flamengo

Zebra Listrada FC

Depois de uma rodada razoável, em que Alex Mineiro removeu a alegria trazida por Diego Souza e Juninho, o Zebra Listrada segue sua inglória e medíocre trajetória no certame sem perder a fé. Eis a escalação para a próxima rodada:

Michel Alves (JUV) – Está barato e é bom goleiro.
Jorge Wagner (SPO) - Tem melhorado.
Juninho (BOT) – Mantendo a média.
Breno (SPO) – Deu ponto, fica.
Márcio Careca (PAR) – Contra o América-RN...
Diego Souza (GRE) – Fica.
Ramires (CRU) – Acredito nele.
Lúcio Flávio (BOT) – Anda devendo...
Kuki (NAU) – Apostando em seu primeiro gol na Série A.
Dodô (BOT) – Mal num jogo...
Josiel (PAR) - Antes do adeus...
Técnico: Pintado (PAR).
Escrito em 05/07/2007
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A muralha do Morumbi


Já era algo esperada a presença no São Paulo na chamada parte alta da tabela. Desde que o Brasileirão entrou na era dos pontos corridos, em 2003, o tricolor paulista é um freguês regular do topo. Com exceção de 2005, quando ganhou sua terceira Libertadores, se concentrou no Mundial e terminou em décimo-primeiro, o time do Morumbi foi duas vezes terceiro (2003 e 2004) e ganhou o título de 2006. E agora, depois de um início vacilante, em que o cabeça do técnico Muricy Ramalho andou correndo risco, o São Paulo já se apresenta sua tradicional candidatura ao título.

E, desta vez, é uma candidatura peculiar. Para defender seu título, o campeão brasileiro tem se especializado em... defender. Em não deixar o adversário jogar. Até agora, Rogério Ceni só buscou a bola nas redes duas vezes. É uma média impressionante - apenas 0,22 gols tomados por jogo. O ótimo sistema defensivo tricolor mistura bons zagueiros, um meio-campo que sabe reduzir espaços e atacantes, em especial Aloísio, que atrapalham o início das jogadas adversárias.

Futebol não se joga só com a bola. Saber marcar é fundamental. O São Paulo tem sido excepcional sem a redonda - e razoável com ela. O time não fez uma grande partida sequer - e mesmo assim já tem cinco vitórias. Foi beneficiado por alguns erros de arbitragem – dois pênaltis algo ectoplásmicos garantiram vitórias contra Paraná e Internacional. Mas a média defensiva merece menção porque é ela que credencia o time a sonhar alto. Para efeito de comparação, no ano passado, o tricolor foi campeão levando 32 gols (média de 0,84/jogo). Em 2006, apenas três defesas tomaram menos de um gol por jogo – a tricolor e as de Internacional (vice) e Santos (quarto colocado) – que sofreram 36 gols (0,94/jogo).

A média atual é tão incrível que, se o São Paulo for capaz de mantê-la até o fim da competição, levarrá apenas entre 8 e 9 gols em todo o Brasileirão. Não é preciso ser profeta para saber que isso não vai acontecer. Há dois detalhes a observar: o tricolor perdeu os dois jogos em que tomou gol (contra Náutico e Atlético-MG). E ganhou todos as partidas em que fez gols. Nos dois empates tricolores (Palmeiras e Figueirense), o placar ficou em branco.

E esse é o outro lado da moeda. O ataque do São Paulo é anêmico. Marcou apenas oito gols até agora – só não é pior que os ataques de Santos (7) e América-RN (6). O tricolor fez menos de um gol por jogo. Em 2006, o São Paulo foi campeão com a melhor defesa... e também com o melhor ataque. Fez 66 gols, média de 1,73 por jogo. No Brasileirão-07, o melhor ataque é do Botafogo – com 21 gols, uma excelente média de 2,3/jogo. Se mantiver essa média, o alvinegro marcará entre 87 e 88 gols. Para efeito de comparação – o Corinthians, campeão de 2005, fez 87 gols – num campeonato que tinha dois times (e quatro jogos) a mais.

Em 2007, temos apenas três times que levam menos de um gol por jogo: São Paulo (2 gols contra), Corinthians (5 gols contra) e Fluminense (8 gols contra). A quarta melhor defesa é a do Botafogo, que já levou nove gols (um gol por jogo de média). Na outra ponta, temos a defesa do Náutico, que já levou 20 gols. A segunda pior defesa é do time que tem o segundo melhor ataque – o Cruzeiro, que já fez 20 gols... e já levou 18.

Raio-X da rodada

O passe
Júnior (VAS) mediu o passe, olhou, observou... e tocou no ponto futuro, no meio da zaga do Santos, com excepciconal precisão. Hernane só carimbou o quarto gol do Vasco.

O pênalti muito pênalti
Como Paulinho (FLA) teve a cara-de-pau de reclamar do pênalti que cometeu sobre Danilinho (ATL-MG)? Deveria haver um código mínimo para reclamações. Mas jogador de futebol é capaz de jurar inocência em caso de homicídio triplamente qualificado.

O erro de arbitragem
Os dois pênalits – o marcado e o não-marcado por Helvécio Zequetto no Morumbi. Jorge Wagner foi derrubado por Clemer. Lenílson se jogou.

O outro erro de arbitragem
O pirotécnico Klever Assunção Gonçalves sempre tende a acomodar. Mas no Serra Dourada ele exagerou. Conseguiu expulsar Alex, zagueiro do Botafogo, num lance em que o jogador não fez falta. Klever deu o vermelho direto. Pior, Welliton, atacante do Goiás, se jogou depois de perder a bola e já tinha cartão amarelo.

O herói que virou vilão...
Paulo Henrique (GOI) fez o gol do Goiás. E depois foi expulso bobamente. Levou amarelo por jogar uma bola pra longe. E, três minutos depois, deu uma banda em Jorge Henrique.

... e o vilão que virou herói
Juninho (BOT) falhou no gol de Paulo Henrique. E se redimiu empatando de falta.

O gol estranho
Primeiro, João Leonardo atrasou e Guilherme pegou. Na falta, Kuki chutou, a bola foi, voltou, foi de novo, aí Nei resolveu afastar e acertou o traseiro de Michel e... a bola entrou. Gol contra. Mas de quem?

O golaço
A jogada começou com Carlos Alberto, que tocou para Éverton, que lançou para Clodoaldo, que ajeitou para Dinélson pegar de primeira. Um belíssimo gol do Corinthians na Ilha do Retiro.

O golaço-aço-aço
Só que Weldon respondeu com um pique de 63 metros, dois dribles em velocidade e um toque categórico na saída de Felipe. Um gol sensacional, raro, em especial contra uma defesa bem armada como a corintiana.

O Olho Nele da rodada
Vílson (VAS), apenas 19 anos, estreou com autoridade.

A defesa
Rodrigo Tabata cobrou a falta no ângulo. Sílvio Luiz foi buscar.

A defesaça
O cruzamento de Tiago Feltri veio na medida. Marcinho (ATL-MG) acertou o tempo de bola e cabeceou pra baixo, com força. Diego (FLA) pulou na hora certa e esticou o braço para fazer uma defesa dificílima e espetacular.


Cinco reflexões reflexivas

1 - Os torcedores do Botafogo que xingaram, agrediram e maltrataram este colunista por causa do singelo palpite (1 x 1) da bola de cristal... subitamente se calaram.

2 - Ganha força no Brasileirão um estilo de arbitragem só marca faltas gritantes. Evandro Rogério Roman, Klever Assunção Gonçalves e mesmo PC Oliveira têm apitado assim. É um critério que deixa o jogo correr. Mas cria problemas - porque deixa de marcar as chamadas faltinhas. Jogadores que prendem a bola, como Carlos Alberto (que deixou o Fluminense) e Zé Roberto (BOT) são prejudicados – porque os árbitros tendem a selecionar as faltas que sofrem.

3 - Temos apenas nove rodadas. Mas já é difícil acreditar num milagre que transforme o América-RN (sete derrotas em oito jogos - e a vitória veio contra os reservas do Santos) num time. O Dragão não parece ter forças para resistir à maldição do ioiô.

3.1 - O Figueira neutralizou o Cruzeiro no Scarpelli. E segue mostrando que a campanha do time na Copa do Brasil não foi acidental.

4 – Quando começaremos a punir atores futebolísticos como Welliton e Lenílson? O jogador que engana o árbitro de propósito merece ser punido, merece ser suspenso.

5 - O empate no Mineirão foi justo. O Atlético-MG joga melhor no contra-ataque e ainda não encontrou seu centro-avante. O gol de ombro talvez ajude o Flamengo a lembrar que Leonardo pode ser bastante útil.

5.1 - O Corinthians estava mais perto da vitória quando Weldon fez seu golaço. Dinélson não pode ser reserva no atual Timão.


As Seleções da rodada

Seleção (3-5-2)
Wilson (FIG) – Salvou a vitória do Figueira.
André Dias (SPO) – Sua melhor partida pelo tricolor.
Amaral (GOI) – Botou Dodô no bolso.
Felipe Santana (FIG) – Bem atrás e na frente.
Wágner Diniz (VAS) – Correu o tempo todo. E ainda fez gol.
Caio (PAL) – Tem bola...
Diego Souza (GRE) – Joga fácil.
Conca (VAS) – Dois gols decisivos.
Bruno Telles (GRE) – Um dos melhores no Olímpico.
Weldon (SPT) – Um gol que vale a seleção.
Luiz (PAL) – Teve estrela.
Técnico: Celso Roth (VAS) – Está fazendo muito com pouco.


Selebaba (4-3-3)
Fábio Costa (SAN) – Piu, piu, piu, piu...
Nei (ATL-PR) – Foi aliviar...
Paulo Henrique (GOI) – Expulsão ingênua.
Rodrigo Alemão (AME-RN) – Perdeu a bola do segundo gol.
Marcelo (SAN) – Errou quase tudo.
Bia (SPT) – Tem uma certa inimizade com a bola.
Rodrigo Tabata (SAN) – Assopra muito, morde pouco.
Léo Lima (FLA) – Quantos passes errados?
Dodô (BOT) – O pior em campo no Serra Dourada
Alex Mineiro (ATL-PR) – Expulsão boba.
Moraes (SAN) – Nem viu a bola.
Técnico: Wanderley Luxemburgo (SAN) – Achocolatado em São Januário.
Escrito em 05/07/2007
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Zebra Listrada FC – nona rodada


Na oitava rodada, o ZFC marcou 52,47 pontos. Josiel, Fumagalli e Welliton salvaram a pátria listrada. O goleiro Cléber (SCF) e o lateral Coelho (ATL-MG) decepcionaram. Mas o líder na categoria me-agride foi, sem dúvida, o distinto Acosta (NAU), que foi expulso aos 20 minutos do primeiro tempo contra o Sport, provocando neste treinador a vontade de vê-lo embarcando numa missão para Urano a bordo de um foguete paraguaio importado do Sudão. Esses sentimentos negativos passam. A pontuação negativa de Acosta, porém, essa fica. Ele furtou 5,70 pontos do humilde zebrinha. Desgraçado. Dito isso, vamos à escalação para a nona rodada:

Diego (ATL-MG) – O goleiro que mais faz defesas difíceis no campeonato.
Coelho (ATL-MG) – Merece um voto de confiança.
Juninho (BOT) – O homem do chute de longe.
Breno (SPO) – Ataca e faz parte da melhor defesa da competição.
Edno (ATL-PR) – Enquanto continuar como lateral...
Diego Souza (GRE) – Contra o Juventude... em casa....
Hernandes (SPO) – A bola sempre passa por ele.
Ramires (CRU) – Desarma e aparece na frente.
Alex Mineiro (ATL-PR) – Tem feito mais gols que Dênis Marques.
Victor Simões (FIG) – Bom na bola aérea contra uma zaga nem tanto.
Adriano Magrão (FLU) – O homem do gol importante.
Técnico: Zetti (ATL-MG) – É favorito contra o Flamengo.


Nona rodada – Bola de Cristal Telegráfica


Depois da sétima trágica rodada (um acerto em oito), a bola de cristal juntou seus cacos na oitava. Foram cinco acertos em nove jogos. Em todo o campeonato, até o momento, foram 31 acertos em 77 partidas – um percentual de 40,2%. Não é horrível. Digamos que é razoável. E, tentando manter ou melhorar a média, eis a bolinha da nona rodada:

Goiás 1 x 1 Botafogo
Palmeiras 1 x 0 América-RN
Atlético-PR 2 x 1 Náutico
São Paulo 1 x 0 Internacional
Fluminense 1 x 0 Paraná
Figueirense 1 x 1 Cruzeiro
Grêmio 3 x 1 Juventude
Vasco 0 x 1 Santos
Atlético-MG 3 x 1 Flamengo
Sport 2 x 0 Corinthians


Escrito em 02/07/2007
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