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Perfil

Gustavo Poli

Jornalista, 34 anos

Carioca, jornalista há 13 anos, trabalhou nos jornais O Globo e Lance! e está desde 1998 na TV Globo. Cobriu as Copas de 98 e 2002 e é co-autor do bem-humorado "Manual do mané" (Editora Planeta, 2003) e do "Almanaque do futebol" (Casa da Palavra, 2006).

E-mail: gustavo.poli@globo.com
Momento NBA


Quem gosta de basquete e pôde ver a vitória do Cleveland Cavaliers sobre o Detroit Pistons, nesta madrugada, deve estar até agora com o queixo no pé. A atuação do ala LeBron James foi provavelmente a melhor performance individual do ano. LeBron ganhou sozinho o jogo - o placar final foi 109 a 107. Ele marcou os 25 últimos pontos do Cleveland na partida (e 48 no total) - incluindo aí a cesta decisiva a 2.5 segundos do fim em Detroit Fez cestas de três, de dois, lances livres, enterradas, bandejas... e tudo isso marcadíssimo por uma das melhores defesas da NBA. Comparado com Michael Jordan e Magic Johnson, LBJ mostrou hoje que pode realmente se tornar uma lenda esportiva. Foi uma atuação épica - de deixar boquiaberto quem gosta de esporte. Com a vitória, o Cleveland abriu 3 a 2 na série precisa ganhar a próxima partida em casa para se classificar para as finais contra o San Antonio Spurs. Se der Cleveland, o Brasil terá um representante nas finais da NBA: Anderson Varejão, the Wild Thing, o homem do cabelo revolto. Escrito em 01/06/2007
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Notinhas de quinta-feira



Gastar é...

Veja como é curioso o futebol brasileiro. O Náutico contratou alguns volantes para o Campeonato Brasileiro. Trouxe Walker, ex-Atlético-MG e ex-Juventude, ganhando R$ 33 mil. Trouxe Yves, do Vasco, com salário de R$ 21 mil. Mas quem vem jogando? Wagner Rosa, que ganha R$ 6 mil; e Elicarlos, com vencimentos de R$ 4 mil. Juntos, os dois não pagam metade do salário de Yves, que tem sentado no banco. Walker, que recebe mais do que os outros três juntos, nem no banco tem ficado.


Figueirense x Fluminense

O Figueira comemorou o empate em 1 a 1 no Maracanã... mesmo levando um gol aos 43 minutos do segundo tempo. Talvez tenha sido uma comemoração precoce. O Fluminense se classificou nas oitavas (contra o Bahia) e nas quartas (contra o Atlético-PR) depois de empates em 1 a 1 em casa. E empatou, novamente em 1 a 1, fora de casa nas semifinais. O Figueira marcou muito bem o tricolor carioca no Maracanã – e terá a vantagem de jogar no Orlando Scarpelli lotado. Com o gramado mais reduzido, a marcação catarinense tende a ser ainda mais eficiente. Mas o Fluminense, em todas as outras fases, contou com o reforço daquele jogador mitológico citado por Nelson Rodrigues – o Sobrenatural de Almeida. Não fez uma grande partida – mas se classificou em todas as fases.


Grêmio x Santos

Como anotado aqui, a força física poderia fazer diferença. O Grêmio jantou o Santos no Estádio Olímpico, não deixou o Peixe tocar a bola, chegou junto em todas as divididas e anulou completamente Zé Roberto e Marcos Aurélio. E contou, claro, com uma interpretação decisiva da arbitragem no lance do pênalti. Claro que Diego Souza segurou Ávalos antes da bola chegar... Como a arbitragem havia ignorado um pênalti cristalino de Alessandro antes... talvez tenha compensado ontem para azar do Santos. Mas, apesar da grande vantagem, não há nada decidido. Lembremos que o Santos virou placar semelhante contra o São Caetano na decisão paulista. E o Grêmio fez o mesmo contra o supracitado Defensor.
Escrito em 31/05/2007
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Caixa Postal
... e os jogos de hoje


É dia de decisão na Libertadores. E na Copa do Brasil. Enquanto aguardamos ansiosos pelas duas partidas da noite, é tempo de abrir a caixa postal da Coluna 2. Antes disso, porém, um breve comentário sobre as partidas de hoje:


Fluminense x Figueirense

O Fluminense é muito favorito. Faz frio, muito frio no Rio de Janeiro, o que pode ajudar o Figueira. Mas, em campo, com a torcida a seu favor, a diferença técnica é grande. O Figueira foi atropelado pelo Botafogo na semana passada no Maracanã e só está na final por causa da combinação entre o frango de Júlio César e um (ou dois) erro (s) da bandeirinha Ana Paula Oliveira. O time de Mário Sérgio tem como virtude a marcação. Todos os 11 jogadores marcam. O contra-ataque puxado por Ruy e Cleiton Xavier é perigoso, mas não muito populoso. O time se preocupa muito com a recomposição defensiva.

O Fluminense melhorou com Renato Gaúcho, especialmente na defesa - com o ótimo Thiago Silva se destacando. O ataque ainda é algo cardíaco – Alex Dias oscila muito e quem tem salvado a pátria tricolor é Adriano Magrão. O Figueira joga muito melhor no Orlando Scarpelli – mas tem que se preocupar com cartões. Nada menos do que oito jogadores estão pendurados, fruto do estilo Mário Sérgio de marcação. O Fluminense vai se preocupar em não levar gol em casa – mas não deve exagerar – até porque levou gols em outras fases e conseguiu se classificar mesmo assim.


Grêmio x Santos

Dois bicampeões da Libertadores... um confronto épico. O Grêmio sempre foi a espinha na garganta de Wanderley Luxemburgo. E agora, mais Grêmio do que nunca, o time está novamente no caminho do treinador do Santos. Tecnicamente, o Peixe tem um pouco mais de talento. O Grêmio não tem Zé Roberto – o melhor jogador do país hoje. As defesas se equivalem. Os volantes também. Tcheco, ex-Santos, tem jogado bem. Cléber Santana está voltando. Carlos Eduardo é veloz, Marcos Aurélio também.

O Grêmio tem se valido do Olímpico para se classificar. E o Santos tem jogado melhor fora de casa. A partida de hoje não deve decidir nada – é difícil acreditar numa goleada para qualquer lado. Será, sem dúvida, um jogo brigadíssimo. Se o Santos é um pouco melhor tecnicamente, o Grêmio parece mais forte fisicamente – e isso pode fazer diferença. Não há prognóstico possível – além de dizer que não vai faltar suor e carrinhos em todas as direções.


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Caixa Postal

A Caixa Postal de hoje traz uma penca de assuntos - dado o extenso intervalo em que a pobre ficou lacrada. Tentei selecionar os temas mais abordados - e ignorar as estéreis brigas de torcida que andam infestado as caixas de comentário. Como de hábito, as ofensas e impropérios têm sido removidas do blog - nem sempre com a velocidade esperada, mas dentro do possível.






Paraná Clube
(...) GOL DO INTERNAUTA: qual foi o gol de falta mais bonito da rodada?
A pancada de Joelson na vitória do líder Paraná sobre o Cruzeiro
Jogador do Paraná Clube
A cobrança com categoria de Lúcio Flávio no empate entre Botafogo e Flamengo
Formado na categoria de base do Paraná Clube
Thiago Neves, de longe, faz o primeiro do mistão do Flu contra o Inter
Formado na categoria de base do Paraná Clube

Alan Richard

Comentário: Boa lembrança, Alan, que apenas mostra quão importante é continuar investindo em divisões de base – por mais que a Lei, hoje, seja extremamente cruel com os clubes. E extremamente gentil com os empresários. Fiquemos de olho em novas revelações do Paraná como Éverton (autor do quarto gol sobre o Cruzeiro).


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Eric Faria Informa
Para início de conversa, gostaria de adiantar que adimiro muito seu trabalho, bem como do colega Eric Faria. E é justamente sobre essa união, que gostaria de comentar. Muitos fatos relatados no "Eric Faria Informa" são de muita relevância, e ficamos felizes por ficar sabendo o que aconteceu, mesmo, algumas vezes, algum tempo atrasado. Pergunto: Por que tais acontecimentos não fora noticiados em suas respectivas datas, fornecendo aos leitores, telespectadores ou ouvintes as informações sobre o que ocorre nas "internas" de seus clubes do coração?
GUILHERME SÁ

Resposta: É simples, Guilherme. Por que só é possível noticiar os fatos quando ficamos sabendo deles. Muita gente enxerga teorias conspiratórias em qualquer notícia. Falar no presente sempre é mais complicado.

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Fifa e a altitude
Agora fale mais alguma coisa? Anti-flamenguista! Por favor, que suas próximas colunas sejam ao menos humanas. Muito obrigado e boa sorte na sua jornada de jornalista.
Igor Rodrigues

Comentário: Caro Igor, isso talvez valesse uma artigo inteiro. Mas minha posição não mudou. A decisão da FIFA é um absurdo arbitrário e político. Ou você acha que a baliza de 2500m exclui casualmente a Cidade do México? Se vamos limitar o futebol por questões de saúde, e riscar do mapa toda cidade acima de uma certa altitude, devemos fazer o mesmo com jogos em altíssimas e baixíssimas temperaturas. Jogar com calor excessivo também faz mal à saúde. Há alguns casos de morte por “ataques de calor” documentadas. Por altitude jogando futebol? Nenhuma. Mas agradeço a sorte desejada, ainda que ironicamente.


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A bandeirinha Ana Paula
(...)Ora se a FIFA não aceita a utilização de recursos eletronicos para julgar
as regras do futebol, então vamos conviver com esse tipo de erro sempre, pois como os Dirigentes, como os Jogadores, os Arbitros também vão falhar como seres humanos, a questão num País cercado de corrupção é: O erro foi um lapso ou de proposito? A julgar pelo comportamento da Ana Paula, não acredito que tenha sido de propósito, afinal ela possui uma imagem bastante confiavel, mas... (...) o Azar da Ana Paula, que é uma excelente Bandeira, é que ela erra sempre nos jogos onde a Rivalidade é grande ou em jogos decisivos, pena, mas sem o recurso da tecnologia, os erros vão continuar a decidir partidas.

Valdecir Messias Nascimento

Comentário: Valdecir, concordo plenamente. E me parece inevitável a inclusão da tecnologia no futebol. É questão de tempo por mais que a FIFA esperneie. A concorrência da TV com os árbitros é desleal.


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Grêmio x Santos
E ai ? Agora o Santos é extramanete superior ao Grêmio né? Espero que faça um comentário como fez entre Grêmio e São Paulo, vai lá diz que os paulistas são muito superiores de novo, isso vai nos dar muita sorte!
Alexandre J.P. da Silva - Montenegro – RS

Comentário: Engraçado como as pessoas procuram cabelo em ovo. Não encontram e acreditam ter encontrado. Eu escrevi que o São Paulo era tecnicamente melhor que o Grêmio. Mas que a fase do time gaúcho era melhor. E que, por isso, o confronto seria equilibradíssimo e que o Grêmio poderia levar a melhor por jogar em casa. Sobre Santos e Grêmio, infelizmente não deu tempo de fazer o Raio-X... mas é óbvio que o confronto também será equilibrado. O Santos tem jogado melhor fora de casa do que na Vila Belmiro. O Grêmio chegou até as semifinais por causa do Estádio Olímpico, da avalanche, de sua torcida. E, claro, da competência de Mano Menezes (e alguma sorte, vide aquela bola no travessão chutada pelo Defensor). O veloz Carlos Eduardo (que é bom, caros gremistas, só não é o novo Ronaldinho Gaúcho como muitos querem acreditar) se combina bem com Tuta. Mas a defesa do Santos é bem postada, defendida pelos cães-de-guarda Rodrigo Souto e Maldonado. E há Zé Roberto, o melhor jogador do país hoje, assessorado pelo veloz Marcos Aurélio. O jogo promete.


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Luxemburgo e o fisco

Os homens brasileiros são os mais invejosos do mundo! Eita racinha invejosa,pô! O Vanderlei Luxemburgo, pelo que sei, jamais foi condenado em nenhuma ação,então que desrespeito ele tem à lei? Nenhum! Por ter "sonegado imposto de renda"? Mas a ação morreu em seu nascedouro,tanto é que ele Vanderlei fez parcelamento. Citado na CPI? Pô,meu,teve citações na CPI no ano passado,os caras renunciaram e foram eleitos...Vocês têm que ver são as falcatruas cometidas pelos políticos(e,são tantas!), as falcatruas que envolvem dinheiro público.O VL? Não me consta que ele seja deputado VL: o maior técnico da História vitoriosa de meu SANTOS FC!

Neli Faria, São Paulo-SP

Comentário: Neli, o Luxemburgo foi sim condenado à prisão em primeira instância por sonegação fiscal e está recorrendo em liberdade. É um direito democrático – mas não podemos ignorar o que a CPI do Futebol levantou sobre o treinador. Um mundo de fundos injustificáveis percorreu inúmeras contas bancárias não-declaradas – o que fez com que ele pagasse uma multa substancial à Receita Federal. Você pode considerar que sonegar é crime menor... mas é crime. E, como figura pública, Luxemburgo deveria dar o exemplo. Então só político é que deve ser honesto? E, talvez você não saiba, mas sonegar é aliviar o cofre público. O imposto, afinal, é meu, seu, de todos. Você pode gostar de Luxemburgo como treinador (quem não gosta?). Mas daí a ignorar suas derrapadas extra-campo...


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Bola de Cristal
Caro comentarista,há um ditado que loteria esportiva, sempre quem ganha é o que não entende de futebol.... Pelo seus palpites de resultados,o senhor não passaria de 3 pontos na loteria. Será que quem ganha não entende mesmo, ou os comentaristas é que são torcedores enrustidos e mal preparados? Creio que o senhor como piloto de bola de cristal,seria uma ótima lavadeira (sinônimo das ganhadoras da loteria esportiva)
Ademir Maria, Balneário Camboriú-SC

Comentário: Caro Ademir, não seja cruel com as pobres lavadeiras. Veja que não estou tão mal no meu exercício de futurologia. De 30 palpites este ano... acertei 14. É quase 50% de acerto – e a bola de cristal não pode fazer duplo ou triplo, tem que cravar um resultado. Se mantiver esta média... terminarei o ano como uma lavadeira feliz.


Escrito em 30/05/2007
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O camaleão tricolor
O estilingue e a metralhadora



Será fogo-de-palha? Em que lugar da tabela estará o Paraná Clube daqui a 35 rodadas? Pode o tricolor paranaense disputar o título brasileiro ou, ao menos, repetir a façanha do ano passado e chegar à Libertadores? São perguntas que o tempo se encarregará de responder. Por ora, para encontrar o Paraná... basta olhar para o alto da tabela do Brasileirão. Lá está o líder solitário com sua característica mutante.

Nenhum time muda tanto quanto o Paraná. O camaleão tricolor troca de pele com rapidez impressionante. Nove jogadores que terminaram 2006 como titulares mudaram de endereço. O Paraná é uma vitrine resignada – que manobra em seus limites financeiros. Jogadores e técnicos passam – mas o time tem conseguido uma taxa de reposição impressionante sem gastar muito.

Vejamos três escalações recentes do Paraná:

Juventude 1 x 0 Paraná (15/04/2006) - estréia no Brasileiro-06
Marcos Leandro; João Vitor (Eder), João Paulo e Gustavo; Goiano, Beto, Rafael Mussamba (Elton), Sandro, Marcelinho (Vandinho) e Edinho; Leonardo


Paraná 0 x 0 São Paulo (03/12/2006) - último jogo do Brasileiro-06
Flávio, Peter, João Paulo, Edmílson e Eltinho (Gérson); Pierre, Batista (Henrique), Beto e Sandro; Cristiano (Joélson) e Leonardo.


Cruzeiro 3 x 4 Paraná (26/05/2007)
Flávio, Daniel Marques, Toninho e Luís Henrique; Parral, Adriano, Beto (Everton), Joélson (Vandinho) e Márcio Careca; Vinícius Pacheco (Xaves) e Josiel.




Gráfico com as origens do Paraná Clube


Em 13 meses, o único jogador a atuar nas três partidas foi o volante Beto. Ao lado do goleiro Flávio, ele é a constante do time. Do Paraná que terminou o Brasileiro de 2006, quase todo mundo saiu. Edmílson, Pierre, Gustavo e Cristiano foram para o Palmeiras com o técnico Caio Júnior. Batista foi para o Avaí. Leonardo para o Flamengo. Outros jogadores, porém, voltaram – casos de Daniel Marques e Parral. E apesar da rotatividade... o time continua vencendo.

Para tentar entender o mistério do camaleão tricolor, a Coluna 2 bateu um papo com o presidente do clube, José Carlos de Miranda, que começou no futebol no antigo Palestra Itália, que depois fez parte do Colorado... o lado vermelho do Paraná Clube (o lado azul é o Pinheiros). E, desde 2002, está no comando do tricolor paranaense. Ali em cima você vê um organograma das origens do clube que surgiu, em seu corpo atual, em 1989. O gráfico foi extraído do site oficial do Paraná.


ENTREVISTA: JOSÉ CARLOS DE MIRANDA
"Não morremos de amores por ninguém"




Qual é o segredo do Paraná?
José Carlos de Miranda: É a estrutura familiar. Temos aqui o mesmo grupo desde 2003. Administramos como donas-de-casa. Só gastamos o que podemos arrecadar. Outro dia, o Henrique, um apoiador aqui, veio me dizer que queria ganhar trinta (R$ 30 mil). Eu disse "você não quer trinta, você quer ir embora". Pode ir embora. Trinta mil aqui é uma fortuna, ninguém ganha isso. E nos dedicamos ao clube. Eu vou a todos os jogos. Agora são 18h de segunda-feira. Eu cheguei de Belo Horizonte às 16h. E às 17h já estava aqui na sede em reunião. E mudamos também o estatuto. Hoje o clube tem eleição direta.

Qual é a folha salarial do clube?
JCM: O futebol inteiro - incluído aí divisões de base e comissões técnicas, custa entre R$ 520 mil e R$ 550 mil. Se fossemos falar só da folha do futebol profissional seria bem menos que isso... mas temos que incluir INSS, salários dos outros profissionais etc. Quem diz que é menos que isso está querendo enganar. Ou sonegar. E aqui somos muito transparentes.


Mas por que o time do Paraná muda tanto? Do time que conquistou a vaga na Libertadores para o time atual, seis meses depois, restaram apenas dois jogadores.
JCM: Nosso lema aqui é "só joga quem estiver feliz". O jogador de futebol é um artista - tem que estar feliz para ir bem. Não morremos de amores por ninguém, não somos fiéis. Não é porque o jogador foi revelado aqui no infantil que não vamos fazer um bom negócio. O Eltinho, que é um menino atrevido e bom de bola por exemplo, começou no profissional no ano passado, despertou interesse... e cedemos 30% do passe dele para o Japão. Mas ele ainda não está jogando lá.

Como o time continua funcionando apesar de tanto rodízio de jogadores?
JCM: Não podemos segurar ninguém. Mas o salário não atrasa. Pagamos em dia... e procuramos manter uma estrutura. O Flávio (goleiro) e o Beto (meia) estão conosco há quatro anos. Só que nossa dura realidade exige escolhas certas. Chamamos o Zetti... para que ele investisse na carreira dele - treinando numa Libertadores. Veio o Fortaleza oferecendo R$ 60 mil reais... ele balançou mas ficou. Veio o Atlético oferecendo 120, 150 mil... aí não teve jeito. Segue a vida.


O Paraná não se incomoda de se sentir como vitrine?
JCM: O empresário do Peter, lateral revelado pelo Cruzeiro, pediu que colocássemos o jogador aqui. Ele começou a jogar no Brasileiro, com salário bem reduzido, foi bem... e aí foi picado pela mosca azul. No início do ano foi se oferecer para Botafogo, Fluminense e Cruzeiro... Ninguém quis... acabou indo para o Ipatinga e depois para o São Caetano. Veja o caso do Dinélson, por exemplo. Ele ficou abalado com o interesse do Flamengo agora... o que vamos fazer? Não vamos dizer não, pode ir. Ainda mais para o Flamengo, que é nosso parceiro. Temos que saber nossa realidade. Lutamos de estilingue contra gente que tem metralhadora.

Como assim?
JCM: São Paulo, Flamengo, Corinthians, Palmeiras e Vasco recebem seis vezes mais dinheiro da TV do que o Paraná. Quem menos recebe... Atlético-PR, Goiás e Coritiba... recebe três vezes mais do que nós. É uma luta desigual.

Qual o motivo da parceria com o Flamengo?
JCM: É uma parceria política. Para nós é muito interessante. Precisamos de um padrinho forte. O grande objetivo da nossa gestão é a inclusão do Paraná no Clube dos 13. E a maior força política deste país - maior até do que o PT - é o Flamengo. O presidente da CBF é flamenguista de carteirinha. E, no campo do futebol, recebemos alguns jogadores que eles não aproveitam lá... e podem ser úteis aqui como o Vinícius Pacheco. E cedemos alguns como o Leonardo.

E até onde vai o Paraná? Qual é o objetivo do clube nesse Brasileiro?
JCM: Vamos lutar pelo título, pela Libertadores, o que vier. O Campeonato Brasileiro é o mais equilibrado do mundo. Quem acreditaria que times grandes como Palmeiras, Atlético-MG e 9 Grêmio poderiam ser rebaixados? Mas... é estilingue contra metralhadora.

O Paraná tem eleições em novembro. O senhor vai tentar um novo mandato?
JCM: Eu até queria. Tentamos mudar o estatuto para permitir uma nova reeleição – aqui o mandato é de apenas dois anos com uma reeleição possível. Mas não conseguimos. Não queria ficar por anos sem fim... como um Dualibi ou o Ricardo Teixeira... mas achávamos que o trabalho poderia continuar. O Conselho não entendeu assim, tudo bem.


Raio-X da rodada


O sarrafo da rodada
Com menos de cinco minutos de jogo no Morumbi, Edmundo entrou de sola no joelho de Miranda. E o sempre leniente Sálvio Spínola conseguiu não dar sequer cartão ao atacante do Palmeiras. Era lance para suspensão por alguns jogos – e é impressionante que Sálvio não tenha feito nada. Um vexame apitador.


A falta de critério da rodada
Contaminado por esse erro, Sálvio permitiu toda sorte de sarrafo no jogo até que Josué fez uma falta normal em Valdívia. Só então ele lembrou que tinha o cartão amarelo no bolso. Minutos depois, Josué fez uma falta pior no mesmo Valdívia – e Sálvio mandou o jogo seguir.


A mão algo mole da rodada
O excelente Bruno (FLA) chegou na falta cobrada por Lúcio Flávio (BOT) . Mas a bola foi tão no ângulo... que Bruno pareceu não acreditar. E deixou a mão meio mole... erro que não cometeu ao defender a cabeçada de André Lima no segundo tempo.


A defesa da rodada
O acrobático salto de Diego (ATL-MG) para evitar que a cabeçada à queima-roupa de Fábio Ferreira, aos 48 minutos do segundo tempo, desse a vitória ao Corinhtians. A defesa coroou a espetacular noite do jovem goleiro do Galo, o melhor jogador em campo.


O passe da rodada
O lançamento de Davi para Rafael no segundo gol do Fluminense... preciso, no ponto futuro, matando a defesa do Internacional que tentava fazer linha de impedimento.


A arbitragem da rodada
O paraense Domingos Jesus Viana apitou quase tudo certo no Estádio dos Aflitos. A expulsão de Júlio Santos foi perfeita. Os pênaltis foram muito bem marcados. Talvez ele tenha exagerado na expulsão de Fábio Brás. Mas é um erro perdoável diante dos acertos.


O gol perdido da rodada
O impressionante chute de William (AME-RN) no travessão... na pequena área.


A jumência da rodada
Júlio Santos ganha com folgada margem o prêmio ampla orelha... dois cartões em um minuto é recorde difícil de ser batido.


O golaço da rodada
O petardo de Joelson (PAR) que Lauro não viu em pleno Mineirão. Falta de muito longe...


A frase da rodada
“Eles não conseguem ganhar do Flamengo”
Clayton, apoiador rubro-negro, tentando gozar os alvinegros. Mas... a recíproca é verdadeira, não? Em 2007, foram quatro jogos... e quatro empates. Em todas as partidas... o Botafogo não conseguiu segurar o placar.

As seleções da rodada


Seleção

Diego (ATL-MG)
Rafael (FLU)
Lima (ATL-MG)
Lúcio (GRE)
Carlinhos (SAN)
Davi (FLU)
Joelson (PAR)
Rodrigo Tabata (SAN)
Jonas (SAN)
Josiel (PAR)
Whelitton (GOI)
Técnico: Pintado (PAR)


Selebaba (3-5-2)

Renan (INT)
Barão (JUV)
Júlio Santos (VAS)
Du Lopes (SPO)
Gladstone (CRU)
Pinga (INT)
Pierre (PAL)
Vargas (INT)
Edmundo (PAL)
Alex Alves (JUV)
Técnico: Gallo (INT)
Escrito em 28/05/2007
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Eric Faria Informa
...e um pouco de Cartola FC




O repórter Eric Faria está de volta a este espaço com uma historinha que aconteceu... há 12 anos. Mas é interessante para mostrar que, apesar de seus inúmeros defeitos (e de seu relativo desprezo pela lei evidenciada na CPI do Futebol) Wanderley Luxembugo sempre entendeu das coisas dentro do campo. Depois da historinha, os leitores podem conferir a escalação do Zebra Listrada FC para esta rodada do CARTOLA.

Wanderley e os cinco reforços

Em 1995, o Flamengo perdeu a final do Estadual para o Fluminense - com aquele célebre gol de barriga de Renato Gaúcho. Antes mesmo da derrota, já pensando no Campeonato Brasileiro, o então presidente Kléber Leite informou ao técnico do time, Wanderley Luxemburgo, que dispunha de R$ 5 milhões (na época o equivalente a US$ 5 milhões) para contratar reforços. Luxemburgo exultou. E apresentou uma lista de cinco nomes ao cartola:

- Kléber, com essa grana a gente traz o Zetti pro gol, o Ronaldão do São Paulo para a zaga, o Mazinho que está no Palmeiras e dois garotos que vão arrebentar: o Luizão, do Guarani; e o Giovanni, que é um paraense que veio para o Santos mas ainda não estourou lá.

Kléber ouviu a proposta, pensou... pensou... e disse não:

- Não. É melhor a gente trazer um cara de peso. Vamos trazer o Edmundo.

Não deu outra. O dirigente foi até São Paulo e acertou a contratação do Animal - para formar, ao lado de Sávio e Romário, o chamado melhor ataque do mundo. Não deu certo. O Flamengo não ganhou nada - e o ataque acabou virando motivo de ironia... sendo chamado até de pior ataque do mundo por uma musiquinha das torcidas adversárias. Wanderley brigou com Romário e deixou o Flamengo. Luizão estourou no Guarani e foi para o Palmeiras em 1996. Giovanni foi o melhor jogador do Campeonato Brasileiro de 1995. Mazinho continuou jogando bem no Palmeiras. O único jogador que acabou contratado pelo Flamengo... foi Ronaldão - que também não deu muito certo. O goleiro rubro-negro naquele Campeonato Brasileiro foi... Paulo César, ex-Cruzeiro.


*****



Cartola FC - terceira rodada


Depois da anulação da segunda rodada - que fez sofrer aqueles que, como eu, tinham escalado Valdívia com seus dois gols - é tempo de voltar ao banco. O treinador, professor, doutor do Zebra Listrada F.C. apostou no estranho, desconhecido e barato para a terceira rodada. A idéia foi investir em jogadores quase gratuitos... ou em times que enfrentarão os reservas de outras equipes. Fluminense, Grêmio, Santos e Figueirense entrarão em campo com times mistos. Destaque para dois zagueiros que custaram apenas 0,10 cartoletas (Titi e Mineiro). Guilherme (CRU) também está baratinho (0,63). Logo... eis o Zebra:

Diego (ATL-MG)
Nei (ATL-PR)
Titi (INT)
Durval (SPT)
Mineiro (INT)
Fumagalli (SPT)
Ferreira (ATL-PR)
Lúcio Flávio (BOT)
Araújo (CRU)
Guilherme (CRU)
Felipe (NAU)
Técnico: Paulo César Gusmão (NAU).


Bola de Cristal


Resultados da temporada até agora: 10 acertos e 10 erros (50% de aproveitamento).
Escrito em 26/05/2007
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A crucificação de Ana Paula
...e Bola de Cristal – Rodada 3



Ana Paula de Oliveira foi pregada em duas cruzes. A primeira é provisória – demora apenas três rodadas. A segunda demora mais – é a cruz moral, a dos xingamentos, ofensas e comentários desabonadores. Essa é mais difícil de carregar. A punição futebolística talvez seja até justa – Ana Paula, enfim, errou de forma decisiva num jogo importante. A outra, porém, nos lembra quanto o Brasil ainda precisa caminhar para se tornar um país educado.

Ana Paula paga o preço de um erro – talvez dois – contra um time traumatizado. Um erro que abriu a porta do preconceito. Cartolas, torcedores e alguns comentaristas aproveitaram o equívoco de Ana Paula para dizer que mulher não pode trabalhar em futebol. O argumento, além de tosco, ignora o currículo da bandeirinha – que, até o ano passado, estava entre os três melhores auxiliares do país. Errava muito pouco.

Em 2007, isso é claro, ela está em péssima fase. Já errou feio no Campeonato Paulista. Mas dizer que ela é incompetente é uma falácia que agride a memória de quem vive do esporte. Até parece que impedimento é algo fácil de acertar. Como já anotado neste espaço, não há regra mais impossível de ser cumprida. A letra da lei presume que os bandeirinhas tenham um olho no gato (a bola) e outro no peixe (o jogador lançado). É o caso do lance do primeiro gol anulado do Botafogo – nós vemos Zé Roberto na mesma linha da zaga do Figueirense no replay congelado. E só nele. Ao vivo e sem replay fica muito difícil acertar.


Jogar a culpa no sexo é preconceito puro e banal. Equivale a dizer que todo árbitro careca é ruim porque Simon ignorou aquele pênalti grotesco no fim do jogo entre Atlético-MG e Botafogo. Simon, que é um bom árbitro, já cometeu erros terríveis. Praticamente cedeu uma Copa do Brasil ao Corinthians (contra o Brasiliense). Todo árbitro erra. Todo bandeirinha erra. Arnaldo César Coelho já ignorou gol de mão. Armando Marques errou em contagem de pênaltis. José Roberto Wright não viu um penal mais claro do que o acima citado (se é que isso é possível). Márcio Rezende de Freitas decidiu ativamente dois Brasileiros. Se o leitor lembrar o nome de um grande juiz cuja carreira esteja desprovida de uma categórica sandice... por favor, este espaço está aberto.

Tivesse Ana Paula mais jogo de cintura e ela não anularia o segundo gol do Botafogo – aquele da interpretação. Ninguém do Figueirense iria reclamar. O goleiro Wilson saiu do lance culpando a zaga. E seus problemas não seriam tão grandes. Mas... ela marcou o que achou ter visto – e o lance era difícil mesmo. Veio o frango de Júlio César e a ira santa alvinegra se voltou contra ela.

O torcedor pode perdoar o jogador – o juiz jamais. O torcedor brasileiro já chega ao estádio com a vaia na garganta e o xingamento nos lábios. Todo árbitro que entra em campo é saudado por impropérios – sendo “ladrão” o mais delicado. Quando seu time perde, o torcedor busca um culpado por seu sofrimento. E, se houve um erro – ou dois – de arbitragem... o culpado está ali, evidente. A revolta pode ser direcionada. E todos os outros erros podem ser esquecidos.


Triste é que isso deixe a esfera boleira para esbarrar em outras raias. Afora a questão do preconceito, o Botafogo anunciou que vai processar Ana Paula por perdas e danos. É uma ação obviamente inócua – o clube sabe que não vai conseguir nada. Está aplicando um clássico carrinho-do-Nélio, jogando para a galera. No fundo e no raso, contra erro de arbitragem, não há nada a fazer além de lamentar. E pressionar - transformar o erro contra de hoje... no erro a favor de amanhã.

Dito isso, vamos à Bola de Cristal da rodada:


Bola de Cristal
Rodada 3


Sábado

Corinthians x Atlético-MG
Um dos melhores jogos da rodada. O motivado Timão pega o eficiente Galo, um time que sabe como poucos jogar no contra-ataque. Contra o Cruzeiro, o Corinthians de PC Carpegianni marcou com extrema eficiência – e jogou no contra-ataque. O sistema de marcação do Galo é bem mais forte. E, se Danilinho e Éder Luís estiverem inspirados, o contra-ataque mineiro é letal. Com a Fiel fazendo as pazes com o time, a pressão do Pacaembu é sempre um jogador a mais. Mas o Galo já mostrou que não se intimida com pressão.
O palpite: Corinthians 1 x 1 Atlético-MG.


Fluminense x Internacional
O Fluminense, jogando com time reserva, recebe um Inter desesperado em busca de redenção. Depois de duas derrotas em duas rodadas, o Colorado precisa desesperadamente de um bom resultado. Terá Fernandão e Alexandre Pato na frente – mas meio-campo e defesa continuam sendo os problemas gaúchos. O Inter deve jogar num 3-5-2, com três jogadores de talento mais destrutivo do que criativo no meio (Wellington Monteiro, Vargas e Pinga). O time reserva do Flu, reforçado por Carlos Alberto, não é ruim: tem bons jogadores como Rafael, David, Lenny e Rodrigo Tiuí. E jogará sem responsabilidade.
O palpite: Fluminense 1 x 2 Internacional


América-RN x Figueirense
O Dragão potiguar surpreendeu os reservas do Santos na Vila Belmiro – e agora encara os reservas do Figueirense em Natal. Não é uma tarefa tão fácil quando parece. O time B de Mário Sérgio corre muito. Mas com o apoio da torcida em Natal... é difícil prever uma derrota do América.
O palpite: América 2 x 1 Figueirense.


Domingo


Náutico x Vasco
Animado pela vitória contra o São Paulo, o Timbu de PC Gusmão encara o Vasco Volante de Celso Roth, com seu lema de marcar até a morte. Sem Romário, o Vasco marca melhor e mais. O Timbu pode contar com a volta de Kuki depois de um mês – mas Sidny e Acosta estão no Departamento Médico e podem desfalcar a equipe. No Vasco, o homem do beijo na canela, André Dias, é a esperança de gols de um time que vai explorar a velocidade e o contra-ataque. O Náutico marca forte no meio e corre o tempo todo. O talento ofensivo cruz-maltino é limitado e depende de dois jogadores irregulares – Renato e Morais.
O palpite: Náutico 1 x 0 Vasco.


Atlético-PR x Santos
Com um excepcional início de Brasileiro, o Furacão agradece a campanha do Santos na Libertadores e recebe os reservas do Peixe na Arena da Baixada. O time de Vadão apresenta problemas na defesa, mas tem um excelente e rapidísismo ataque. O Santos, que já perdeu as duas primeiras, deverá jogar na defesa. As preocupações do Furacão estão também fora de campo. Outras equipes estão assediando o zagueiro Marcão e o atacante Alex Mineiro.
O palpite: Atlético-PR 3 x 1 Santos.


Grêmio x Sport
Outro confronto marcado pela Libertadores – com o mistão do Grêmio recebendo o perigoso e mordido Sport. O Leão perdeu para o Vasco movido a gol 1000 em São Januário – mas não jogou mal. Tem um time rápido, com Weldon e Carlinhos Bala puxando os perigosos contra-ataques, e bons jogadores de meio como Everton e Fumagalli. O Grêmio-B está longe de ser uma maravilha, mas tem bons jogadores. E poderá contar com Diego Sousa, Amoroso e talvez Kelly.
O palpite: Grêmio 1 x 2 Sport.


São Paulo x Palmeiras
O primeiro clássico paulista do Brasileirão em 2007 encontra times em situações opostas. O São Paulo em busca de afirmação, com um time que ainda não encontrou seu caminho; o Palmeiras em ascensão, depois de suas vitórias, com destaque para Valdívia e Edmundo. O ataque palmeirense tem funcionado; a defesa nem tanto. O São Paulo não encontrou seu time – mas tem ótimos jogadores como Ilsinho, Josué, Jorge Wagner e Dagoberto. O palpite aqui é a vitória do não-favorito.
O palpite: São Paulo 3 x 2 Palmeiras.


Flamengo x Botafogo
Será que o esgotado Botafogo vai conseguir juntar os cacos da trágica eliminação da Copa do Brasil? O técnico Cuca tem uma profusão de desfalques – jogará com a defesa completamente reserva e, de quebra, não terá Túlio. O ataque jogará completo – mas Zé Roberto parece cansado, assim como Joílson. O Flamengo, por outro lado, vem da boa vitória em Goiânia contra o Goiás e está descansado e louco para calar os críticos, que apontam o Botafogo como melhor time do Rio, apesar do título estadual rubro-negro. Renato chegou a dizer isso por extenso. O time jogará no 3-6-1 que Ney Franco usou – sem muito sucesso – na primeira partida de decisão do Estadual.
O palpite: Flamengo 2 x 2 Botafogo.


Cruzeiro x Paraná
Um ponto em duas partidas não era exatamente o que os Perrela tinham em mente antes do Brasileirão. A Raposa, que pensava em disputar o título, procura reencontrar seu rumo e contratou... .Roni. O atacante, que não foi bem no Flamengo, fez uma boa campanha em pelo Atlético-MG na Série B mas só deverá estrear na próxima rodada. O Paraná 100% é um time com limitações – mas que sabe explorar a velocidade de Vinícius Pacheco e Josiel no contra-ataque. O técnico Pintado também usa bem os alas Parral e Márcio Careca no ataque. O Cruzeiro deverá ter os bons Charles (ex-Ipatinga) e Guilherme para ajudar Araújo nas tarefas ofensivas. Dorival Júnior é bom treinador, mas precisa evitar as panes cerebrais de seus zagueiros, em especial Gladstone.
O palpite: Cruzeiro 2 x 0 Paraná.


Goiás x Juventude

Houvesse uma bola cristal de longa distância... e talvez ela apontasse que este é um confronto do lado errado da tabela. Pelo que apresentaram até agora, Goiás e Juventude são candidatos fortes ao rebaixamento. Mas o campeonato é longo e qualquer prognóstico agora é obviamente prematuro. O elenco do Goiás, mesmo sem Petkovic, é bem razoável – e o time tende a melhorar. O Juventude, por sua vez, precisa e muito de reforços. O time jogará num 3-5-2 com os velozes Alex Alves e Da Silva no ataque. O Goiás terá a estréia do habilidoso Élson no meio-campo – mas o técnico Bonamigo precisa acertar a marcação da equipe, que dá quilômetros de espaço ao time adversário.
O palpite: Goiás 2 x 1 Juventude.
Escrito em 25/05/2007
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Pílulas da madrugada




O Santos pensou que ganharia fácil. Ganhou com muita dificuldade. Mas ganhou. E recebeu o Grêmio de presente. O time de Wanderley Luxemburgo tem apresentado grande capacidade de se complicar contra adversários fáceis. E de se safar depois de transformar gatinho em tigre. Agora, porém, a moleza acabou. O Grêmio é difícil em qualquer circunstância – e cansou de atrapalhar Luxemburgo nos anos 90.

* O tricolor gaúcho, por sua vez, suou o necessário. Contou com a colaboração do goleiro Martin Silva no gol de Tcheco. Venceu nos pênaltis, consagrando sua tradição copeira. Mas perdeu Amoroso para a primeira partida – e ele vai fazer falta. Ainda assim, será que o tricolor vai eliminar outro paulista?

* Por mais que a Conmebol se contorça, teremos outro finalista brasileiro... o outro será paraguaio, argentino ou colombiano.


* O Fluminense agradece a Carlos Alberto, o do Brasiliense, pela expulsão no primeiro tempo. O time de Renato Gaúcho não convenceu. Jogou mal e venceu – ou melhor, empatou e se classificou, com grande participação de Fernando Henrique e da trave. O tricolor carioca chega à decisão da Copa do Brasil sem ter feito uma grande atuação em 2007. Será a volta do timinho vencedor?

* O Botafogo, por outro lado, convenceu, venceu e não levou. Sufocou o limitado Figueirense no Maracanã e acabou derrotado pelo frangaço de Júlio César e pelos frangos de Ana Paula Oliveira. A auxiliar, uma das melhores do Brasil, está em péssima fase. A tese da “interferência” no segundo gol... é até plausível – embora olhando o lance no replay fique a impressão de que o goleiro não se importou com Alex. Mas no primeiro... foi erro mesmo. E um erro capital.

* A ira santa dos dirigentes do Botafogo após a partida é prima (ou seria irmã?) da revolta sacra dos dirigentes do Atlético-MG depois das quartas-de-final. Como de hábito, os prejudicados choram. A única diferença a favor do Botafogo é que pênalti não é sinônimo de gol – e Ana Paula, ontem, tirou pelo menos um gol alvinegro.

* Júlio César, o frangueiro da quarta-feira, fez sua segunda grande lambança de 2007. Depois da expulsão na primeira partida da decisão do Estadual, ontem o goleiro do cabelo com crista tomou um frango clássico, inadmissível, grotesco. Um frango de almanaque, capaz de apagar todas as suas belas defesas do ano (como aquelas que garantiram a vitória contra o Atlético-MG, por exemplo).

* O Figueirense é um time extremamente limitado – que vai apostar no Orlando Scarpelli para conquistar o inédito título da Copa do Brasil. Só que o Fluminense, embora pior ofensivamente, tem uma defesa melhor que a do Botafogo. E não jogará tão aberto. O favoritismo do time carioca - apesar das más atuações - é muito grande.

* Já nas Libertadores... não há favorito. O Santos talvez tenha um pouco mais de talento com a bola – em especial em jogadores como Kléber e Zè Roberto. Mas o Grêmio é o Grêmio – uma força da natureza em competições com mata-mata.

* Há um mês, Júlio César era ídolo da torcida do Botafogo. Ontem mesmo ouvia-se o grito “é o melhor goleiro do Brasil no Maracanã. Há um mês, Fernando Henrique estava para ser enxotado das Laranjeiras. Como diz aquele antigo axioma hindu... a vida é um viaduto – às vezes você está por cima, às vezes por baixo.

* Um detalhe no jogo entre Milan e Liverpool. No fim da partida, o juiz deu três minutos de acréscimos. Aos 45 minutos, o Milan fez uma substituição que comeu 45 segundos dos acréscimos. A seguir, houve duas bolas paradas em que o time italiano fez cera durante um minuto. E o juiz acabou a partida aos 47 minutos e 40 segundos. A bola rolou, nos acréscimos, durante no máximo um minuto. O recado da arbitragem é simples: a cera compensa.
Escrito em 24/05/2007
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Duas historinhas de terça-feira


Vida de cronista esportivo


Para quem acha que a vida de cronista esportivo é uma maravilha... Na quinta-feira passada, Marcelo Barreto, apresentador/comentarista/âncora/muita coisa do Sportv, almoçava com sua mulher num restaurante da Zona Sul do Rio de Janeiro. Eis que se aproxima um senhor e deixa um cartãozinho em sua mesa. O cartãozinho tinha o nome do distinto (José Carlos Bezerra de Mello) e a seguinte mensagem:

“Sem querer invadir o lazer de vocês, deixo um comentário sobre o Fluminense:

1) Que o time ganhou mais pegada, com o Renato Gaúcho, é inegável.

2) Não vejo, porém, talento no treinador para armar um esquema de ataque menos burocrático, ou seja, quando se arma a ferradura para uma incursão na área do adversário, ninguém se desloca para receber e fazer girar a linha de ataque; a qualidade do passe é muito ruim.

Conclusão: O Renato precisa conversar com o Cuca.”

Esse conselho do torcedor tricolor foi oferecido um dia depois que o Fluminense ganhou do Brasiliense por 4 a 2. Um dia depois que o Botafogo perdeu para o Figueirense por 2 a 0.


Aroma etílico


Um amigo desta coluna, botafoguense profundo, compareceu ao Feijão do Fogão - uma festa promovida anualmente pelo Botafogo - no último sábado. Depois de consumir numeráveis doses do uísque que ele costuma batizar de “João Andarilho”, o torcedor notou a presença de Mazolinha, autor do passe para o célebre gol de Maurício no título de 1989. Se aproximou e pediu para tirar uma foto ao lado do jogador. Quando o botafoguense profundo se aproximou, Mazolinha comentou:

- Nossa, que cheiro de uísque!
- Você quer uma dose? – reagiu o torcedor.
- Bem que eu queria... mas não posso. Já fiz três pontes de safena – respondeu o ex-atleta.

Escrito em 22/05/2007
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Romário na rede



O argentino Jorge Luís Borges escreveu, certa vez, que entre os diversos instrumentos do homem, o mais assombroso era, sem dúvida, o livro. Isso porque os demais seriam extensões de nossos corpos. O microscópio e o telescópio seriam extensões da visão. O telefone seria a extensão da voz. A espada seria a extensão do braço. O livro, por sua vez, seria a extensão da memória e da imaginação.

Escrevo esse preâmbulo porque ontem me ocorreu essa comparação algo banal. O gol sempre foi uma espécie de extensão de Romário. Ou, mais que isso, sempre foi sua forma de expressão. Pois Borges falava do livro pensando na obra de arte. Se estivesse falando de pintura, diria que o quadro seria a extensão de nossa memória e imaginação – e o pincel seria o veículo, a extensão da mão do artista. Se acreditamos, pois, que o futebol pode ser arte, consideremos chuteira e bola como extensões do pé de Romário. E o gol como sua pintura, seu cinema, seu livro, seu modo de eternizar o instante. Seu modo de estender nossas memória e imaginação.

Ontem, com alguma liberdade matemática, Romário nos apresentou sua milésima obra. Não foi uma obra-prima. Não houve o toque genial por cobertura, o elástico capaz de desarticular a espinha, o drible imprevisível, o toque malandro de bico. Não. Foi uma obra singela. Um pênalti cobrado com simplicidade, quase com desdém. A lenta corrida, a paradinha romária, o toque sem muita força à meia-altura. O goleiro Magrão caiu, cedo, para o lado esquerdo – e entrou para a história deitado.

Mil gols feitos, Romário correu para buscar seu objeto de expressão – a bola. Chegou primeiro ao fundo do gol, puxou a bola, abraçou-a com veloz carinho. Beijou-a, mas os afagos foram interrompidos pela profusão de mãos e corpos vascaínos que invadiam o gol adversário. Romário foi absorvido. Um borrão branco com traços pretos se formou no endereço de tantas bolas romárias. O peixe na rede seria o trocadilho primeiro e trivial - a imagem, mais do que forte, era perfeita. A rede envolvia Romário, a rede abraçava Romário junto com inúmeros corpos vascaínos, criando uma pequena multidão dentro do gol, uma forma indefinida que comemorava, celebrava, se libertava. Romário na rede – soava muito adequado.

Depois vieram as homenagens, o choro, a mãe, o pai, a filhinha com síndrome de Down, a esposa, o dirigente, a barriga do dirigente, a multidão de repórteres, papagaios-de-pirata, Marcelinho Carioca de microfone em punho, troca de camisa, novas lágrimas, novas entrevistas e, por fim, a volta olímpica. O jogo, que era obviamente um evento secundário, ficou parado 17 minutos enquanto o placar piscava “1000”, 1000”.

Romário, enfim, respirou fundo. A demora tinha transformado o gol mil num pequeno fardo. Ontem, enfim, o fardo finalmente se dissolveu. O Brasil talvez merecesse um gol mil diferente – temos agora dois gols milenares, ambos nascidos na marca do cal. Mais bonito seria se um dos quase-mil tivesse entrado – o salvo por Bruno com a ponta do pé; o gol por cobertura que penteou a crista de Júlio César; o gol de Jorge Luís que escapou de Romário por um centímetro capilar; ou mesmo seu chute errôneo que Durval salvou no primeiro tempo de ontem.

Mas esse é um lamento pueril. O destino preferiu o pênalti. E escalou o mesmo Durval para, num reflexo, dar um tapa na bola e criar a oportunidade derradeira, capaz de abrir espaço na programação das TVs. Não seria necessário recuperar um replay. O destino escalou Romário para as telinhas do país inteiro, ao vivo. Jogos foram interrompidos nas TVs pagas. Faustão interrompeu seu programa. Todos queriam testemunhar o momento histórico. O pênalti histórico.

Voltando a Borges, no mesmo texto sobre o livro, ele pergunta: o que é nosso passado senão uma série de sonhos? Que diferença pode haver entre recordar sonhos e recordar o passado? O milésimo gol de Romário hoje está fresco, novinho em folha. Amanhã já começa a envelhecer. Um dia, quando recordarmos desse 20 de maio de 2007, é provável que nossas imagens coloridas soem paleozóicas – como hoje soam as imagens em preto-e-branco do gol mil de Pelé.

O tempo e o progresso têm esse hábito de envelhecer o que consideramos moderno. As imagens de Pelé vencendo Andrada hoje nos parecem distantes, como se tivessem escapado de outra realidade, de outro Maracanã, de outro futebol São, por definição, História, com H maiúsculo, que os anos tendem a reduzir. Mas estão lá – em nosso museu mental – expostas como uma instalação etérea e inesquecível. Um dia, em breve até, o gol mil de Romário, estará no mesmo museu, misturado nesse caldo de imaginação e memória que nos ajuda a seguir em frente.

E quando a televisão lembrar, quando aparecer outro artilheiro para fazer outro gol mil, quem esteve ontem em São Januário poderá dizer, com um orgulho peculiar – eu estive lá, eu vi, eu vivi. Ver um momento a ser lembrado e vivê-lo – pequenas alegrias humanas que as palavras não capturam firmemente. Instantes eternos como esse alimentam nossa ilusão de importância – nos sentimos parte da história, cúmplices dela.

E é por isso que, por ter produzido alegria mil vezes, por ter feito tanta gente se sentir importante, que Romário de Souza Faria deixará os gramados um pouco maior. Por isso, em breve, quando ele tirar a camisa 11 pela última vez, haverá um imenso obrigado a esperá-lo. Um obrigado nacional, dispensado entre longos aplausos. Um obrigado que todos diremos... baixinho.


*****


Raio-X da rodada


A defesa da rodada
Um dos três milagres de Renan (INT) na Arena da Baixada no sábado. O Furacão só não goleou o Inter porque Renan (e a trave) impediram.


O passe da rodada
A trivela de Renato (FLA) que deixou Juan na cara do gol . Um passe primoroso.


A pronta-entrega da rodada
Léo Fortunato (CRU) cedendo gratuitamente a bola para Everton (COR). E depois cometendo o pênalti que decidiu o jogo no Mineirão.


O golaço da rodada
Titi (INT) tocando com extrema (falta de) categoria para abrir o marcador na Arena da Baixada. Um golaço contra.


O Olho Nele da rodada
Marcelo Oliveira (COR) jogou com autoridade na marcação e no ataque no Mineirão. Alto, tem força e alguma velocidade. E ainda sofreu um pênalti. Promete.


O árbitro sem pulso da rodada
Poucas vezes um jogador pediu tanto para ser expulso quando Thiago (FLA) no Serra Dourada. Primeiro fez falta de cartão e peitou o juiz. Já saiu no lucro com o amarelo. Depois deu uma entrada de cartão imediato em Wheliton. O juiz Sérgio dd. (DF) engoliu o cartão e saiu de fininho. Triste arbitragem.


O por-favor-me-dê-cartão da rodada
Coelho (ATL-MG) tocou a mão na bola. Não satisfeito, correu na direção da mesma... para evitar a cobrança rápida do Botafogo. E deu um pulinho na hora em que Ricardinho tocou na bola. Evandro Roman até não queria dar o cartão – mas ficou sem alternativa e amarelou Coelho.


O resultado algo mentiroso da rodada
O Vasco ganhou movido a gol mil. Mas... o Sport muitas vezes pareceu o melhor time em São Januário.


O artilheiro ofuscado da rodada
Alguém se lembra que o Vasco só ganhou do Sport por causa dos dois gols de André Dias?


O pênalti não marcado da rodada
Toninho (PAR) deu uma banda em Da Silva (JUV), uma banda categórica que o juiz Cléber Abade (SP) ignorou.


O outro pênalti não marcado da rodada
Édson Borges (AME-RN) empurrou claramente Rodrigo Tabata (SAN) aos 38 minutos do segundo tempo... o juiz Leandro Vuaden (RS) não viu.


O gol feio da rodada
Tuta (GRE) recebeu na área, matou meio mal, quis chutar de sem-pulo... pegou na orelha da bola... e daí? O importante é que ela entrou, o que aumentou ainda mais a irritação da torcida do Fluminense com seu ex-atacante.


A frase da rodada
“Eu mandei que ele apitasse essa p....” Aloísio (SPO) contando o que havia dito para o árbitro Washington de Souza (AM) antes de sua expulsão. Muito profundo e esperto, Aloísio.


Cinco reflexões reflexivas


1 – O Corinthians fez sua melhor partida no ano contra o Cruzeiro. Marcou, dominou, demoliu o time mineiro. Destaque para a defesa, para Everton e para Marcelo Oliveira. E para o bom esquema armado por Carpegianni. O Cruzeiro, que tinha jogado até bem contra o Fluminense, pouco conseguiu sair da marcação do Timão. E, quando conseguiu, esbarrou em Felipe... ou na trave. Se quiser melhorar, Dorival Junior terá que dar um curso de esperteza para sua zaga – em especial para Gladstone, que continua dando carrinhos afobados.


2 – O Atlético-MG jogou um pouco melhor que o Botafogo no primeiro tempo e sofreu um gol de pênalti – que foi – sobre Zé Roberto. No segundo tempo, jogou bem pior... e quase empatou nas bolas paradas cobradas por Coelho. O time de Cuca continua criando e perdendo muitas chances - mas mereceu a vitória.


3 – O ataque do Atlético-PR voa baixo. A combinação de Alex Mineiro, Ferreira e Denis Marques tem confundido as defesas adversárias. E a retaguarda do Furacão jogou bem no sábado. Já o Inter precisa urgentemente ajeitar seu meio-campo.


4 – A vitória do América-RN provocou uma onda de e-mails criticando este humilde funcionário do leitor. Tudo porque alguém aqui chamou o time de candidatíssimo ao rebaixamento na semana passada. Amigo torcedor do Dragão, é grande o desejo de que tal previsão seja um equívoco. Mas a boa vitória sobre os reservas do Santos pode ser uma ilusão.


5 – O Brasileirão tem cinco líderes e duas flagrantes decepções: Goiás e Juventude. Nenhum dos dois times parece ter conjunto ou força. O elenco do Goiás é até bom. O do Juventude... parece que não.

As seleções da rodada


Seleção (4-4-2)
Renan (INT)
Léo Moura (FLA)
Édson Borges (AME-RN)
Zelão (COR)
Juan (FLA)
Marcelo Oliveira (COR)
Renato (FLA)
Lúcio Flávio (BOT)
Valdívia (PAL)
Dênis Marques (ATL-PR)
Everton (COR)
Técnico: Paulo César Carpegianni (COR)


Selebaba (3-4-3)

Magrão (SPO)
Léo Fortunato (CRU)
Titi (INT)
Gladstone (CRU)
Gabriel (CRU)
Cléber (GOI)
Diego Roque (FIG)
Maycon (INT)
Moraes (SAN)
Nenê (CRU)
Aloísio (SPO)
Técnico: Dorival Júnior (CRU)
Escrito em 21/05/2007
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Cartola FC
Segunda rodada


O Zebra Listrada FC teve uma primeira rodada razoável. Fez 52 pontos e uns quebrados, prejudicado seriamente pelo cruzamento entre desinformação e burrice do treinador - que escalou dois jogadores que não atuaram (Dinélson e Jadílson). O melhor jogador do time foi Ferreira, do Atlético-PR, que mesmo sem fazer gol marcou 11,80 pontos na vitória do Furacão em Florianópolis. O Zebra foi salvo pelos dois zagueiros artilheiros (Lima e Durval). Abaixo, a escalação da esquadra para a segunda rodada:

Zebra Listrada FC (4-3-3)

Michel Alves (JUV)
Gabriel (CRU)
Juninho (BOT)
Dininho (PAL)
Nei (ATL-PR)
Valdívia (PAL)
Ferreira (ATL-PR)
Souza (AME-RN)
Felipe (NAU)
Araújo (CRU)
Da Silva (JUV)
Técnico: Dorival Júnior (CRU)
Escrito em 19/05/2007
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