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Perfil

Gustavo Poli

Jornalista, 34 anos

Carioca, jornalista há 13 anos, trabalhou nos jornais O Globo e Lance! e está desde 1998 na TV Globo. Cobriu as Copas de 98 e 2002 e é co-autor do bem-humorado "Manual do mané" (Editora Planeta, 2003) e do "Almanaque do futebol" (Casa da Palavra, 2006).

E-mail: gustavo.poli@globo.com
O título de gabinete


É raro, mas discordo de meu amigo e comparsa Lédio Carmona, que já falou do tema no Jogo Aberto. A transformação da Copa Rio de 1951 em título mundial é uma revisão meramente política que o Palmeiras, em vez de pregar estrelinha na lapela, devia recusar por humilhante. Ninguém comemora título de gabinete. Quantos torcedores do Palmeiras de hoje estavam vivos em 1951? É um título ectoplásmico.

Por que seria arbitrariamente mundial um título que de um torneio que incluiu os campeões de Itália, Áustria, Sérvia, Uruguai, França e Portugal? E o resto do mundo? Não temos ingleses, argentinos, espanhóis, alemães, asiáticos, africanos? A Copa Rio foi um baita torneio. Nada mais que isso. E está sendo transformado em título mundial porque, em 2000, a FIFA precisava de um carioca para seu "primeiro” Campeonato Mundial oficial. O Vasco, campeão da Libertadores de 1998, entrou nessa vaga – apesar do Palmeiras ter ganho a Libertadores de 1999. Ficou o débito.

Mesmo esse Mundial de Clubes de 2000... tem seus problemas de critério técnico. Até os portões do Parque São Jorge sabem que o Corinthians nunca ganhou a Taça Libertadores da América. Mas... como a FIFA resolveu fazer o Mundial de 2000 no Brasil... e precisava de estádios cheios... arrumou um convite para o campeão brasileiro. O Corinthians não tem culpa de ter sido convidado. Mas se o campeão brasileiro daquele ano fosse o Atlético-PR... bom, talvez a história fosse outra. Talvez o convite fosse outro.

Os títulos do Mundial Interclubes, disputados a partir de 1960 pelo campeão da Europa e da América do Sul, soam razoáveis. Foram títulos disputados pelos vencedores dos dois torneios continentais mais difíceis – a Copa dos Campeões e a Taça Libertadores da América. Mas Mundial para valer mesmo é a competição que começou em 2005, que é disputada pelos campeões de todos os continentes. Para ser mundial, em tese, é necessário que o mundo inteiro possa ganhar, certo?

Antes disso, é forçar a barra. E é justamente isso que a FIFA está fazendo. Se todo torneio com times de expressão pode valer título mundial... daqui a pouco vamos oficializar a Pequena Copa do Mundo da Venezuela, o Torneio de Paris, o Teresa Herrera, o Ramon de Carranza etc. Mesmo com a autorização da FIFA... não há critério técnico que justifique chamar de título mundial algo que só uma parte pequena do planeta pode disputar.

A seguir teremos, provavelmente, o reconhecimento do “título mundial” do Fluminense em 1952 – a mesma Copa Rio. O problema é que em 1952 os participantes eram menos cotados. Além do Peñarol (campeão uruguaio) e do Sporting (campeão português) e do Grasshoppers (campeão suíço!!) ... vieram uma porção de vices: o Libertad, vice-campeão paraguaio; o Saarbrücken, vice alemão; e o Áustria Viena, vice da Áustria. Alguém acha que com adversários desse naipe... um time pode ser considerado campeão mundial? Olha, ganhei do vice do Paraguai, passei pelo vice da Áustria, derrubei o campeão suíço e hoje sou campeão mundial... não cola, cola?

Fluminense e Palmeiras disputaram a Copa Rio porque tinham sido campeões estaduais. Não soa estranha a catapulta? Os times de outros estados não tiveram oportunidade de competir. Grêmio e Inter? Nada feito. Atlético-MG e Cruzeiro? Sem chance. Como quem já foi ao Uruguai sabe... os uruguaios se consideram tetracampeões mundiais. Para eles... as vitórias da Celeste nas Olimpíadas de 1924 e 1928 equivalem a Copas do Mundo antes da Copa propriamente dita. Será que eles estão errados? Ou será que devemos fazer uma grande revisão histórica... e começar a declarar que quem ganhou o Torneio Rio-São Paulo nos anos 60... é campeão brasileiro?

Oficialmente, o Palmeiras é campeão mundial. É a voz da FIFA. Ela é quem manda. Mas julga isso tão importante que nem publicou em seu site na internet. Os torcedores tentarão usar isso na arquibancada, no bar... e eles têm todo direito. Mas não vai faltar ironia como resposta.


*****


Botafogo, Flamengo e América que abram o olho no Campeonato Carioca. A escalação – e a seguir a atuação – de Alex Borges Pedro em Boavista 3 x 1 América é um sinal do que promete vir. Alex Borges Pedro, para quem não se lembra, é o árbitro que apitou a última partida da Seletiva 2006 entre Bangu e Macaé em Moça Bonita... e marcou um pênalti para o Bangu aos 50 minutos do segundo tempo.

As novas escalas de arbitragem no Rio tem trazido nomes curiosos como Amaurílio Saleão, Alexei Gabetto, Jorge Coelho Frem e Agnaldo Farias. Os jogos do Madureira devem ser olhados com especial atenção. Como o caso dos ingressos do clássico deste domingo demonstra, o presidente da Federação, Rubens Lopes, não hesitará em apoiar seus aliados – em especial Vasco, Fluminense e Madureira. Mas Friburguense e Cabofriense também contam com a simpatia da situação.
Escrito em 30/03/2007
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O Fantástico TJD


A notícia entrará num pé de página e nem será muito comentada. Num julgamento na tarde desta terça-feira, o Tribunal de Justiça Desportiva da Federação de Futebol do Rio de Janeiro puniu o zagueiro Moisés, do Flamengo, com dois jogos de suspensão. Moisés foi julgado pela expulsão no primeiro jogo da final da Taça Guanabara. Ele seria julgado pelo artigo 253 – agressão. Mas o Tribunal aceitou a proposta do advogado do Flamengo, Michel Assef, e julgou Moisés pelo artigo 255, ato de hostilidade.

Para quem não se lembra, Moisés se envolveu numa confusão com Fábio Júnior, atacante do Madureira, após o gol do tricolor suburbano. Fábio Júnior tentou dar uma cotovelada no zagueiro, que respondeu com um soco nas costas do atacante. Um bandeirinha viu e Moisés foi expulso. Segundo o entendimento do egrégio TJD, então, um soco nas costas é ato de hostilidade e não agressão. Vamos repetir para enfatizar: um soco nas costas não é agressão. A cotovelada de Fábio Júnior, então, deve ser considerada carinho.

Se fosse julgado pelo artigo 253, Moisés poderia pegar de 120 a 540 dias de suspensão. Pegou dois ridículos jogos (e já cumpriu um). O recado passado pelo TJD é o seguinte: caso você queira dar um murro no seu adversário, pode. Isso só custa um jogo de suspensão além do normal. Você pode dar um murro hoje, ficar dois jogos fora e voltar a seguir todo pimpão. É isso que os advogados chamam de espírito esportivo.
Escrito em 28/03/2007
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O arauto e seus moinhos


O arauto do futebol a vapor, como se sabe, tem olheiras fundas, que despencam sobre rosadas bochechas e realçam seu perene mau humor de órfão. Órfão do grande futebol de outrora, quando não havia perna-de-pau, cabeça de área nem marcação. Um futebol onde a técnica era refinada e o preparo físico era mero detalhe. No qual Pelé deslizava, Garrincha dançava e os zagueiros, abobados, aplaudiam. A cada jogo de futebol do Século XXI, o arauto sofre. Se martiriza. Se contorce. Procura na pochete, ou atrás da orelha, seu lápis de morder. E o morde. Morde vorazmente.

A cada dentada, ele mastiga cabeças-de-área, técnicos teimosos e verdades universais. Sua saudade do futebol bem jogado, da arte em campo, é maltratada pelo presente. Ele geme, nostálgico, suspirando pelos vultos de sua belle époque. É um tempo que não volta mais. Mesmo os cronistas que transformaram esse esporte de bola em evento mitológico já se foram. Restou apenas ele, de pena luminosa na mão, guardião desse futebol de outrora, enfrentando a sanha assassina de técnicos científicos, jogadores fortões e jornalistas adulatórios. Dom Quixote diante de seus moinhos de vento.

Ninguém precisa dizer ao arauto que esse futebol nunca existiu, que o futebol a vapor é uma lenda. Esse esporte só existe na cabeça dos órfãos do passado, que realmente acreditam que o futebol de antes era infinitamente melhor do que o de hoje. Mas psiu... ninguém avise. Seria cruel, um choque tremendo. É evidente que antes havia mais espaço, menos preparo, os jogadores fumavam no vestiário. Logo havia também menos velocidade, menos força. Quando apareceu alguém que combinou atletismo e talento, pois bem, surgiu Pelé.

Dizer que o futebol dos anos 40 e 50 é melhor que o atual equivale a jurar que a Ferrari de hoje perderia para uma baratinha dos anos 50. Que Asafa Powell perderia para Jim Haines. Alguém pode dizer – ah, mas se aquele Santos tivesse o preparo físico de hoje... Como diz Marcelo Barreto, o célebre filósofo de Bicas, SE cachorro não descomer, há de explodir. O “SE” não joga em futebol.

Esporte presume preparo físico. Talvez um dia o futebol tenha sido mais dança do que esporte. Talvez. Mas Pelé foi o atleta do século e não o artista do século. Nessa estreita e romântica visão, o futebol de hoje é tomado pelo vírus do defensivismo. Seu enfado diante de uma partida – seja um confronto de várzea ou a final da Copa do Mundo – se deve a uma constatação: o jogador do presente, a princípio, é ruim. Pior que ruim, é mal orientado, mal encaminhado. E todos os técnicos, a princípio, são gênios engarrafados enquanto ele, o arauto, é proprietário do óbvio. No caso, o óbvio é dizer que o futebol é uma arte ofensiva em que a marcação é secundária.

Escapa ao arauto essa informação que quem já jogou qualquer tipo de pelada sabe: futebol se joga com e sem a bola. E saber jogar sem a bola é tão importante quanto jogar com ela. Time que não marca perde. Senão, a Seleção Brasileira deveria jogar com Robinho, Fred, Vagner Love, Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Edmundo, Romário e o Palhaço Arrelia.

Peguemos o exemplo do Flamengo. O técnico Ney Franco resolveu apostar numa tática mais ofensiva. Barrou Clayton e lançou Juninho Paulista. O time venceu o limitado Paraná duas vezes por 1 a 0. Em ambas, a defesa ficou exposta e o goleiro Bruno foi decisivo (assim como a trave). Juninho Paulista não jogou bem em nenhuma das partidas. Renato Augusto ficou mais longe do ataque por ter mais obrigações de marcação. Contra o Vasco, o time levou três gols e poderia ter levado mais.

O esquema não está necessariamente errado. Mas não existe almoço grátis. Com Juninho em vez de Clayton, o time ganha velocidade e perde em marcação. A recomposição é pior e prejudica a chegada de Renato Augusto e Renato no ataque. Se Juninho está jogando mal, então, a coisa piora. E alguém se lembra que Ney Franco foi campeão da Taça Guanabara com Clayton em campo? O técnico deve sempre pesar riscos e benefícios.

Por vezes, um lateral marca melhor que outro. O Botafogo vinha ganhando com Luciano Almeida e Lúcio Flávio no meio. Ganhando sem convencer – sofreu para ganhar do Ceará e do claudicante Fluminense. Cuca perdeu o lateral, teve que escalar outro, Iran, que não sabe marcar. Mudou o meio – uma decisão racional. Deu errado, o time não jogou bem, perdeu para o América. Pau nele, defensivista! Mas e o Aílton, técnico do América, que jogou com doze cabeças de área? É gênio?

Nossa supervalorização romântica do ataque gera verdades que, muitas vezes, estão a quilômetros da realidade. Antes da Copa, quantas não foram as vozes que pediam a barracão do “burocrático” Zé Roberto na Seleção Brasileira? Vozes que gemeram quando Parreira disse que ele era um “facilitador”? Pois bem, essas mesmas vozes agora pedem Zé Roberto na Seleção. Subitamente, Zé, que jogava como terceiro ou quarto homem no Bayern de Munique há várias idades geológicas, foi redescoberto.

E Zé Roberto é apenas um exemplo. O arauto é uma versão 2.0 da grã-fina de narinas de cadáver. A grã-fina é aquela personagem de Nelson Rodrigues que, ao chegar no Maracanã, olhou para o campo e perguntou:

- Quem é a bola?

Dom Quixote continua arremetendo contra gigantes. E sendo derrubado por moinhos de vento.

Escrito em 27/03/2007
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O jogador mil


O Vasco vencia por 3 a 0, tinha a vitória mais do que no bolso, eram 45 minutos do segundo tempo. E a bola foi parar nas mãos do goleiro Cássio. Nunca, jamais, em tempo algum Cássio teve tanta pressa. E essa pressa era a pressa de toda a torcida do Vasco, justificada pela corrente elétrica que percorria o Maracanã inteiro, arrepiava cada torcedor cruz-maltino, e concentrava as atenções de todo o mundo futebolístico

Romário estava a um gol de estufar as redes pela milésima vez. Faltava um só. Esse, que continua faltando. Não haveria cenário melhor do que uma vitória por 4 a 0 sobre o Flamengo, temperado pela cereja milenar. Mas o biquinho do pé do goleiro Bruno adiou a história por um breve intervalo. A jornada de Romário de Souza Faria continua.
E o torcedor do Vasco, que sente em cada eriçado pelo do corpo a possibilidade de fazer história, de ver história de perto, de fazer parte dessa história, deve se perguntar... será que vale a pena que esse gol aconteça... tão logo?

Como em muitas desventuras humanas, por vezes a busca é mais emocionante que o objeto buscado. O gol mil de Romário será um retrato na parede, um DVD em casa, um momento que o torcedor tentará guardar em alguma forma material. Mas a espera, a eletricidade, tudo o que se respira em torno desta meta romária... isso vai passar, restará apenas como memória. E é isso que torna esse momento especial.

É isso que tem feito esse Vasco jogar como nunca, acima de suas possibilidades. Ontem, o Flamengo – que tem um time mais talentoso e equilibrado – começou melhor. Mas depois foi simplesmente jantado por uma combinação de apetite e eletricidade. Os jogadores do Vasco se multiplicavam. Abedi tinha fôlego de Dunga e velocidade de Mauricinho. Dudar ecoava a fibra dos grandes zagueiros argentinos. Wagner Diniz corria em inúmeras direções. Até Amaral parecia ter algum talento.

Em outras palavras, como joga o gol mil. Como joga por Romário e como joga por todo o time do Vasco. A sensação de fazer história tem injetado talento nos jogadores mais limitados. Como corre o Vasco movido a gol mil. E como corre o próprio Romário movido a gol mil.

Subitamente, víamos um Flamengo acuado, amedrontado, como se jogasse contra o rolo compressor da História, com H maiúsculo. Um Flamengo que lutava bravamente para não ser a vítima histórica do artilheiro. Os torcedores do Flamengo, que no estádio permaneciam, pediam angustiados o fim da partida. Aos 46 minutos do segundo tempo, a bola era dividida como algo maior que o próprio resultado estivesse em jogo. E, no fundo, estava. E o Flamengo escapou. Agora, no cardápio de Romário, há sua vítima preferida, o Botafogo.

Quando Pelé fez seu milésimo gol, no dia 19/11/1969 (olha o número 11 aí), a imprensa invadiu o gramado e o Rei deu sua célebre entrevista dedicando o gol “às criancinhas”. A poucos quilômetros ali, na favela do Jacarezinho, uma criancinha de três anos dava seus primeiros passos, brincando de bola. Em 1969, ninguém seria capaz de imaginar que uma das crianças citadas por Pelé repetiria seu feito e no mesmo palco. Hoje, trinta e oito anos e 999 gols depois, aquela criancinha caminha cercada de microfones por todos os lados. Romário de Souza Faria, a um passo ou gol de fazer história, já pode pensar que entrevista dará. Ou quem homenageará quando estufar as redes pela milésima vez.




As notas da rodada


Nota 10
* Para Leandro Amaral, o melhor jogador do Vasco.
* Para Araújo, de cabeça ou de pé.
* Para Robinho, que bicicleta.
* Para Renan, goleiro do Inter, que pegou até pensamento.
* Para Vítor e Felipe do Goiás, três gols para cada.
* Para Josiel, com direito a gol de letra.


Nota 9
* Para Bruno, que escapou com uma grande defesa.
* Para Edmundo, em ótima fase.
* Para Romário, quase.
* Para o goleiro Eduardo, do América, que pegou quase tudo.
* Para Zé Roberto, que joga muito.
* Para Carlinhos bala, em baixo e no alto.
* Para o artilheiro William, da Cabofriense.


Nota 8
* Para Canindé, com gol e acrobacia.
* Para Marcos Aurélio, preciso.
* Para o goleiro Oliveira, do Barueri, que fechou o gol mesmo levando toda sorte de encontrão.
* Para Muriqui, reencontrando seu futebol em Madureira.
* Para Diego, outro bom goleiro que o Galo revela.
* Para Alex Mineiro, que está reaparecendo.
* Para Júnior Amorim, do América, que corre o tempo todo.


Nota 7
* Para Fernando Henrique, goleiro do Fluminense, que evitou o pior em Bangu.
* Para o criticado Vanderlei, que vem mostrando que é artilheiro.


Nota 6
* Para o Corinthians, que continua mostrando mais disposição que talento.


Nota 5
* Para a arbitragem de Marcelo de Souza Pinto, que estava ótima até a expulsão de Luciano Almeida, do Botafogo. O lance não merecia sequer amarelo. O América fez três minutos de cera e ganhou a partida ali.
* Para o apático São Paulo, que sente muita falta de Josué.


Nota 4
* Para Zé Roberto, do Botafogo, que esqueceu o despertador em 2006.
* Para o ataque do Ituitaba, que tem talento para perder gols.


Nota 3
*Para Lenny, Rafael Moura, Alex Dias e Soares. O ataque do Fluminense tem sido sofrível.
* Para Juninho Paulista, que tem corrido muito e jogado pouco.


Nota 2
* Para Carlos Alberto, que ainda não se apresentou em 2007.


Nota 1
* Para Kuki e Marcos Caruaru, que certamente tem mais o que fazer do que ficar trocando ameaças em campo.


Nota Zero
* Para o juiz Rogério Pereira da Costa, que conseguiu marcar um pênalti, voltar atrás dando escanteio e voltar atrás de novo, marcando de novo o pênalti. Isso tudo aconteceu em Tupi 3 x 2 Ipatinga em Juiz de Fora. Costa ainda deu entrevista no fim do jogo. Perguntado se tinha voltado atrás, disse: “Claro que não”.

* Para Chicão, do Tupi, que depois de toda a confusão, bateu o pênalti pra fora.


Ponto final


"Estou aliviado"
Bruno, goleiro do Flamengo.
Escrito em 26/03/2007
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