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Perfil

Gustavo Poli

Jornalista, 34 anos

Carioca, jornalista há 13 anos, trabalhou nos jornais O Globo e Lance! e está desde 1998 na TV Globo. Cobriu as Copas de 98 e 2002 e é co-autor do bem-humorado "Manual do mané" (Editora Planeta, 2003) e do "Almanaque do futebol" (Casa da Palavra, 2006).

E-mail: gustavo.poli@globo.com
Propinoduto F.C.


Em 2001, a ISL-ISMM, empresa de marketing que comercializava os direitos da FIFA, foi à falência. A Justiça suíça nomeou um síndico, o advogado Thomas Bauer, para cuidar da massa falida. Em 2003, analisando os papéis, Bauer descobriu que a ISL-ISMM havia feito uma série de pagamentos ilegais a diversos dirigentes esportivos através de duas subsidiárias “fantasmas” no paraíso fiscal de Liechtenstein – a fundação Nunca e a Sunbow S.A. -uma espécie de propinoduto da bola.

Bauer então se perguntou... por que esses pagamentos aconteceram? A única explicação razoável residia na palavra suborno. O advogado entrou com uma ação cível contra os dirigentes numa corte suíça do Cantão de Zug, exigindo o dinheiro (3,5 milhões de francos suíços, aproximadamente US$ 2,5 milhões) de volta. Nove meses depois, em fevereiro de 2004, a soma quase integral foi transferida para uma conta chamada Escrow Number 1/Weber num banco de Zurique. A massa falida recebeu o dinheiro e retirou sua ação cível.

O nome da conta informava o responsável pela transferência do dinheiro. Jean-Marie Weber, ex-presidente da ISL. Mas o jornal suíço Sonntag Zeitung publicou em agosto de 2005 (reportagem de Jean François Tanda) que quem negociou a transferência foi o suíço Peter Nobel, advogado baseado em Zurique, que havia sido advogado pessoal do presidente da FIFA, Joseph Blatter, por muitos anos. O problema é que apenas parte do dinheiro do pagamento era de Weber – o restante havia sido levantado por um terceiro misterioso personagem, cujo nome nenhuma das partes revelou.

A corte de Zug também decidiu que os nomes, registros bancários e informações sobre o re-pagamento dos subornos deviam ser entregues ao juiz Thomas Hildbrand, responsável pelas investigações no caso ISL. Se esses nomes fossem divulgados, cerca de 20 dirigentes esportivos teriam que explicar porque recebiam dinheiro da ISL através de Liechtenstein – as entranhas do propinoduto seriam expostas.

Um primeiro nome vazou – o do presidente da Conmebol, o paraguaio Nicolas Leóz, que segundo reportagem de David Owen, do jornal inglês The Guardian, foi acusado por magistrados suíços de ter recebido 211 mil francos suíços da ISL/ISMM em abril e maio de 2000 (cerca de R$ 370 mil). Mas a luz sobre o propinoduto rapidamente se apagou graças a uma retranca jurídica. Peter Nobel apelou da decisão de Zug na Corte Federal suíça (a instância mais alta da justiça helvética) e conseguiu, em julho de 2005, que os detalhes da transação permancessem secretos.

Mas... por que Nobel teria tanto interesse em manter esses nomes secretos? Quem estaria pagando pelos serviços do advogado suíço? A ligação entre Blatter e Nobel, obviamente, é mera coincidência. Hoje, a Play the game, uma instituição dinamarquesa fundada em 2004 pelo comitê olímpico e por várias federações esportivas locais, obteve e publicou em seu site uma decisão da Justiça de Liechtenstein de abril de 2006. Essa decisão basicamente revela que o tal “personagem misterioso” que ajudou Jean-Marie Weber a fazer os “repagamentos” do suborno era um representante da FIFA. Veja aqui a reportagem de Kirsten Sparre no site da Play the game. E aqui a decisão da Corte de Liechtenstein. Citemos a reportagem de Sparre:

“As autoridades suíças ainda estão tentando descobrir se FIFA estava canalizando o dinheiro para os culpados para ajudá-los a esconder suas identidades, ou se a FIFA pagou o dinheiro para que os corruptos pudessem manter seu dinheiro. O veredito da corte de Liechtenstein ajuda os investigadores porque demonstra claramente que o caso envolve o pagamento de 2,5 milhões de francos suíços por um representante da FIFA”.

A FIFA, obviamente, sempre negou ter algo a ver com esse pagamento. E, na semana em que Joseph Blatter anunciou seu salário (US$ 1 milhão/ano) justamente para o Sonntag Zeitung, depois de anos evitando discutir o tema, essa notícia não é exatamente animadora. A Corte Federal Suíça prestaria um enorme serviço ao futebol... se permitisse que as identidades dos dirigentes do propinoduto viessem à tona.
Escrito em 23/02/2007
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Caixa Postal



A página da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (www.fferj.com.br) está fora do ar. Deve ter entrado no recesso decretado pelo presidente da entidade, Rubens Lopes, na última sexta-feira. Um recesso politicamente maroto – decretado tão logo a juíza Márcia Cunha afastou Lopes mais uma vez da presidência da entidade. A idéia da "situação" é obter alguma decisão judicial cassando o afastamento até a próxima segunda-feira, quando a Federação será obrigada a tomar conhecimento oficial do despacho. Antes disso, porém, tem jogo. As semifinais da Taça Guanabara serão disputadas no fim-de-semana. Interessante é saber quando e onde se dará o sorteio dos árbitros para os dois jogos. Em tese, o recesso se estende a todas as atividades e sedes da Federação. É realmente carnavalesco o futebol do Rio. Mas, dizendo isso, vamos à Caixa Postal da quinzena.


Ronaldinho Gaúcho 10 x 10 Kaká

A Coluna perguntou provocativamente quem os torcedores escolheriam numa hipotética pelada se, como naquele comercial pré-Copa, pudessem escolher entre Kaká e Ronaldinho Gaúcho. Foram 34 comentários sobre o tema e 21 votos. Dez leitores escolheriam Kaká, dez leitores escolheria Ronaldinho Gaúcho... e um ficaria no muro, ao lado do colunista.


Romário quase 1000

Apenas uma dúvida, para que se esclareça se é ou não é uma perseguição ao Romário: você poderia dizer se às vesperas do gol mil do Pelé havia algum questionamento sobre a validade de algum dos outros 999?
Luis Antonio

Resposta: Você tocou no ponto que resume a questão. Na época do milésimo gol de Pelé, ninguém se lembrou de questionar seus gols pela seleção do exército. A contagem romária tem mais malandragem do que a contagem real – há mais gols amadores, ele conta um dispensável jogo pela “Seleção de Amigos do Luisinho” etc. Mas... estamos falando de gols. A implicância com a contagem do Baixinho é certamente muito maior do que com a contagem de Pelé.


Potosí

O tema mais polêmico da última semana com certeza a altitude – e as reclamações rubro-negras sobre. Vosso humilde servo foi xingado, achincalhado, criticado (e ocasionalmente elogiado) por dizer que o Real Potosí tem direito de jogar em casa. Os rubro-negros, em sua maioria, diziam que era um absurdo jogar lá em cima, que os jogadores correram risco de vida. Quase todos os torcedores de outros times, curiosamente, disseram que o choro do Flamengo era injustificado. A influência da vontade sobre a razão deve ter alguma participação nessa estatística.

A coluna recebeu até o e-mail de um boliviano, morador de Santa Cruz de La Siera, corintiano, dizendo que o Flamengo não tinha o que falar porque “jogar no Rio de Janeiro hoje é mais perigoso que jogar no céu”. Apesar da alusão óbvia e exagerada à violência carioca (nunca um atleta estrangeiro foi vítima de violência no Rio), fiquei pensando... realmente a altitude no céu seria um problema. São Paulo e Santos, imagino, sairiam em vantagem. Mas, brincadeiras à parte, o tema é sério, ingrato e difícil. Comecemos pela observação do repórter da TV Globo, Eric Faria, que esteve em Potosí acompanhando o Flamengo e viu (e sentiu) as coisas de perto.

Impressões de quem viu de perto as conseqüências dos 4000m de Potosí. Como se não bastasse a falta de oxigênio, o frio era absurdo, com vento e chuva geladíssimos. Mas joga-se na Ucrânia e em Moscou abaixo de zero, alguém pode dizer. Mas por lá existe toda uma estrutura para proteger o ser humano dessas condições. Na Bolívia, se o Flamengo não tivesse levado tubos de oxigênio, os jogadores poderiam ter um problema mais sério. Os vestiários não tinham aquecedor, nem bancos nem cadeiras. Sentava-se no cimento gelado. Quando está calor, está calor para os dois lados. O mesmo vale para o frio. Quando se está a 4000m há clara vantagem para um dos lados. Alguém disse aqui num comentário que o calor mata e a altitude não. Esse torcedor deveria pesquisar. A altitude mata. A hipotermia mata.
Eric Faria

Comentário: Pela descrição do Eric, pior que a altitude é a falta de estrutura de Potosí. E aí entra a questão política. O estádio deveria ter sido vetado pela Conmebol, até porque não estava pronto e, antes do jogo, havia gente pintando o gramado. O frio e a falta de estrutura agravaram os efeitos da altitude.

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Poli, caro, permita-me discordar. Esse assunto deveria ser tratado por médicos. Pelo que li, já existem diversas pesquisas que constataram que a prática de esporte de alto nível acima de 2.800 m traz sérios riscos a saúde. Há anos se joga em altitudes, e nunca houve um caso sério. Mas, como você mesmo coloca, a cada dia o futebol exige mais da capacidade aeróbica do jogador. Se for verdade que existem riscos a saúde, a FIFA vai esperar uma tragédia para tomar uma atitude? O que é mais importante, a "democratização" do jogo ou a preservação da saúde do Atleta. Não custa lembrar o bordão: "esporte é saúde".... Newton Fleury Filho

Comentário: Se a questão é médica, Newton, é necessária uma baliza. E não sei se essa baliza é 2800m. Aliás, nem os médicos concordam. E se estabelecemos uma baliza para altitude – talvez seja necessária uma para temperatura. Ou seja, teremos regras com CNTP.

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O Flamengo ficou em Sucre, a 2.800 m, o que foi um erro. Deveriam ter ficado em Santa Cruz de la Sierra, a 520 m, e subir o morro antes do jogo. Se não desse para descer em Potosí, descessem em Sucre. O São Paulo e outros times jogam há décadas em La Paz - e o SP jogou em Oruro, na mesma altitude de Potosí - sem problemas. O Boca jogou em La Paz e não reclamou. Foi muito nhenhenhém do CRF, que acha que inventou a roda e descobriu a "altitude".
Emerson

Comentário: Emerson, na verdade o Flamengo não teve opção. O aeroporto de Potosí é uma pista que pode ser fechada a toda hora. O time corria o risco de tomar um WO se ficasse em Santa Cruz. Aliás, a opção seria escalar o time reserva contra o Botafogo para aclimatar o time. O Flamengo não quis abrir mão do Campeonato Carioca – uma opção compreensível. Mas... daí a acusar Conmebol e FIFA pelos danos à saúde dos atletas... vai distância. A irresponsabilidade da Conmebol em Potosí tem mais a ver com a precariedade das condições do que com a altitude.

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O Flamengo está proibido,segundo seus dirigentes, de vencer a Libertadores, senão terão que jogar no Japão no final do ano, com 2 graus de temperatura, puxa isso é desumano gente. Ora tenha dó.
Forgiarini – Poá

Comentário: O Flamengo deve se classificar para a segunda fase. E corre risco de enfrentar a altitude novamente. Será que o time vai subir a montanha novamente? O risco maior é enfrentar um dos times equatorianos de Quito (El Nacional ou LDU – 2850m). É mais baixo que Potosí.

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Não queira discutir com profissionais. Estamos falando de futebol de alto nível (ou pelo menos deveria ser). Não é tão simples assim. Ou você acha que jogar no Maracanã com 40ºC nas costas não prejudica o Flamengo também.
Bruno

Comentário: Prejudica, Bruno. Mas prejudica menos quem está adaptado. Imagine o seguinte – um time de esquimós vem jogar no Maracanã sob um sol de 40º C. Não haverá uma grande vantagem para o time carioca? Os esquimós não terão grande risco de desidratação, insolação e perigos outros?

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O dia que morrer o primeiro atleta por jogar nessas condicoes voce mudará de opiniao. Sera que vale a pena esperar isso acontecer?
Marcelo Leone

Comentário: Marcelo, o risco existe – embora não tenha acontecido. Em 2005, porém, morreu um atleta de futebol americano devido ao excesso de calor. Você viu alguma proibição recente de prática esportiva sob alta temperatura? Ou alguma grita nesse sentido?

Você deveria estudar mais sobre o que é jogar em 4000 mil metros de altitude para depois falar o que você falou. Isso não se compara com jogar em 50 graus que sejam.. Que se busque uma solução para que os bolivianos de Potosí possam assistir aos jogos de seu time, mas que não sejam a uma altitude acima de 3000 metros.
Eduardo

Comentário: A solução seria mudar a cidade de lugar, Eduardo. Agora... se eu estudar mais para saber o que é jogar a 4000 mil metros... terei que entrar na NASA. Como não acredito em jogos em Estações Espaciais nem na estratosfera, tenho impressão que você escreveu o comentário debaixo de um sol de 50 graus. Imagine... jogar a 50 graus não faz mal. Imagine.

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Fazia tempo que não lia tanta besteira em tão poucos parágrafos. Essas asneiras que você escreveu, Sr. Poli, deveriam ser revisadas e, em seguida, vetadas pelo(s) editor(es) do site. Além de ter ido contra tudo que a ciência prega em relação a praticar um esporte de maneira saudável, o Sr. se virou contra seu próprio país. Lamentável!
Ivan

Comentário: Ivan, grato pelos elogios. Não foram tão poucos parágrafos assim, pelo contrário. Infelizmente não ganho para ser patriota. Nem para fechar os olhos.

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O problema, Poli, não é a questão do direito de jogar nesta altitude. Eles tem, é claro, por o terem conquistado em gramados bolivianos, na altitude e fora dela. A questão, no entanto, é mais complexa, é definir se um ser humano (que não está acostumado com a altitude) suporta jogar futebol a esta altura. É uma questão médica. Alguém precisa se preocupar com isso, antes que algum atleta venha sofrer consequência danosa à sua integridade física.
Raul

Comentário: Em tese, concordo, Raul. Mas bato na mesma tecla. Por que jogar aqui é o certo? E se reclamamos da altitude, eles podem reclamar da temperatura. Talvez o caminho seja incluir CNTP nas regras.

Afinal, o jogador tem que se submeter à uma altitude de 4 mil metros, mesmo que isso comprometa sua vida, só para que o time da casa tenha o direito de jogar em sua cidade? O que é isso, voltamos aos tempos do império romano onde os gladiadores lutavam até a morte pra satisfazer o público? Me diz se estou errado, senhor Gustavo Poli. Pelo o que eu li, é isso mesmo e todos entenderam assim.
Daniel

Gustavo Poli,acho que somente depois que um atleta morrer em campo com um enfarte, ou uma parada respiratória, vão se acordar para esse GRAVÍSSIMO problema. Lamentável. Jogar nessas condições vai contra tudo o que o esporte prega, contra a saúde e a vida.
Vinicius

Comentário: Estamos falando de esporte. Ninguém é obrigado a entrar em campo para se matar. E o Flamengo sabia que ia jogar na altitude desde janeiro. Se quisesse adaptar seu time durante 20 dias, poderia. Só teria que abrir mão do Campeonato Carioca. Ou seja – e isso é muito importante – o Flamengo está culpando a Conmebol e a Fifa – mas não quis adaptar seu time à altitude por questões esportivas e logísticas, perfeitamente compreensíveis. Mas... depois jogar toda a culpa nos ombros alheios... bom, vamos com calma. Se há risco de vida... é uma irresponsabilidade jogar. A pergunta é... Irresponsabilidade de quem? Se você entra em campo com 40 graus no Maracanã, como foi o caso da final da Taça Guanabara do ano passado, isso não é um absurdo também? Mais do que isso – como o Eric Faria apontou – o frio e a falta de estrutura locais agravaram e muito a questão da altitude.

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Por que será que não temos mas Mários Filhos, Nelsons Rodrigues, Oldemários Touguinhós, Joões Saldanhas, Sandros Moreiras...... no jornalismo esportivo ? Por que temos que aturar tanta mediocridade dita em um texto só ? Por que você não escreveu isso acima de 4000 mts de altura ? A escassez de craques não se resume apenas dentro do campo mas tembém fora dele. Saudades, Saudades de crônicas com imparcialidade e discernimento como outrora.
Marco Pellegrino

Comentário: Marco, sinto a mesma saudade. Infelizmente, porém, tenho que informar que nenhum dos acima citados tinham a imparcialidade como sua principal virtude. Sobre a referida "mediocridade" - registramos sua opinião imparcial e repleta de discernimento.

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A solução não é banir o futebol nessas regiões, eles que continuem com os seus campeonatos nacionais do jeito que quiserem. Mas Libertadores e Eliminatórias tinham que ser disputadas em cidades mais baixas. E se houvesse um time num lugar com 6 mil metros de altitude, você acharia normal também? não há limites? Acharia justo marcar a partida no Rio ao meio dia? Acharia justo jogar no Canadá, mesmo sem neve, com -25 graus(sensação de -40)?
Alfredo Antônio Roberto

Comentário: Alfredo, a questão é que esses limites hoje não existem. Podemos jogar debaixo de neve, de sol inclemente ou na altitude. Digamos que a medicina imponha limites - o que pode ser um caminho. Isso talvez significasse a pasteurização do mais universal dos esportes. E a exclusão de diversas cidades do mapa da bola.
Escrito em 21/02/2007
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