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Perfil

Gustavo Poli

Jornalista, 34 anos

Carioca, jornalista há 13 anos, trabalhou nos jornais O Globo e Lance! e está desde 1998 na TV Globo. Cobriu as Copas de 98 e 2002 e é co-autor do bem-humorado "Manual do mané" (Editora Planeta, 2003) e do "Almanaque do futebol" (Casa da Palavra, 2006).

E-mail: gustavo.poli@globo.com
Parênteses


No Rio de Janeiro, o bárbaro assassinato do menino João Hélio está por toda parte. Em todas as esquinas e conversas, fechamos os olhos para não rever as imagens do crime que chocou a cidade. E, tragicamente, chocar a cidade hoje é uma questão de dose. Mata-se no Rio de Janeiro em profusão. Mata-se no Rio de Janeiro com facilidade. Mata-se no Rio de Janeiro com simplicidade, desdém e desprezo.

O Rio não é diferente de São Paulo ou de outras grandes cidades brasileiras. A violência no Rio traz apenas um teor simbólico diferente – por causa da alegria que é marca carioca. Mas, no caso de João Hélio, como no caso do casal queimado com o filho em São Paulo, o que choca não é a morte – e sim sua forma. Se ele tivesse sido assassinado com um tiro a sangue frio... a notícia duraria menos, o choque seria menor.

É triste, mas estamos acostumados à morte dos outros. Vez por outra, a tragédia esbarra num conhecido ou parente – e sentimos na medula. Mas para a dor alheia temos o choque... e a posterior anestesia. E, claro, há mortes e morte. Nas favelas, há a morte anônima. Nos subúrbios, a morte contabilizável – se é chacina, é notícia. Nos bairros nobres, uma morte pode parar na primeira página. E há a crueldade, esse personagem cada vez mais freqüente.

A cidade tenta digerir sua violência com passeatas, cartazes, revolta. As autoridades exalam declarações vagas e impotentes diante de um problema que não tem solução de curto prazo. Temos, nas grandes cidades brasileiras, uma multidão de jovens sem valores, respeito, pudor ou medo. Uma multidão que não tem nada a perder – nem mesmo a vida. Uma geração inteira, ou talvez mais de uma, que transforma o gueto em câncer e, vez por outra, apresenta suas metástases nos orgãos pretensamente sadios do asfalto. Uma geração que não vê nada demais em tirar a vida do outro sem motivo aparente, por mero capricho ou vantagem menor.

A bárbarie recente semeia inconseqüência e desvario. Ouvi de mais de um amigo, durante essa semana, declarações como “é por isso que odeio essa turma dos direitos humanos” ou “um animal desses tem que morrer na hora”. É uma resposta compreensível diante do escândalo. Mas é profundamente infeliz. O Rio certamente precisa de autoridade – não de autoritarismo. Violência nunca foi remédio contra violência.

João Hélio torcia para o Botafogo. O clube entrará em campo, hoje, no Maracanã, com uma pequena faixa de luto em suas camisas. É um gesto pequeno – como pequeno parece um jogo – ou o próprio futebol – diante do drama da família e da cidade. A cidade que vai hoje ao Maracanã, a cidade que já começa a sambar, esquece rápido. A família não. O pequeno gesto do Botafogo é apenas isso – um gesto, a homenagem possível, que resume a impotência generalizada que sentimos todos – eu, tu, eles, nós, vós, eles – diante dessa roleta russa urbana. O que podemos fazer além de arregalar os olhos e sentir medo e sentir raiva? É a pergunta que parece estar por todo canto.

Este é um texto dolorido, mas não pessimista. A alma será ritualisticamente lavada na semana que vem – o carnaval fará tudo se apagar mais uma vez, até a próxima tragédia. Toda metrópole tem assassinatos, crimes hediondos, bárbaros. Aqui precisamos desarmar a linha de montagem de monstros criada por anos de insensatez e desdém. O Rio precisa deixar de ser duas cidades numa só. Isso demora.

Os culpados de ontem não importam – importa o desinteresse de hoje. Chocados, traumatizados, revoltados ou não – continuamos, no fundo, gostando desse amontoado de casas, gente, pedras, água, areia e acontecimentos abaixo do Cristo Redentor. E qual a opção? Mudar? Desistir? Correr? Por um instante, um minuto de silêncio que seja, olhemos pra cima e acreditemos que uma supervisão tão direta não há de ser obra do acaso. Acreditemos que o purgatório um dia termina. Um naco de fé no futuro nos basta. Ser carioca, hoje, é o exercício de encontrar e reencontrar esse naco.
Escrito em 11/02/2007
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Par ou ímpar


Manhã de pelada de várzea. Você e seu amigo Maromba, aquele que não joga nada e pensa que é artilheiro, vão escolher os times. De repente, do nada, surge um cabeludo dentuço pedindo vaga. Quase simultaneamente, do outro lado do campo, um branquelo alto também se apresenta. Murmúrios, comentários, suspiros. O pessoal se assusta com a presença deles. Começa a juntar gente nos arredores. Futebol é assim, caixinha de surpresas, estamos na área, se derrubar é pênalti e expressões outras.

Lá estão, na sua pelada, Ronaldinho Gaúcho e Kaká. É verdade, não é ficção. Você escolhe par. Maromba escolhe ímpar. Escondem-se os dedos... e se apresentam. Maromba: dois dedos. Você: nenhum. Você ganhou. Sorte sua, certo? Agora... está na hora de escolher. E então? Quem você escolhe? Quem você escolheria?

Essa já foi uma polêmica algo vazia. Mas está subitamente reaberta porque o Milan parece disposto a negociar Kaká, até ontem sua mais inegociável pérola. E, segundo o especulômetro europeu, o time italiano estaria cogitando trocá-lo por Ronaldinho. Se o Barcelona aceitasse claro - o que parece muito improvável. Mas... vale a questão. Na balança, temos os dois mais talentosos jogadores brasileiros da atualidade. Se fosse no par ou ímpar, para o seu time, quem você escolheria?

Quem é melhor? Vamos aos argumentos:

Ronaldinho Gaúcho - O senso comum diz que Ronaldinho é mais talentoso. Ele já ganhou o prêmio de melhor jogador do mundo e pode, em qualquer lance, ser genial, decisivo e encantador ao mesmo tempo. Suas jogadas são plásticas e divertidas. Ele parece jogar sorrindo. No quesito extra-campo, sua simples presença é uma máquina de vender ingressos e gerar receita. Nenhum jogador no mundo tem hoje carisma próximo ou semelhante.

Kaká – Ronaldinho pode ser mais habilidoso, mas quem é mais técnico? Quem é mais eficiente? Kaká pode ser mais robótico, mas chuta melhor, tem mais força física, sabe lançar e finalizar com extrema precisão. Para o time, sobretudo diante de marcações mais rígidas, ele é mais útil que o dentuço genial. Em termos de “poder de atração”, Kaká fica atrás – mas nem tanto. E, enquanto Ronaldinho começa a se desgastar com reportagens sobre uma possível vida noturna, Kaká segue sendo o moço-família de vida regrada.

Em suma, quem você escolheria? Vosso criado aqui tem uma opinião... mas só descerá do muro depois de ouvir os leitores.


A junior-baianidade da semana

Ninguém é capaz de fazer uma junior-baianidade com tanta categoria como... Júnior Baiano. Desde que começou no Flamengo, nos início dos anos 90, Júnior Baiano sempre foi mais que um zagueiro – foi uma entidade. Sua primeira mensagem futebolística foi uma briga com direito a soco na cara com Edmundo, então começando no Vasco. A seguir veio uma coleção de tesouras voadoras num Fla-Flu, que lhe valeram a pecha de zagueiro violento. Baiano sempre foi técnico e eficiente – um zagueiro ótimo nas bolas aéras, excelente no corpo-a-corpo... e razoável na cobertura.

Sempre foi sinônimo de bom futebol, alguma violência e muita confusão. Sua última aparição havia acontecido em 2004 ao marcar um golaço por cobertura jogando pelo Flamengo. Infelizmente, o gol foi contra o próprio Flamengo e a favor do São Paulo – o que decretou a demissão de Baiano. Até porque o zagueiro já tinha péssima relação com Celso Roth, então técnico rubro-negro e houve quem suspeitasse que o golaço não havia sido casual.

E eis que Júnior Baiano retorna aos holofotes marcando um gol contra o Vasco – time que já defendeu, escudo que já beijou – e comemora fazendo um gesto associado a uma torcida organizada do Flamengo. Não satisfeito, dá entrevista no intervalo mandando um alô para a “torcida do Mengão”. Tudo isso vestindo a camisa do América. Aos 36 anos, Júnior Baiano já aprendeu muita coisa. Ficar calado não foi uma delas.


A frase da semana

Apesar da junior-baianidade acima citada, a frase da semana é de outro autor. É uma daquelas declarações que transbordam modéstia:

“Muitas vezes o craque passa desapercebido no jogo. Mas tem dia que a inspiração aparece...”

O autor? Roger, depois de marcar quatro gols, talvez inspirado pela humildade do xará Federer.


Todo Dunga tem seu Elano

Cláudio Coutinho levou Chicão (em vez de Falcão) em 1978. Telê teve Paulo Isidoro em 1982 e se apaixonou por Elzo em 1986. Lazaroni foi mais longe e criou uma seleção inteira de Elzos em 1990 – cujo símbolo crucificado foi justamente o próprio Dunga. Em 1994, Parreira redimiu Dunga e Mauro Silva – e foi massacrado antes de ganhar o título. Em 1998, a zaga do Brasil na Copa tinha Júnior Baiano. Em 2002, Felipão apostou em Gilberto Silva e Kléberson (e deu certo). Em 2006, Parreira foi criticadíssimo por escalar Emerson e Zé Roberto no meio (quantos não pediam Juninho Pernambucano?). Zé Roberto foi chutado e atacado como um burocrata. E hoje? As pessoas mudam de idéia rápido.

Agora, Dunga tira Elano da cartola – um jogador de bom passe, bom toque, bom chute – eficiente, mas não brilhante. O filme é o mesmo.
Escrito em 09/02/2007
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O arauto do futebol a vapor


Encontro o arauto do futebol a vapor no Hall do Maracanã, com sua bolsinha de suvaco, sua camisa de mangas curtas e suas verdades universais. Ele caminha dentro de um jeans amarrotado e gasto. É uma figura terna, embora ranzinza, um chato folclórico e histórico, capaz de repetir teses pré-cambrianas por horas a fio. Há quem diga que meia-hora com ele transforma o coelhinho da Duracell num autista de carteirinha.

Pois bem aí está ele, o arauto do futebol a vapor, vendo um jogo de futebol no Maracanã. Ele observa o jogo – e eu o observo. Suas sobrancelhas se movem pouco. A cada lance, seus lábios se contorcem. A testa se franze, os olhos se apertam. É nojo o que ele sente. Nojo. Júnior Baiano toca na bola. Ele se ofende.

- Júnior Baiano...

Duas irônicas palavras que condenam o futebol atual pela simples presença de Júnior Baiano em campo. Ele pode até estar certo mas... no minuto seguinte, Júnior Baiano faz um gol.

- Essa defesa do Vasco...

A virtude inexiste. Há apenas a ruindade, a imensa e imensurável ruindade do futebol atual, esse esporte praticado por burocratas insossos. É como se o futebol de verdade tivesse morrido numa imprecisa data, entre o fim da Seleção de 82 e o São Paulo de Telê... em sua concepção, vivemos uma grande era glacial da bola. Nada presta, apenas o passado.

E então me dou conta que tenho pena do arauto do futebol a vapor. Ele está condendado à prisão perpétua. Condenado a assistir para sempre um esporte que odeia. Órfão eterno do futebol dos anos 40 e 50, quando os goleiros corriam na direção da bola em vez de pular, sua vontade é escarrar na cara do futebol moderno. Tirar aquela cusparada profunda, viscosa e rodrigueana e esfregar em Dungas, Felipões, Luxemburgos, treinadores, dirigentes, jogadores. Mas não. Ele é obrigado a assistir os jogos e, mais grave, escrever sobre eles, analisá-los. É um martírio.

Ele sofre a cada jogada. Quando o jogo é da Seleção, a situação se agrava. A mera escalação de Elano lhe parece um crime de lesa-pátria. Assim como a presença de Dunga com a camisa 8, no passado recente, foi uma agressão. O arauto do futebol a vapor só admite estilistas, odeia operários. Em sua versão particular da história, o passado nunca registrou um grosso no meio-campo da Seleção. Nunca houve Zito, apenas Didi. Nunca houve Vavá, apenas Garrincha e Pelé.

E então me lembro de Nelson Rodrigues, de sua grã-fina de narinas de cadáver, aquela que chegava no Maracanã e perguntava...

- Quem é a bola?

Hoje vejo o arauto do futebol a vapor... e penso que ele seria capaz de perguntar “Quem foi a bola”? Seus verbos estão sempre no passado. Um passado onírico que ele defende com unhas e letras – ainda que a bola do presente lhe soe sempre murcha. Talvez nesta noite do Maracanã, a vitória do América sobre o Vasco tenha satisfeito seu coração nostálgico. Uma vitória do América em pleno Maracanã no Século XXI... parece realmente uma viagem no tempo.
Escrito em 08/02/2007
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O time dos pesadelos


Como todo esporte, o futebol tem suas verdades universais, que valem mesmo se o esporte for praticado em Urano por alienígenas etéreos. São aquelas frases que aprendemos a repetir desde que chutamos a primeira bola. Frases como “Quem não faz, leva”, “Futebol é uma caixinha de surpresas”, “Gol feio é gol perdido”... e por aí vai. Este servo do leitor sempre teve uma predileta - Futebol não tem Dream Team.

Todos os times de sonho da história do futebol perderam. A Hungria de 54? Jantada na final. A Holanda de 74? Virou abóbora. O Brasil de 82? Caiu. O Brasil de 2006, aquele do quarteto trá... perdão... mágico? Bom, esse é melhor nem falar. Em futebol não se ganha de véspera. Claro que, quando falamos de times, a coisa muda. Temos o Santos de Pelé, o Botafogo de Garrincha, o Flamengo de Zico, o Cruzeiro de Tostão... Foram times de sonho. Foram. Mas também perderam. E perderam para zebras atrozes, siderúrgicas.

Não existe time invencível em esporte nenhum. E no futebol essa regra é exacerbada. Não existem times de sonho – ou pelo menos não existiam até que, nos anos 80, a Revista Placar resolveu criá-los, pedindo a uma seleção de cronistas que escolhessem... os melhores jogadores da história de cada agremiação. No fim de 2006, a Placar repetiu o golaço, atualizando os sonhos em forma de time.

Esses escretes oníricos ficarão nas páginas da revista, claro. Mas plantaram uma pulga atrás desta virtual orelha. Se podemos escalar times de sonho... podemos também virar a moeda para ver seu lado menos nobre. E aí entramos na doce morada dos perebas, na área dos pernas-de-pau, no limbo dos cabeças-de-bagre. Atletas que batiam escanteio por trás do gol, que eram driblados em vez de driblar, que mantinham estrita inimizade com a redonda.

Invoquemos Freddy Krugger como patrono neste momento para sugerir aos leitores um desafio. De agora até o fim de fevereiro, votem por e-mail ou comentário no pior time da história do seu clube. Escale a equipe – de 1 a 11 (com técnico) – e envie para o colunista. Depois da contagem de votos, o pior time – e a pior Seleção Brasileira – serão escalados aqui em março. É hora de tirar do baú todas as barangas, relembrar o lateral mochila, o zagueiro-delivery, o volante empenado, o pontinha-onze, o artilheiro-sem-gol, o jogador-carrinho-do-Nélio...

Pausa para momento-glossário:

Carrinho do Nélio – Expressão popularizada nas redações cariocas para descrever o jogador que adora jogar para a galera. No início dos anos 90, o meia-atacante Nélio, do Flamengo, consagrou o populismo em campo com uma maneira interessante de atrair aplausos. Nélio notou que ao perseguir bolas inalcançáveis e pular apopleticamente na direção delas.... agradava a torcida. A bola podia estar vinte metros para fora... que Nélio corria e, como um João do Pulo súbito, se lançava num carrinho voador na direção dela. A torcida delirava. Outros eméritos praticantes da arte do carrinho-do-Nélio foram Vaguinho (Corinthians, na verdade um precursor), Marcelinho Carioca (Flamengo, Corinthians e inúmeros outros times, alguns treinados por Wanderley Luxemburgo) e Paulinho Criciúma (Botafogo).

Em suma, quem quiser votar no seu Time dos Pesadelos particular... a urna está aberta. Vote no horroroso, no péssimo, no lamentável, no triste. Naquele jogador feio, que maltratou a bola, desonrou a camisa, que fez você ficar triste só de lembrar. Mas lembre-se que essa é uma eleição bem-humorada... que ninguém tem culpa de ser ruim... nem de ter sido escalado.
Escrito em 06/02/2007
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Tuta e Christian


A temporada começa com destaque para dois ciganos e veteranos artilheiros. Em 2006, Christian perambulou entre Botafogo e Juventude, marcando alguns gols, perdendo outros e enfrentando lesões. Contratado pelo Corinthians no início deste ano, foi alvo de críticas e ironias. Em um mês, porém, fez cinco gols, se valorizou... e voltou para o Sul, para disputar a Libertadores pelo Internacional. O Corinthians foi até gentil.

E Tuta? Aos 33 anos, foi dispensado, execrado e aposentado pelo Fluminense. Velho foi o melhor adjetivo que recebeu. O Grêmio fez o dever de casa. Ao perder Rômulo, deu uma olhada no mercado. E viu no Rio de Janeiro um artilheiro em baixa. O tricolor gaúcho percebeu que, em 2006, o Fluminense teve seis técnicos, seis preparadores físicos e nenhum mágico. Tuta, assim como Petkovic e todos os jogadores mais veteranos, sofreu com a multiplicação de métodos e a falta de seqüência.

Apesar de marcar 13 gols, Tuta esteve realmente mal na reta final do Campeonato Brasileiro. Hoje, menos de dois meses depois da dispensa, vale a pergunta: será que Tuta é pior que Adriano Magrão e Rafael Moura?

Estatísticas até o momento:

Gols de Tuta em 2007: 5 (em cinco jogos)
Gols do Fluminense em 2007: 4 (em três jogos)


Terráqueos


Eles saíram um por um. Primeiro foi Figo. Depois Zidane. Por último, Beckham e Ronaldo. E assim, em menos de um ano, o Real Madri voltou a ser um time deste mundo.
Escrito em 05/02/2007
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