Bola de cristal, Rodada 33
Faltam seis rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro. E a única verdade universal que pode deixar a boca de um Nostradamus amador é a seguinte: Santa Cruz e São Caetano estão rebaixados. Além disso é tudo futurologia. O semi-coroado São Paulo apresentou súbitas ranhuras no trono. A condenada Ponte Preta abriu os olhos em plena extrema unção. Palmeiras e Fluminense buscam a bóia mais próxima. Sete times brigam pela Libertadores. E, no Sul, teremos o Gre-Nal mais sensacional dos últimos tempos. Isso numa rodada em que todo jogo vale alguma coisa.
Três clássicos, em especial, valem muito: o citado Gre-nal, o San-São da Vila Belmiro... e o Vovô do Maracanã. Mas vamos aos jogos. E à subitamente humilde bola de cristal, devidamente remendada e salpicada de band-aids depois da última rodada.
Flamengo x Atlético-PR
Maracanã, 4/11, 18h10m
O Flamengo já está em 2007, fazendo planos para a Libertadores. No Campeonato Brasileiro, com 43 pontos, é uma espécie de zumbi sem função. O Furacão, por sua vez, engatou marcha e passou a sonhar com a América. Terá a volta de Denis Marques ao lado de Marcos Aurélio. Se o Flamengo entrar com fibra... é jogo duro, pois a defesa paranaense não é das melhores. O lateral Evanílson apóia bem mas deixa uma longa avenida. Só que... depois do deprimente e sonolento empate com o Santa Cruz, dá para apostar no Flamengo?
O palpite: Flamengo 1 x 2 Atlético-PR.
Figueirense x Juventude
Orlando Scarpelli, 4/11, 18/10
A vitória no Olímpico trouxe o Figueira de volta à briga pela Libertadores. E nada melhor para embalar do que enfrentar o mais gentil dos visitantes, o Juventude. Com Soares voltando a jogar bem, o time de Waldemar Lemos muda para melhor. E, de todas as equipes com 46 pontos que ainda sonham com uma vaga na América, o Figueira é a que tem os jogos mais fáceis. A começar por este. O Juventude, satisfeito por se afastar de vez do rebaixamento, deve complicar. Mas não muito.
Figueirense 2 x 0 Juventude.
Cruzeiro x Vasco
Mineirão, 5/11, 16h
O amorfo Cruzeiro dá sua última cartada em busca da Libertadores. O time só continua sonhando porque Gabriel é um lateral-artilheiro que não joga na lateral. Avança, entra na área, chuta, se movimenta. Mas a defesa azul foi devassada pelo Paraná na quinta-feira e, não fosse Fábio, o Cruzeiro não teria empatado. O Vasco jogou bem na Arena da Baixada mas foi vítima de uma súbita pane da zaga, que se desorganizou completamente no segundo tempo. A volta de Fábio Brás, quem diria, deve ajudar. Leandro Amaral e Jean devem aterrorizar a insegura zaga cruzeirense. A bola de cristal enxerga vitória do aguerrido visitante.
O palpite: Cruzeiro 2 x 3 Vasco.
Fortaleza x Goiás
Castelão, 5/11, 16h
O Fortaleza ameaçou respirar... e levou outra paulada no quengo. O jogo contra o Goiás no Castelão é a última chance do Leão. Se vencer, permanece vivo e com alguma chance de escapar da Série B. Se empatar se despede. O Goiás recuperou em São Paulo os pontos perdidos em casa para o Cruzeiro e ressuscitou suas esperanças de chegar à Libertadores. Elas ainda são pequenas... mas existem. O time de Geninho joga bem fora de casa e tem a referência de Souza na frente e dois belos laterais – Vítor e Jadílson. Mas o perigoso ataque do Fortaleza não deve passar dois jogos em branco.
O palpite: Fortaleza 2 x 1 Goiás.
Grêmio x Internacional
Olímpico, 5/11, 16h
Um jogo repleto de significados. Há muito tempo um Gre-Nal não vale tanto. O Inter é campeão das Américas. O Grêmio foi campeão gaúcho no Beira-Rio. O Inter sonha com o título mundial – que o Grêmio tem. O Grêmio quer impedir o tetra brasileiro colorado. No primeiro turno, a torcida tricolor tocou fogo no Beira-Rio. Em suma, é um jogo de rivalidade à enésima potência. A derrota para o Figueirense no meio-de-semana descarrilhou ligeiramente o time de Mano Menezes. Mas o foco no Gre-Nal é outro. O Inter venceu deu alguma sorte nas últimas três vitórias. Será um jogo com atmosfera de decisão, com casa cheia e rivalidade à flor da pele. O equilíbrio é muito grande, e a neblina que desce sobre a bola é ampla, geral e irrestrita.
O palpite: Grêmio 1 x 1 Internacional.
Ponte Preta x São Caetano
Moisés Lucarelli, 5/11, 16h
O inesperadíssimo ponto conquistado no Morumbi ressuscitou a Macaca. O passo seguinte não poderia ser melhor: enfrentar em casa o moribundo Azulão, que vaga ectoplásmico pelo campeonato. A depuração promovida pelo técnico Vanderlei Paiva, que tesourou meio elenco, deu resultado. O time comeu os tornozelos no Morumbi, correndo em todas as direções e dividindo todas as bolas. O São Caetano, que deveria ter perdido para o Fluminense, terá a volta do baixinho Élton. E o talento de Leandro Lima (que anda derivando para a máscara). Será pouco.
O palpite: Ponte Preta 2 x 0 São Caetano.
Santos x São Paulo
Vila Belmiro, 5/11, 16h
O jogo que pode incendiar de vez o Campeonato. O Santos terá todo o apetite do mundo, o São Paulo estará pressionado e desfalcado (sem Souza e Aloísio). O Peixe deverá sentir falta de Luiz Alberto, o esteio defensivo do time, que foi burramente expulso contra o Juventude. Mas Wanderley Luxemburgo terá os retornos de Fábio Costa e de Zé Roberto, este fundamental. Muricy Ramalho, por sua vez, poderá contar com a melhor dupla de volantes do Brasil – Josué e Mineiro – que desfalcou o tricolor contra a Ponte. O Santos voltou a ter ataque quando Reinaldo se recuperou de contusão. O São Paulo sentirá muito a falta de seu “homem de referência”.
O palpite: Santos 2 x 1 São Paulo.
Corinthians x Santa Cruz
Pacaembu, 5/11, 18h10m
O Timão respirou aliviado e praticamente exorcizou o rebaixamento. Para enviá-lo de vez para o nunca, nada melhor do que enfrentar o nauseabundo Santinha, que mostrou dignidade contra o Flamengo no Maracanã – mas não mais que isso. O fraquíssimo time pernambucano deve sofrer com a pressão da torcida no Pacaembu. Marcelo Mattos, Magrão, Roger e César jogaram muito no Castelão. O time de Leão vence e, quem sabe, volta até a falar em Libertadores.
O palpite: Corinthians 3 x 1 Santa Cruz.
Botafogo x Fluminense
Maracanã, 5/11, 18h10m
A derrota para o Inter na quinta-feira foi trágica para o Botafogo. Além da derrota, Cuca perdeu meio time para o clássico contra o desesperado tricolor. Não terá Clayton (suspenso por um cartão amarelo mal aplicado pelo péssimo Wilson Souza de Mendonça), Rafael Marques, Ruy e Joílson. E não terá também Reinaldo – seu atacante mais perigoso. O Fluminense, que não perde do Botafogo há muito tempo, precisa desesperadamente da vitória. O time tem corrido mais. E deveria ter vencido o São Caetano. Marcelo pode fazer a diferença a favor do tricolor. Assim como Tuta, que sempre faz gols contra o Botafogo. Mas o bem armado time de Cuca não vende fácil nenhum jogo.
O palpite: Fluminense 2 x 2 Botafogo.
Paraná x Palmeiras
Vila Capanema, 5/11, 18h10m
Depois de duas inesperadas derrotas, o Paraná recarregou suas baterias no Mineirão e se reposicionou em busca da América. O lateral Eltinho vem sendo um dos destaques da equipe, que contra-ataca muito bem. O técnico Jair Picerni assume um desconjuntado Palmeiras. Sua primeira missão é remendar a defesa – e para isso ele tem nas mãos seus dois zagueiros dos tempos de São Caetano: Dininho e Daniel. Picerni tem bons jogadores nas mãos. O Paraná, por sua vez, não terá o goleiro Flávio e pode ficar sem o bom zagueiro Neguette.
O palpite: Paraná 3 x 1 Palmeiras.
Escrito em 03/11/2006
A noite das zebras zurrantes
E tivemos, ora pois, a mais africana das rodadas, a rodada com o maior índice de zebras por metro gramado. Um festival de listras e zurros assolou o país. O Grêmio perdeu em casa. O São Paulo empatou com a frágil Ponte Preta. O Palmeiras foi derrotado pelo Goiás no Palestra. O lanterna Santa Cruz arrancou um empate contra o Flamengo no Maracanã. Apenas dois mandantes ganharam: a Juventude e o Atlético-PR. O dono da vitória mais enfática foi o único dos líderes que não perdeu ponto: o Internacional, que ganhou em campo (derrotando o Botafogo com um gol no último minuto) e fora dele.
Este rumor de estilhaços que você está ouvindo... são as bolas de cristal encontrando a amizade das paredes. Futebol é fascinante por isso – não há Mãe Dinah que não se drible, não há Nostradamus que não se esborrache. Que profeta diria que o São Paulo suaria três litros para empatar no Morumbi? Que visionário de carteirinha previu a derrota do Grêmio para o Figueirense? As zebras reabriram o campeonato – e animaram todas as brigas do Campeonato. Vejamos cada uma delas:
A briga pelo título
A gordura do São Paulo se reduziu para cinco pontos, levando em conta que se o Inter tirar essa diferença terá vantagem em número de vitórias (hoje o São Paulo tem 18 e o Inter tem 17). O Colorado precisa fazer cinco pontos a mais do que o tricolor paulista. Se conseguir chegar.... terá mais vitórias. Levando em conta os adversários de Inter e São Paulo, olha, não parece impossível. O São Paulo não tem um jogo fácil. Só enfrenta times que estão na briga por vagas na Libertadores, a começar pelo Santos na Vila Belmiro. O Inter tem dois jogos teoricamente mais fáceis (Fortaleza e Palmeiras). Se passar pelo Grêmio no Olímpico (um enorme SE)... e o São Paulo não derrotar o Santos...
São Paulo:
Santos (F), Botafogo (C), Goiás (F), Atlético-PR (C), Cruzeiro (C) e Paraná (F)
Inter:
Grêmio (F), Santos (C), Fortaleza (C), Paraná (F), Palmeiras (F) e Goiás (C).
A briga pela Libertadores (primeiras vagas)
Na briga seguinte, os próximos adversários de Inter e São Paulo (Grêmio e Santos) duelam pela vaga premiada da Libertadores, aquela que dispensa eliminatórias. O Grêmio tem adversários bem mais fáceis... e enfrenta dois deles em casa (Santa Cruz e o já relaxado Flamengo). Ainda joga contra o Juventude e o Fortaleza, fora, na última rodada. O único jogo realmente fácil do Santos é o último contra o Santa Cruz. A vaga parece mais perto do Olímpico.
Grêmio:
Inter (C), Juventude (F), Atlético-PR (F), Santa Cruz (C), Flamengo (C) e Fortaleza (F).
Santos:
São Paulo (C), Inter (F), Paraná (C), Cruzeiro (F), Vasco (F) e Santa Cruz (C).
A outra briga pela Libertadores (última vaga)
Sete times, apenas uma vaga. Vasco e Paraná – grande vencedor da rodada neste grupo - estão na primeira fila. O Botafogo perdeu a grande chance de se aproximar. O detalhe: só Vasco e Figueirense não enfrentam o São Paulo. Vejamos os jogos restantes:
Vasco:
Cruzeiro (F), Paraná (C), Juventude (C), São Caetano (F), Santos (C) e Figueirense (F).
Paraná:
Palmeiras (C), Vasco (F), Santos (F), Inter (C), São Caetano (F) e São Paulo (C),
Atlético-PR
Flamengo (F), Corinthians (C), Grêmio (C), São Paulo (F), Figueirense (C) e Ponte Preta (F).
Cruzeiro:
Vasco (C), Santa Cruz (F), Fluminense (F), Santos (C), São Paulo (F) e Botafogo (C).
Botafogo:
Fluminense (C), São Paulo (F), Palmeiras (F), Goiás (C), Corinthians (C) e Cruzeiro (F).
Figueirense:
Juventude (C), São Caetano (F), Corinthians (C), Flamengo (F), Atlético-PR (F) e Vasco (F)Goiás:
Fortaleza (F), Flamengo (C), São Paulo (C), Botafogo (F), Ponte Preta (C) e Inter (F).
A briga contra o rebaixamento
Considerando que São Caetano e Santa Cruz já se foram, temos quatro times disputando duas vagas. E teremos quatro confrontos de “seis pontos”: Palmeiras x Fortaleza, Fluminense x Ponte Preta, Ponte Preta x Fortaleza, Fluminense x Palmeiras. Em tese, o Palmeiras não tem UM jogo fácil sequer. O Fluminense enfrenta o Santa Cruz, fora. E a Ponte Preta recebe São Caetano e o desmotivado Flamengo em casa. Ou seja, o cadafalso é logo ali e, depois do empate da Macaca ontem no Morumbi, qualquer funéreo é precoce.
Palmeiras:
Paraná (F), Fortaleza (C), Botafogo (C), Juventude (F), Inter (C) e Fluminense (F).
Fluminense:
Botafogo (F), Ponte Preta (C), Cruzeiro (C), Corinthians (F), Santa Cruz (F) e Palmeiras (C).
Ponte Preta:
São Caetano (C), Fluminense (F), Flamengo (C), Fortaleza (F), Goiás (F) e Atlético-PR (C).
Fortaleza:
Goiás (C), Palmeiras (F), Inter (F), Ponte Preta (C), Juventude (F) e Grêmio (C).
O passe da rodada
Christian (ATL-PR) – O meia recebe de Ferreira e toca no vazio para a finalização precisa de Marcos Aurélio. Uma bela jogada do Furacão.
O golaço da rodada
Souza (GOI) – O artilheiro do Campeonato arranca na intermediária, passa por Dininho, dribla Marcos e sacramenta a vitória goiana no Parque Antártica. O mérito é maior porque não é fácil driblar Dininho... e o zagueiro do Palmeiras tentou de tudo, até agarrar Souza. E não conseguiu.
O pior juiz da rodada
Wilson de Souza Mendonça (Botafogo 0 x 1 Internacional) – O árbitro que é um convite à confusão. Se o pênalti a favor do Internacional no último minuto (num lance em que Asprilla deu um leve toque nas costas de Luiz Adriano) foi marcado... Wilson teria que marcar um em cima de Clayton, do Botafogo, que foi tocado na área do Inter. Mas não marcou – deu amarelo para Clayton. Seu critério para cartões, como sempre, foi estranho. A entrada de Fabiano Eller em Reinaldo era para expulsão sumária – Wilson deu amarelo.
Distribuiu no primeiro tempo e liberou geral no segundo. Índio agarrou Júnior César. Nada. Zé Roberto levantou Perdigão. Nada. E por três vezes seu auxiliar viu impedimentos fantasmas contra o Botafogo no segundo tempo. Wilson continua o mesmo juiz de sempre: mascarado e muito ruim.
O pênalti não marcado da rodada
Leandro (CRU) meteu a mão na bola dentro da área no segundo tempo... depois do cruzamento de Eltinho e o juiz Washington de Souza não viu. O jogo estava 1 a 0... e o Paraná reclama com total razão.
A frase da rodada
“Ele é nojento. Apita como se tivesse uma bomba na mão e não um apito!” – Cuca analisando Wilson de Souza Mendonça.
A reação despropositada da rodada
Em contraste com o precavido equilíbrio de Cuca, os dirigentes do Botafogo deram um show de cólera. Invadiram o gramado bufando, gritando e xingando Wilson Mendonça – o que pode trazer punições para o clube. O ex-presidente Carlos Augusto Montenegro chegou a passar mal.
A frase da rodada 2.0
“Nossa grande dificuldade é essa. Só temos jogador de lado. A gente põe pra jogar e ele vai pro lado de campo. Parecido com o Aloísio... a gente não tem” – Muricy Ramalho já falando de suas alternativas contra o Santos (Aloísio recebeu ontem o terceiro cartão amarelo).
Bola de cristal
Timidamente, a bola de cristal se encolhe e diz que foi destroçada pelo galope das zebras. Ainda assim... acertou dois resultados.
A frase da rodada 3.0"
Nosso time está muito inseguro. Eu falava pro pessoal sair lá de trás mas ninguém saía" - Marcos, goleiro do Palmeiras.
O que quase ninguém viu:
1 – Danilo (ATL-PR), se abaixou e fugiu da bola no quarto gol do Vasco. A bola chutada por Andrade bateria no zagueiro... mas acabou entrando no canto do goleiro Kleber.
2 – Marcelo (FLU) fez falta em Marabá (SCA) antes do lance em que Pedrinho ficou livrinho para fazer o segundo gol do Fluminense na área. O bandeirinha então inventou um impedimento inacreditável e impediu a vitória tricolor. E antes ele já havia inventado outro - de Thiago Silva...
3 – Pedro Júnior (GRE) desmontou sozinho na meia-lua do Figueirense no finzinho do jogo. O juiz Wallace Valente conseguiu ver falta. Tcheco bateu mal. No contra-ataque, Soares foi derrubado num empurrão por William. Wallace mandou seguir.
4 – O lance do pênalti a favor do Inter começou num lateral a favor do Botafogo. Joílson (BOT) cobrou para Lúcio Flávio (BOT) que, sem ritmo, perdeu a bola para Alex (INT). Alex lançou Luiz Adriano... e veio o pênalti.
5 – No primeiro gol do Paraná, vale observar a visão de Sandro (PAR) – que tocou com categoria para o gol entre as pernas de Gabriel. O lateral, por sua vez, arrumou o empate num lance em que o goleiro Flávio deu azar. Tinha acabado de dar um passe se adiantando quando Gabriel chutou rasteiro no contrapé.
Seleção da rodada (4-4-2)
Fábio (CRU) – Evitou a derrota azul com três belas defesas no primeiro tempo.
Vítor (GOI) – Um dos melhores laterais direitos do Brasileirão. Apóia muito bem.
Betão (COR) – Absoluto no Ceará.
Régis (PON) – Segurou o melhor ataque do campeonato.
Edinho (INT) – O esteio do meio-campo colorado.
Eltinho (PAR) – Marcou e apoiou bem.
Ramon (VAS) – Mesmo na derrota, uma ótima atuação.
Roger (COR) – Quando quer... joga o fino.
Gabriel (CRU) – Deslocado para o meio: dois gols e o oportunismo de sempre.
Marcos Aurélio (ATL-PR) – Sabe fazer gol, sabe prender a bola, ótimo jogador.
Souza (GOI) – Um ótimo passe e um golaço.
Técnico: Leão (COR) – golear no Castelão não é fácil.
Selebaba da rodada (4-4-2)
Fernando Henrique (FLU) – A granja aumenta.
Patrício (GRE) – Esse barulho que você está ouvindo agora, Patrício, é o despertador.
Luiz Alberto (SAN) – Xerifismo significa suspensão.
Gabriel Santos (FLU) – Uma expulsão jumenta quando seu time tinha mais um.
Triguinho (SCA) – Expulsão no primeiro tempo, sua especialidade.
Marcelo Costa (PAL) – Produção zero.
Leandro Lima (SCA) – Bom jogador. Péssima atuação. Ao que parece, recebeu a informação de que é craque. E acreditou nela.
Juninho (PAL) – Tentou muito, errou tudo.
Jorge Mutt (FOR) – Inspiração zero.
Felipe Adão (BOT) – Péssimo, mole e nulo.
Rinaldo (FOR) – Corre mais do que pensa.
Técnico: Marcelo Vilar (PAL) – Adeus, emprego.
Cinco tiros indiretos
1 – O Paraná deixou de ganhar do Cruzeiro, perdendo uma quantidade imoral de gols na cara do goleiro Fábio. Ainda assim levou para casa um bom resultado, manteve o time mineiro longe... e reanimou sua torcida para a partida contra o Palmeiras.
2 – Campanha do Fluminense no segundo turno: 13 jogos, uma vitória, três empates, nove derrotas. Campanha do São Caetano no segundo turno: 13 jogos, dois empates, onze derrotas. O empate no Anacleto foi de uma coerência ímpar.
3 – O Inter fez uma sólida partida contra o Botafogo no Maracanã e perdeu algumas chances claras. O time carioca não jogou mal, mas sentiu muita falta de Reinaldo no segundo tempo. O atacante saiu contundido depois de um carrinho de Fabiano Eller.
4 – O Corinthians se afastou do rebaixamento graças ao queijo suíçoo que Roberval Davino tem na defesa. E graças a Roger, que jogou muito. Com Magrão e Marcello Mattos guardando a defesa, o time melhora muito. O Fortaleza deu todos os azares possíveis. Mas ainda pode se salvar. Mas olha... é difícil.
5 – No sensacional jogo de dez gols na Arena da Baixada, o Vasco jogou muito bem, especialmente no primeiro tempo. Ramon jogou muito, melhor até do que Christian e Ferreira, que comandaram o meio-campo atleticano. O Vasco foi melhor no primeiro tempo, bem melhor. O Atlético-PR foi melhor no segundo e se valeu de uma súbita descoordenação na bola área para virar a partida pela terceira e derradeira vez. Destaque para Marcos Aurélio e para o banco do Furacão: William, Válber e Pedro Oldone deram novo gás ao time. O Furacão entrou de vez na briga pela vaga na Libertadores.
Escrito em 03/11/2006