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Perfil

Gustavo Poli

Jornalista, 34 anos

Carioca, jornalista há 13 anos, trabalhou nos jornais O Globo e Lance! e está desde 1998 na TV Globo. Cobriu as Copas de 98 e 2002 e é co-autor do bem-humorado "Manual do mané" (Editora Planeta, 2003) e do "Almanaque do futebol" (Casa da Palavra, 2006).

E-mail: gustavo.poli@globo.com
Bola de cristal


Nas últimas dez rodadas desse Campeonato Brasileiro, a Coluna 2 inaugura sua bola de cristal virtual. Antes de cada rodada, vosso humilde servo vai testar seu chutômetro... e tentar prever o que vai acontecer nos jogos da semana. É uma atividade arriscada e nostradâmica. Mas se tem profeta até na novela das seis... vamos aos jogos.

CRUZEIRO X FORTALEZA
Mineirão - sábado - 16h

O Fortaleza ensaiou uma recuperação quando ganhou do Fluminense fora de casa. Depois ficou evidente que ganhar do Fluminense não era sinônimo de saúde. Contra o Vasco, na semana passada, o Tricolor de Aço perdeu chances claras de levar o primeiro gol. O contra-ataque cearense é perigoso com Lúcio, Finazzi e Rinaldo. Mas a defesa é muito fraca. O irregular Cruzeiro, que deixou de vencer o Atlético-PR na Arena da Baixada no último domingo, é mais que favorito.
O palpite: Cruzeiro 3 x 1 Fortaleza.

BOTAFOGO X SANTOS
Maracanã - sábado - 18h10m

Dois times em ascensão. O Santos tem a melhor defesa do Campeonato, comandada por Luiz Alberto. O Botafogo tem um ataque irregular, que depende muito da criatividade dos volantes (Diguinho e Clayton) e do dia de Zé Roberto, que alterna grandes atuações com longos períodos de sono. Do outro lado, porém, há um outro Zé Roberto, que ajudou o Santos a reencontrar seu caminho no Campeonato. A previsão aqui é de um jogo muito equilibrado, com poucas chances de gol.
O palpite: Botafogo 1 x 1 Santos


SÃO CAETANO X GRÊMIO
Anacleto Campanella - sábado - 18h10m

O São Caetano vem de seis derrotas consecutivas e... se perder mais uma em casa já começará seu planejamento para a Série B. É o jogo da vida do Azulão, que enfrentará um Grêmio disciplinado mas talvez algo abatido. A derrota para o Santos, na Vila Belmiro, esvaziou os sonhos mais altos do tricolor gaúcho, que contará com a importante volta de Lucas. É importante apontar que, na última rodada, o Azulão perdeu injustamente para o Inter no Beira-Rio. Então... talvez seja o caso de escolher aqui a zebra especial da rodada.
O palpite: São Caetano 2 x 1 Grêmio.


SÃO PAULO X JUVENTUDE
Morumbi - sábado - 18h10m

Nos pés do Juventude estão as esperanças santistas, gremistas e coloradas nesta rodada. Mas o time de Ivo Wortmann é o pior visitante do Brasileiro: conquistou 31 de seus 38 pontos em casa. Em 14 jogos fora, o Juventude ganhou duas, empatou uma e perdeu onze. O São Paulo, por sua vez, engatou a segunda marcha e deve pressionar desde o início. Uma derrota do tricolor paulista aqui seria uma zebra gigantesca, siderúrgica.
O palpite: São Paulo 3 x 0 Juventude.


FIGUEIRENSE X PONTE PRETA
Orlando Scarpelli - domingo - 16h

O Figueirense teve uma atuação muito ruim contra o Botafogo e ganhou graças ao goleiro adversário. O time vem patinando no Brasileiro, apesar da velocidade de Soares e da disposição infinda de Schwenck (que vem sentindo uma lesão muscular e pode não jogar 100%) A Ponte vem jogando com muita raça e tem um contra-ataque perigoso puxado por Luiz Mário e Tuto.
O palpite: Figueirense 1 x 1 Ponte Preta.

FLAMENGO X CORINTHIANS
Maracanã - domingo - 16h

O jogo do desespero no Maracanã. Se o Corinthians ganhar, complica sobremaneira a matemática do rebaixamento. Se a vitória for rubro-negra, o Corinthians começa a ficar muito para trás. No Parque São Jorge, os incêndios semanais continuam sendo apagados com gasolina. A discussão entre Leão e Carlos Alberto não é exatamente o que o Timão precisava antes de um jogo tão importante. O Flamengo parece mais equilibrado, tem jogado bem em casa e aposta no talento dos Renatos e no talismã Obina.
O palpite: Flamengo 2 x 0 Corinthians.


INTERNACIONAL X FLUMINENSE
Beira-Rio - domingo - 16h

O Internacional é favoritíssimo, sim, mas o Fluminense costuma dar sorte contra times gaúchos. Nenhum dos dois times vêm jogando bem. O Inter, sem Fernandão, está no piloto automático testando vários jovens como Caio e Ramon... e só venceu o São Caetano graças a uma luz de Iarley. Já o Fluminense vai jogar no desespero em busca, ao menos, de um empate. PC Gusmão só conheceu derrotas até agora. Mas o problema é anterior: nos últimos 12 jogos, o Fluminense conquistou apenas seis pontos. Nada menos que trinta pontos perdidos. A aposta aqui é no primeiro passo da redenção tricolor.
O palpite: Internacional 0 x 1 Fluminense.

PARANÁ X GOIÁS
Vila Capanema - domingo - 16h

O Paraná ligou suas turbinas rumo a Libertadores e vai enfrentar um Goiás com 39 pontos, mais relaxado e distante da zona do rebaixamento. Na Vila Capanema, a aposta aqui é na vitória do time de Caio Júnior, que encontrou em Eltinho um belo substituto para o inconstante Edinho. O retorno de Whelitton trouxe mais consistência ao ataque goiano. Os laterais Vítor e Jadílson vem jogando muito bem, mas rendem melhor no Serra Dourada.
O palpite: Paraná 2 x 1 Goiás.

PALMEIRAS X ATLÉTICO-PR
Parque Antártica - domingo - 18h10m

Um confronto de dois times com 36 pontos. Empolgado pela vitória sobre o Flamengo, o Palmeiras enfrenta o irregular e inseguro Furacão. As duas defesas estão entre as piores do Campeonato (Atlético-PR: 41 gols contra; Palmeiras: 48 gols contra)... mas a retaguarda paranaense anda falhando grotescamente. O Palmeiras de Marcelo Vilar vai num 4-4-2 que dá muita liberdade a Paulo Baier (mas abre espaços nas suas costas). No Atlético-PR, Paulo Rink vem jogando bem desde que voltou ao Brasil. Mas o palpite aqui é verde.
O palpite: Palmeiras 4 x 1 Atlético-PR


SANTA CRUZ X VASCO
Estádio do Arruda - domingo - 18h10m

É o último suspiro do tricolor pernambucano... se empatar contra o Vasco, o Santa Cruz já começa seu planejamento para a Série B em 2007. O Vasco precisa da vitória para continuar sonhando com a Libertadores, até porque na semana passada seu principal rival, o Paraná, ganhou do Santinha justamente no Arruda. O Santa depende da criatividade de Jorge Henrique, mas tem uma dupla de ataque estática e pouco capaz. O Vasco costuma jogar bem fora de casa e poderá contar com Jean e Leandro Amaral no ataque.
O palpite: Santa Cruz 0 x 2 Vasco.
Escrito em 12/10/2006
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A Seletiva zumbi


Imagine o seguinte: o Campeonato da primeira divisão do seu bairro terminou ontem. Um time foi rebaixado. Os outros times se reúnem e resolvem ampliar o campeonato. Em vez de 12, ele passa a ter 16 times. O campeão da segunda divisão, claro, vai participar. Mas... e as outras quatro vagas? A lógica indica que devem ir para o vice, o terceiro, o quarto colocado e o quinto da Segundona, certo?

Errado se você mora no Rio de Janeiro. Abaixo do Cristo Redentor, os cartolas de futebol são artistas do vaso sanitário. A derradeira obra do finado Caixa D’Água foi esse monstrengo que desfila surdamente pelos gramados do Rio: uma seletiva para a primeira divisão. Por que não subir quem conquistou o direito no campo? A justificativa oficial é que os times da Segundona "não sabiam" que o campeonato teria 16 equipes. A verdade é outra: manter o resultado da Segundona significaria promover CFZ e Estácio, times inimigos de Caixa, à elite do futebol carioca (além de Guanabara e Macaé).

Caixa D’Água morreu, mas a seletiva não. Muito pelo contrário. Os neo-cartolas da FERJ se esmeraram para criar um circo de aberrações, um microcosmo de tudo o que há de errado no futebol brasileiro. Um breve sumário:

1 – Em vez de convocar apenas os outros times que disputaram a Segundona em 2006, a FERJ convidou uma série de outras equipes. O Goytacaz, que estava “licenciado”, ressuscitou e entrou pela janela no torneio. Ou seja, um time que não disputou nada em 2006... de repente tem chance de surgir na primeira divisão em 2007.

2 - O Campo Grande, que estava na terceira divisão, também entrou pela janela. É o chamado salto triplo. Em um ano, você pode pular da terceira para a primeira divisão. O Fluminense já fez isso no Brasileirão... logo, tudo é possível.

3 – Para dificultar a vida dos times “inimigos”, a FERJ criou a exigência de estádios acima de 10 mil pessoas – apesar do público não chegar perto disso. O CFZ foi obrigado a jogar em Itaperuna.

4 - O Estácio de Sá, do ex-zagueiro Gonçalves, só conseguiu jogar a Seletiva porque entrou na justiça para atuar no Estádio da Cidadania em Volta Redonda. Sim... porque era proibido, por alguma razão, jogar em estádios de times da primeira divisão.

5 – A Federação permitiu a entrada da Portuguesa, o único time rebaixado na primeira divisão de 2006, criando a possibilidade do milagre: um time ser rebaixado num ano e jogar o campeonato do qual foi rebaixado no ano seguinte.

6 – Uma estranhíssima divisão pôs três dos cinco melhores da Segundona num mesmo grupo da fase classificatória: Guanabara, Macaé e CFZ. Resultado: CFZ e Guanabara foram eliminados... pelo antes licenciado Goytacaz.

7 – O Bangu, time do novo presidente da Federação, Rubens Lopes, recebeu emprestado o time do Madureira, da primeira divisão. E foi escalado para jogar num grupo fraco na primeira fase.

8 – Dois times não poderiam usar o mesmo estádio. Mas o Artsul e o Duque de Caxias usaram... e não foram perturbados.

Tudo vem funcionando conforme o planejado. Estácio e CFZ foram eliminados na fase classificatória, assim como o Guanabara. A Portuguesa lidera o octagonal decisivo, seguida pelo Bangu. O único problema para os cartolas cariocas é que o promotor Rodrigo Terra entrou com uma ação na justiça alegando o óbvio: que a Seletiva agredia o Estatuto do Torcedor. O juiz Luiz de Mello Serra, da 50a Vara Cível, deu razão em parte a Rodrigo e determinou que os resultados fossem desconsiderados.

Com isso, o monstrengo se transformou num zumbi. Os jogos continuam acontecendo mas não valem. O torcedor fica na dúvida se é otário ou não – pois não sabe se aquele jogo que está vendo vale alguma coisa. É claro que os cartolas da FERJ vão tentar fazer com que a Seletiva-zumbi seja vista como um campeonato respeitável. Comentário de Alcides Antunes, diretor de futebol da Federação:

- Há sempre um promotor querendo bagunçar, querendo aparecer e bagunçar a coletiva.

O promotor Rodrigo Terra deve se preocupar. Quando alguém da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro fala de bagunça... bom, esse alguém sabe do que está falando. A cartolagem do Rio é, por definição, PHD em bagunça. Os dirigentes cariocas são autoridades planetárias no tema. A seletiva zumbi é uma vergonha. E demonstra uma triste verdade: o futebol carioca não melhorou um centímetro com o fim da Era Caixa D’Água.
Escrito em 10/10/2006
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Sete léguas tricolores


Com 30 pontos em disputa, sete pontos são sete léguas. O São Paulo está com as mãos na taça e os pés no pódio. Em breve, a futurologia aqui será para dizer em que jogo o tricolor paulista vai ser campeão. Mas em futebol... em futebol, até gandula faz gol de vez em quando. E ainda há três pontinhos no retrovisor tricolor: um branco, outro preto, branco e azul. E coladinho nesse... um pontinho colorado, meio esmaecido.

A faca e o queijo estão nas mãos de Muricy Ramalho. Vamos dar uma olhada no que a tabela ainda reserva para o tricolor paulista:

São Paulo:
Jogos em casa: Juventude, Ponte Preta, Botafogo, Atlético-PR e Cruzeiro.
Jogos fora de casa: Grêmio, Figueirense, Santos, Goiás e Paraná.

E então... iniciemos nossa atividade nostradâmica.

É difícil acreditar que o tricolor paulista vá perder pontos para Juventude e Atlético-PR. O Juventude é o pior visitante do Brasileirão: conquistou 31 de seus 38 pontos no Alfredo Jaconi. O Furacão é irregular e tem uma defesa muito deficiente. A Ponte Preta pode até ameaçar pois tem um bom contra-ataque com Tuto e Luís Mário. E vai jogar para fugir do rebaixamento. Botafogo e Cruzeiro podem ser tarefas ligeiramente mais complicadas – mas em ambos os casos o São Paulo é favorito.

Em outras palavras: o Campeonato só não acabou por causa dos jogos fora de casa. Nenhum dos cinco jogos é fácil. É perfeitamente possível que o tricolor perca alguns deles. E empate outros. Digamos que o São Paulo perca um, dois jogos. E que, no momento em que isso acontecer, Grêmio e Santos não tenham perdido ponto nenhum. Se a diferença cair para quatro, três pontos... o campeonato ressuscita. Mas é um imenso, gigantesco “SE”. Por que o contrário pode muito bem acontecer.

Na próxima rodada, o Grêmio pega o São Caetano, que joga suas esperanças contra o rebaixamento no Anacleto Campanella. O Santos pega o Botafogo, no Maracanã – que não é um jogo fácil. E o Inter recebe o desesperado Fluminense no Beira-Rio. O São Paulo? Bem, pega o Juventude no Morumbi. Ou seja, o “timing” da próxima rodada é completamente pró-São Paulo. O tricolor pode deixar a rodada com dez pontos de vantagem.

Vejamos os confrontos de Santos, Grêmio e Inter:

Santos:
Fora: Botafogo, Juventude, Internacional, Cruzeiro e Vasco
Casa: Figueirense, São Caetano, São Paulo, Paraná e Santa Cruz.

Grêmio:
Fora: São Caetano, Fluminense, Juventude, Atlético-PR e Fortaleza
Casa: São Paulo, Figueirense, Internacional, Santa Cruz e Flamengo.

Inter:
Casa: Fluminense, Juventude, Santos, Fortaleza e Goiás
Fora: Ponte Preta, Botafogo, Grêmio, Paraná e Palmeiras.


Inter, Santos e Grêmio ainda jogam entre si. Ou seja, os desafiantes ainda se entredevoram, o que tende a favorecer o São Paulo (a não ser que um deles ganhe de todos os outros). A taça parece na mão. Mas... antes de entregá-la, marquemos duas decisões no calendário: no dia 22, no Olímpico, Grêmio x São Paulo. E no dia 5 de novembro, Santos x São Paulo.


O passe da rodada
Ilsinho para Leandro (no segundo gol do São Paulo) – Um lance de rara precisão e inteligência. O lateral atraiu três zagueiros do Fluminense e, percebendo o deslocamento de Leandro, tocou na diagonal, matando a linha de impedimento do tricolor carioca e deixando o atacante na cara do goleiro Fernando Henrique. Ilsinho dribla bem e tem excelente visão de jogo. Tem potencial pra ir longe.

O golaço da rodada
Iarley (INT) – O cruzamento de Rentería foi até bom. E Iarley, de calcanhar, arrumou um jeito de fazer a bola entrar no gol do São Caetano. Um gol de categoria, o segundo golaço de Iarley no Brasileirão (o outro foi de bicicleta contra o Vasco).

O penoso da rodada
Lopes (BOT) – Durante 90 minutos, o Figueirense só acertou uma bola no gol de Lopes (apesar de ter mandado duas na trave). A bola que foi no gol foi uma cabeçada fraquinha do zagueiro Vinícius aos 45 minutos do segundo tempo. O pesado goleirão do Botafogo soltou a dita cuja nos pés de Diego, que cruzou para a cabeçada decisiva de Schwenck.

A frase da rodada
“Preferia ter sido goleado do que ter perdido assim” – Cuca ,técnico do Botafogo, esbanjando sinceridade.

Melhor jogador ofensivo da rodada
Edmundo (PAL) – um gol de extrema categoria... e a assistência para Paulo Baier no terceiro gol, depois de uma jogada sensacional, em que driblou três jogadores do Flamengo. O Palmeiras com Edmundo parece ter outra alma. Menção honrosa para Whelitton (GOI), que sofreu um pênalti, fez um gol e deu passe para outro na vitória sobre o Corinthians.

Pior jogador ofensivo da rodada
Nenê (SCR) – Impressionantemente nulo na derrota do Santinha para o Paraná no Mundão do Arruda.

Melhor jogador defensivo da rodada

Marcinho Guerreiro (PAL) – Cumpriu com perfeição sua função tática, perseguindo e perturbando incansavelmente Sávio, sendo pouquíssimas vezes driblado. Brigou pela bola, fechou como terceiro zagueiro e foi o esteio da defesa do Palmeiras na boa vitória sobre o Flamengo no Parque Antártica.

Pior jogador defensivo da rodada
César (ATL-PR) – O zagueiro entrou no lugar de João Leonardo e conseguiu perder todas as jogadas. Uma coisa horrorosa. Foi driblado, errou todas as coberturas, chegou atrasado e, como prêmio, acabou expulso.

Cinco tiros indiretos


1 – Santa Cruz, São Caetano e Fortaleza já encomendaram os ternos de velório. O Santinha, com a derrota de ontem, deve perder até a fé no milagre. O São Caetano jogou bem no Beira-Rio... mas perdeu pela sexta vez consecutiva. A não ser que um dos três acima citados apresente uma meteórica e milagrosa recuperação, só falta uma vaga no cadafalso. Vaga hoje ocupada pelo Corinthians. Mas, na verdade, o cutelo ameaça até o Goiás, nono colocado, com seus 39 pontos.

2 - O Botafogo, muito desfalcado, até dominou o Figueirense (que jogou muito mal). Mas pagou pela fraqueza de seu goleiro.

2.b - O Fluminense tem três jogos contra gaúchos para decidir se despenca ladeira abaixo: enfrenta o Inter no Beira-Rio, o Juventude no Alfredo Jaconi e o Grêmio no Maracanã.

2.c - O Atlético-PR fez um segundo tempo bisonho contra o Cruzeiro na Arena da Baixada. O time mineiro tinha um jogador a menos (Martinez foi expulso) e não só empatou como cansou de perder chances de vencer.

2.d - Enquanto isso, o Paraná ligou as turbinas. Com a vitória sobre o Santa Cruz, o time de Caio Junior abriu cinco pontos sobre o Vasco, seu rival mais próximo na briga pela quarta vaga na Libertadores.


3 – A situação do Corinthians pode se agravar nas três próximas rodadas. São três partidas difíceis – Flamengo (fora), Cruzeiro (em casa) e Palmeiras. Depois disso, o Timão tem um teórico respiro – enfrenta Santa Cruz e Fortaleza. O Palmeiras, que respirou enfaticamente ontem, pega o Atlético-PR e o Vasco antes de encarar o Timão. Aliás, que diferença faz o Palmeiras com Edmundo...


4 – Um lance pode fazer toda a diferença. Se o chute de Hugo, que passou raspando, entrasse ainda no início do jogo... o Grêmio poderia jogar como gosta na Vila Belmiro – ou seja, no contra-ataque. Mas o Santos mereceu a vitória mesmo jogando sem Zé Roberto, que é a referência do time. Claro que o Grêmio também não teve Lucas (na seleção) e Léo Lima (contundido).

5 – O Vasco venceu o cambaleante Fortaleza em São Januário. Mas... antes de fazer o primeiro gol, viu o Tricolor de Aço perder dois gols praticamente feitos. Num deles, Mazinho Lima chutou por cima sem goleiro. Renato Gaúcho agradece.


Seleção da rodada:
Harley (GOI), Ilsinho (SPO), Fabão (SPO), Régis (PON) e Eltinho (PAR); Marcinho Guerreiro(PAL), Pierre (PAR), Cléber Santana (SAN) e Wágner (CRU); Edmundo (PAL) e Whelliton (GOI).

Selebaba da rodada:
Lopes (BOT), Reginaldo Araújo (SCR), Danilo (ATL-PR), César (ATL-PR) e Wellington (JUV); Martinez (CRU), Augusto Recife (SCR), Walker (JUV) e Mazinho Lima (FOR); Rafael Moura (COR) e Nenê (SCR).
Escrito em 09/10/2006
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