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Perfil

Gustavo Poli

Jornalista, 34 anos

Carioca, jornalista há 13 anos, trabalhou nos jornais O Globo e Lance! e está desde 1998 na TV Globo. Cobriu as Copas de 98 e 2002 e é co-autor do bem-humorado "Manual do mané" (Editora Planeta, 2003) e do "Almanaque do futebol" (Casa da Palavra, 2006).

E-mail: gustavo.poli@globo.com
Duas cenas cariocas


Maracanã, 27 de setembro. Um torcedor do Fluminense chega atrasado ao jogo e corre na direção da bilheteria para comprar seu ingresso. Pouco antes de chegar ao destino, ouve um "psiu". Olha para o lado... e vê três PMs.

- Quer ingresso? Pega aqui com a gente. Quinze reais.
- Mas eu pago meia. Faz por dez?
- Faço.

O jogo teve três mil pagantes. Não parece provável que nosso atrasado tricolor tenha entrado no borderô.

***


Mais tarde, durante o mesmo jogo, os PMs entram em confronto com a pequena torcida do Gymnasia La Plata. O policiamento desce a mamona nos argentinos. Do outro lado da arquibancada, um torcedor do Fluminense está perto de dois PMs, e ouve:

- Olha lá, rapaz... pô, como eu queria estar lá rapaz...

Vontade de trabalhar é isso.

Escrito em 30/09/2006
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2010 e 2014


Até as paredes da moderna sede da CBF, na Barra da Tijuca, sabem que o Brasil não tem a menor condição de sediar uma Copa do Mundo atualmente. Não tem estádios, não tem infra-estrutura, não tem segurança. O veredicto sobre o endereço da Copa sai em 2008... e, em seis anos, em tese, você pode construir 12 arenas moderníssimas. Em seis anos, muita coisa é possível. Mas antes de 2014 há... 2010.

E 2010 começa a se transformar num ponto de interrogação. Se o Brasil não tem condições, alguém acredita que a situação é muito melhor na África do Sul (bandeira ao lado)? Os sul-africanos estão atolados em problemas. Falta segurança, falta estrutura, falta organização, sobra briga política. Na semana passada, Franz Beckenbauer - presidente do ComitÊ que organizou a Copa de 2006 - acendeu a luz amarela: disse com todas as letras que a situação sul-africana é preocupante e que existem "planos de contigência", ou seja, sedes alternativas (só excluiu a Alemanha). Os sul-africanos estão correndo contra o relógio e há quem diga que, em breve, a Fifa vai ter que gritar.

Mas.... a quem interessa o alarme de Beckenbauer?

Se a África do Sul não puder sediar 2010, há três países que poderiam surgir como remédios de última hora: EUA, China e Austrália. Os três teriam dinheiro e capacidade para organizar uma Copa às pressas. Os três fariam a alegria do mercado - especialmente os dois primeiros.
(Correndo por fora... será que o Brasil não se arriscaria, se o Pan de 2007 for um sucesso? Ou que Marrocos não retomaria o sonho partido em 2004?)

Se a África do Sul for em frente, porém, o xadrez político da Fifa se aquieta até... 2008. Por ora, o Brasil é candidato único para a Copa de 2014. Não há concorrente declarado e a Fifa já declarou que, por rodízio, a Copa deve acontecer nas América do Sul. Mas, como todos sabemos, a Fifa é volátil. E não há nenhum momento em que os apetites se abram mais do que na hora de escolher o local do maior evento esportivo do planeta. Quem decide para onde vai a Copa é o Comitê Executivo da Fifa, composto hoje pelos seguintes senhores:

Joseph Blatter (Suíça)
Julio Grondona (Argentina)
David Will (Escócia)
Lennart Johansson (Suécia)
Issa Hayatou (Camarões0
Chung Mong Joon (Coréia do Sul)
Jack Warner (Trinidad y Tobago)
Angel Maria Villar (Espanha)
Michel Hooghe (Bélgica)
Isaac Sasso Sasso (Costa Rica)
Ricardo Teixeira (Brasil)
Mohamed Bin Hammam (Qatar)
Senes Erzik (Turquia)
Chuck Blazer (EUA)
Nicolas Leoz (Paraguai)
Amadou Diakite (Mali)
Viacheslav Koloskov (Rússia)
Gehrard Mayer-Vorfelder (Alemanha)
Michel Platini (França)
Ahongalu Fusimalohi (Tonga)
Ogura Junji (Japão)
Chiboub Slim (Tunísia)
Adamu Amos (Nigéria)


Voltamos a falar deles... em breve.
Escrito em 28/09/2006
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Notícias do propinoduto


Uma reportagem do jornal inglês The Guardian, publicada ontem, começou a levantar o mais temido véu do mundo futebolístico – o véu da falência da ISL-ISMM. O repórter David Owen obteve informações de que os juízes suiços que investigam a massa falida descobriram dois pagamentos – num total de 211.625 francos suíços (coisa de R$ 370 mil) – direcionados ao presidente da Conmebol, o paraguaio Nicolas Léoz. A assessoria da Conmebol foi contactada e negou tudo. Leia a reportagem aqui.

Mais do que prontamente, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, deu uma entrevista hoje ao próprio Guardian. Como de hábito, em vez de abordar a acusação de corrupção, Blatter tirou um factóide da cartola. Disse que estava estudando o fim dos pênaltis em Copas do Mundo.

A ISL/ISMM faliu em 2001 e abriu a rara possibilidade de exposição do submundo das negociações esportivas. Para gerenciar a massa falida foi nomeado um liquidante: o advogado suíço Thomas Bauer. Rapidamente, Bauer descobriu uma série de injustificáveis pagamentos da ISL/ISMM para dirigentes de futebol. Em dezembro de 2003, o repórter inglês Andrew Jennings revelou no Daily Mail que o liquidante enviou cartas a 20 cartolas que tinham recebido esses pagamentos dizendo olimpicamente o seguinte: se vocês não devolverem o dinheiro, serei obrigado a processá-los.

A identidade dos cartolas beneficiados com esse dinheiro nunca veio à tona porque Bauer só tinha um interesse: receber o dinheiro de volta. Em fevereiro de 2004, Jean-Marie Weber, ex-presidente da ISL, fez um acordo com Bauer... e subitamente 2,5 milhões de francos suíços apareceram, cobrindo os “pagamentos injustificáveis”. Mas como esse acordo foi feito?

Em 2005, o jornalista suíço Jean François Tanda publicou no Sonntagzeitung que quem fez o acordo Bauer-Weber foi o advogado Peter Nobel, que durante muito tempo foi advogado pessoal de... Joseph Blatter! Mais do que isso, Weber não teria pago todo o dinheiro. A maior parte dele viria de “outros interessados” que deveriam permanecer em sigilo.

O problema terminaria aí se não houvesse uma investigação criminal, a cargo do juiz investigador Thomas Hildbrand. Investigação que continuou, apesar da Fifa pedir seu encerramento em 2004. Em 2005, depois de quatro anos mergulhado em documentos, Hildbrand abriu processos contra seis ex-diretores da ISL/ISMM por fraude e falsificação, entre eles Jean-Marie Weber. Eles são acusados também de desvio de dinheiro e podem pegar 10 anos na cadeia... se não colaborarem. Ao que parece, a possibilidade de ver o sol quadrado começou a abrir alguns bicos. O documento publicado ontem pelo Guardian traz uma candura de depoimento dado pelo ex-executivo Christian Malms. Acompanhemos:

“O pagamento de induções a figuras de destaque no esporte para promover política esportiva e objetivos financeiros tem origem nos anos 70 (...) Fui confrontado com o fato de que a ISL fez uso dessas práticas desde sua fundação. Apesar de minhas sugestões para que isso terminasse, Jean-Marie Weber deixou claro que essa prática é que havia trazido compromissos ainda de pé”

O documento ainda traz frases do próprio Jean-Marie Weber, nas quais ele diz que as comissões ou taxas eram pagas em paralelo à compra ou venda de direitos esportivos. Weber diz que esses pagamentos eram necessários... eram a atitude padrão no mercado. O documento legal acrescenta com alguma ironia: em linguagem normal esses pagamentos tem nome: suborno.

O vazamento do documento com o nome de Léoz deve acender a luz vermelha em várias partes do mundo. O paraguaio vitalício da Conmebol teria recebido o dinheiro da ISL através de uma fundação nas Ilhas Virgens Britâncias (BVI)... num pagamento feito pela Nunca, a fundação secreta mantida pela ISL em Liechtenstein. Dois paraísos fiscais que reavivam a memória tupiniquim... BVI... Liechtenstein... A CPI do Futebol, em 2001, descobriu que alguns cartolas brasileiros mantiveram negócios com empresas das duas simpáticas localidades. Mas isso, claro, é coincidência.
Escrito em 27/09/2006
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Entre zebras e carruagens


Quanto vale uma previsão futebolística, um entendido, um analista profundamente capaz? Quanto vale uma profecia pré-campeonato? Ganha um dossiê eleitoral usado, um Valdebran de segunda mão, quem tiver previsto a goleada do Goiás sobre o Grêmio, ontem, no Serra Dourada. Afinal, era o confronto entre a sensação tricolor do Sul, o Grêmio do futebol solidário e eficaz, contra o cambaleante Goiás, que tinha cedido um empate para o Atlético-PR nos últimos minutos. Eis que, às oito e dez de domingo, a meia-noite chegou para a cinderela gremista. A carruagem gaúcha se transformou em abóbora graúda.


O Campeonato Brasileiro é como as brigas de João Saldanha: não tem regra. Ou melhor: sua única regra é a ausência de regras. Tudo é volátil no Brasileirão, toda zebra é um travesti. A listrada de ontem é o alazão de amanhã. Você dorme patinho feio e acorda cisne. Dorme cisne e acorda sarnento, pulguento, sofrido. Pouca gente apostaria que o Goiás, na zona do rebaixamento, seria capaz de surrar o Grêmio como surrou. Mas... alguém se lembra do início do Campeonato? O time goiano vinha de excelente campanha em 2005 e tinha prognósticos muito melhores do que o próprio Grêmio.

Todo santo analista (este incluído) acreditava que Mano Menezes & seus blue caps iam brigar para não cair. E aí está o Grêmio, em que pese a injeção goiana de humildade na veia de ontem, sonhando até com o título. Quem diria que o Palmeiras, depois de demitir o técnico que ressuscitou um time que tinha apenas quatro pontos em dez rodadas, venceria o líder São Paulo? E venceria com autoridade, apesar de um ou outro senão da arbitragem.

Não há araponga ou vidente capaz de auscultar o que esse Brasileirão guarda no peito. Ontem, foi o dia da aproximação. Os dois líderes perderam. O Inter empatou. O Santos agradeceu atropelando o Flamengo e voltando a sonhar com o título. Vale a pena dar uma olhada no caminho dos quatro postulantes ao título:

O caminho do São Paulo:
Atlético-PR (F)
Vasco (C)
Fluminense (F)
Juventude (C)
Grêmio (F)
Figueirense (F)
Ponte Preta (C)
Santos (F)
Botafogo (C)
Goiás (F)
Atlético-PR (F)
Cruzeiro (C)
Paraná (F)

O caminho do Grêmio:
Palmeiras (C)
Santos (F)
São Caetano (F)
São Paulo (C)
Fluminense (F)
Figueirense (C)
Inter (C)
Juventude (F)
Atlético-PR (F)
Santa Cruz (C)
Flamengo (C)
Fortaleza (F)

O caminho do Santos:
Corinthians (F)
Grêmio (C)
Botafogo (F
Figueirense (C)
São Caetano (C)
Juventude (F
São Paulo (C)
Inter (F)
Paraná (C)
Cruzeiro (F)
Santa Cruz (C)
Vasco (F)

O caminho do Inter:
Paraná (C)
Cruzeiro (F)
São Caetano (C)
Fluminense (C)
Ponte Preta (F)
Juventude (C)
Botafogo (F)
Grêmio (F)
Santos (C)
Fortaleza (C)
Paraná (F)
Palmeiras (F)
Goiás (C)

Mesmo com a inconsistência recente, o São Paulo tem gordura para gastar. Se ganhar do Atlético-PR na Arena da Baixada – no jogo adiado – terá uma mão a centímetros da taça. Com duas ressalvas:

1 - Ainda vai enfrentar Santos e Grêmio fora de casa.

2 - No campeonato do equilíbrio, o número de bolas de cristal quebradas não é previsível.

O grande bolo

A grande massa intermediária segue robusta – por mais que o Paraná insinue uma fuga. E do Vasco em diante, ninguém está a salvo. Os matemáticos acreditam que 48 pontos garantam a permanência na primeira divisão. Dez pontos separam o Paraná, último da fila da Libertadores, da Ponte Preta, pole position do rebaixamento. Com 40 pontos, podemos excluir o tricolor paranaense da zona de perigo. Mas nada menos que 14 brigam hoje, sem saber se sonham com a América ou com os jogos nas noites de terça e sexta-feira.

Três desses times, claro, estão no CTI: São Caetano, Fortaleza e Santa Cruz. Os times nordestinos apresentaram súbita melhora. Mas terão fôlego o tricolor de aço e o tricolor pernambucano para chegar aos 48 pontos? Para o Santinha são necessários 24 pontos em 12 jogos (oito vitórias... ou sete vitórias e três empates... ou seis vitórias e seis empates)... uma tarefa inglória e árdua.

O golaço da rodada
Souza recebeu, driblou um zagueiro, o goleiro, outro zagueiro... e fez o gol que sacramentou a goleada do Goiás sobre o vice-líder Grêmio.

O passe da rodada
O toque de Jonas de calcanhar que deixou Wellington Paulista abriu caminho para a vitória do Santos na Vila Belmiro e desarticulou o esquema defensivo do Flamengo.

O bate-pronto da rodada
O repórter pergunta para o técnico Renato Gaúcho na entrevista coletiva:
- Renato, para chegar na Libertadores você precisa de um algo mais. O que é esse algo mais que você pode trazer para o Vasco nesse momento?
Renato responde de primeira:
- Inteligência. Que eu tenho de sobra.
Modéstia, modéstia.

Os pênaltis não marcados da rodada
Nosso caríssimo Djalma Beltrani pouco viu em Campinas. Não viu Élson derrubar Luís Mário na área. E não viu o mesmo Élson sendo derrubado por Nei. Em suma, não deu um pênalti pra cada lado.

A defesa da rodada
Foi um lance incrível, um escanteio em que a bola sobrou para a bicicleta de Magrão na pequena área. Mas Clemer voou e conseguiu espalmar o chute, fortíssimo e à queima-roupa, para o travessão. Na sobra, Ediglê dividiu – de bicicleta – com a cabeça de Rafael Moura... e a bola não entrou.

O gol perdido da rodada
Aos 44 minutos do primeiro tempo, Josué driblou dois jogadores do Palmeiras e entregou um gol feito nos pés de Leandro. Leandro poderia driblar Diego Cavalieri. Poderia tocar para Josué. E poderia chutar para dentro do gol. Mas fez o mais difícil – chutou para fora, perdendo uma chance inacreditável. Menção honrosa para Reinaldo, do Botafogo, que conseguiu chutar para fora da pequena área depois de um escanteio.

A furada da rodada
Seis minutos do segundo tempo no Beira-Rio. A bola sobra para Marinho, zagueirão do Corinthians. Ele domina, prepara o chutão, mira... e erra. Erra feio. Erra bisonhamente. A pobre esfera resvala em sua canela, e ali permanece... maltratada... até ser finalmente chutada.

A zebra da rodada
Ganha um Gedimar usado quem disser que apostou na vitória do Fortaleza sobre o Fluminense no sábado no Maracanã. Foi 3 a 1... e poderia ter sido mais.

O penoso da rodada
Foi aquele galináceo clássico, em que as penas ficam... e a bola vai... no caso, foi para dentro do gol do Corinthians... no gol de empate do Inter no Beira-Rio.

A frase da rodada
“A equipe iria perder porque não é a melhor equipe do futebol brasileiro e não vai ganhar de todo mundo. Só não precisava perder de 4 a 0” – Mano Menezes, técnico do Grêmio

A frase da rodada 2.0
“O time aprendeu a lição do jogo contra o Atlético-PR. Futebol é 90 minutos. Não adianta jogar 45 minutos e depois afrouxar. Num campeonato parelho como esse, qualquer vacilo é fatal” – Geninho, técnico do Goiás.

A frase da rodada 3.0
“Você é medroso, está com medo de dar o cartão – Abel Braga, para o árbitro Wagner Tardelli.

A frase da rodada 4.0.
“Fora!” – Wagner Tardelli, respondendo e expulsando Abel.

A reclamação de arbitragem original da rodada
“É toda vez o Abade... aí a gente vai conversar com ele... e ele só balança a cabeça” – Souza, apoiador do São Paulo, comentando a arbitragem de Cléber Abade no clássico paulista.


Cinco tiros indiretos:

1 – O Botafogo jogou bem melhor que o Vasco durante quase todo o clássico no Maracanã. Jogou bem e finalizou mal. Lima e Reinaldo perderam chances claras. Cuca neutralizou o esquema de contra-ataque do Vasco com uma marcação precisa. E não deu chance ao azar: ordenou que Rafael Marques e Felipe Saad, que compõem sua limitadíssima zaga reserva, abusassem dos chutões. Orientação parecida seguem os zagueiros do Vasco – Fábio Brás e Carlão. Não sem motivo.

2 – Cleber Wellington Abade foi decisivo no clássico paulista. Um pênalti claro sobre Júnior não foi marcado. E Marcinho fez um senhor teatro no pênalti marcado – embora Ilsinho tenha sido imprudente ao esticar as duas pernas na frente do jogador do Palmeiras.

3 – O Paraná engatou duas vitórias seguidas, esquecendo de vez a conversa sobre declínio e rebaixamento e se posicionando como real candidato para uma vaga na Libertadores. A vitória deve ser creditada, e muito, à excelente atuação do goleiro Flávio, que foi o melhor jogador em campo. Palmas também para o técnico Caio Junior, que não entrou em pânico com a má fase do time... barrou Maicossuel (destaque do time no primeiro turno) e encontrou em Gérson um novo meia de ligação (embora, ontem, Gérson tenha sido substituído ainda cedo no segundo tempo).

4 – Corinthians e Inter fizeram um jogo brigado, repleto de alternativas. O Corinthians foi melhor no primeiro tempo e deveria ter vencido não fosse a falha do goleiro Marcelo. No segundo tempo, o Inter teve as melhores chances. O empate acabou sendo justo. Clemer fez uma espetacular defesa, uma grande lambança... e deveria ter sido expulso quando derrubou Amoroso fora da área na primeira etapa. Interessante é tentar entender o que é situação clara de gol... se o goleiro derruba o atacante ao lado da área, não é situação clara de gol? Só se for na frente da área? Amoroso iria entrar na área sem goleiro... mesmo que um zagueiro fizesse a cobertura... isso não era uma situação clara de gol?

5 – A Ponte Preta não merecia perder para o Cruzeiro no Moisés Lucarelli. Jogou melhor no primeiro tempo e perdeu as melhores chances. Foi uma derrota trágica para a Macaca, que passará dez dias na zona de rebaixamento antes de enfrentar o Paraná na Vila Capanema.

Seleção da rodada (4-4-2)
Flávio (PAR), Vítor (GOI), Luís Alberto (SAN), Emerson (PAR) e Jadílson (GOI); Diguinho (BOT), Christian (APR), Carlos Alberto (COR) e Fernandão (INT); Souza (GOI) e Lúcio (FOR).

Selebaba da rodada (4-5-1)
Marcelo (COR), Leonardo Moura (FLA), Henrique (FLU), William (GRE) e Juan (FLA); Fernando (FLU), Toró (FLA), Rogério (FLU), Léo Lima (GRE) e Caio (INT); Obina (FLA).
Escrito em 25/09/2006
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