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Perfil

Gustavo Poli

Jornalista, 34 anos

Carioca, jornalista há 13 anos, trabalhou nos jornais O Globo e Lance! e está desde 1998 na TV Globo. Cobriu as Copas de 98 e 2002 e é co-autor do bem-humorado "Manual do mané" (Editora Planeta, 2003) e do "Almanaque do futebol" (Casa da Palavra, 2006).

E-mail: gustavo.poli@globo.com
A ilusão coletiva


Há uma semana houve uma ilusão coletiva. A visão de um Rogério Ceni sorridente, erguendo a taça do Brasileirão 2006, assaltou a mente de todos os comentaristas, especialistas e entendidos (vosso astuto servo incluído). Parecia evidente demais que o São Paulo estava acima dos outros. Tinha o melhor time, o melhor elenco, o melhor cobrador de faltas do Brasil... e o apetite aberto pela Libertadores perdida. O primeiro título brasileiro do SPFC desde 1991 pareceu uma verdade cristalina e universal. Antecipá-lo não pareceu um pecado, mas uma dever de ofício. Mas uma semana... uma semana é uma eternidade futebolística.

Bastou uma semana para que a carruagem tricolor engasgasse. O time com jeitão de máquina, que tinha reagido contra o Cruzeiro no Mineirão e depois derrotara o Paraná num jogo dificílimo no Morumbi, empacou. Não chegou a virar abóbora, mas deixou duas vitórias escaparem... em dois jogos relativamente fáceis. Contra o Flamengo, foi um time leniente, que dominou sem ser efetivo. Contra o Fortaleza, esbarrou na trave e no goleiro Albérico. Duas vitórias que um time soberano não deixa escapar. Se tivesse vencido ambas as partidas, a vantagem sobre o vice-líder Santos não seria de quatro pontos, mas de oito. As faixas nacionais já podiam entrar na fase da encomenda.

É cedo. O Santos pode ter perdido para o renovado Atlético-PR de Vadão, mas venceu o próprio São Paulo fora de campo, ao ganhar o leilão por Zé Roberto – um leilão que pode fazer diferença. Zé Roberto vai melhorar e muito o anêmico setor de criação santista. Por mais que se tenha jogado como volante na Seleção Brasileira, Zé atuou mais adiantado nas últimas temporadas pelo Bayern de Munique – e atuou muito bem. Ele pode representar o salto de qualidade necessário para que o time de Wanderley Luxemburgo volte a sonhar alto.

O empate entre São Paulo e Fortaleza foi uma listradíssima zebra, claro. Mas mostrou que a diferença entre os times no Brasileirão pode ser abissal, mas nunca é intransponível. Quem imaginaria que o Botafogo, que militou e milita em todas as listas de rebaixáveis, iria atropelar o organizado Paraná no Maracanã? E atropelar com autoridade: Cuca conseguiu acertar um esquema que anulou Maicossuel e o contra-ataque do tricolor paranaense. O Botafogo dominou amplamente a partida e ainda perdeu gols.

O Paraná começa a se preocupar com a síndrome do segundo turno. Será que o time vai bater no muro? Outra barba tricolor de molho é carioca e instalada nas Laranjeiras. Nas últimas dez rodadas, o Fluminense fez apenas sete pontos – uma vitória, quatro empates e cinco derrotas. Apenas cinco pontos separam o tricolor carioca, da zona da Libertadores. Mas apenas cinco pontos o separam, também, da Ponte Pr eta, a primeira da lista do cadafalso. A dezessete rodadas do final, uma névoa espessa invade as bolas de cristal dos profetas futebolísticos.

É cedo para decretar a falência do São Paulo. O tricolor ainda tem o melhor time e segue parecendo mais carruagem do que abóbora. Mas há de perceber que não vai ganhar o Brasileirão se continuar jogando no piloto automático. Pode ter sido uma semana atípica. Rogério Ceni ainda pode terminar o campeonato no pódio do Morumbi. Mas apetite é fundamental.



O passe da rodada
O Fluminense perdeu... mas a bola que Lenny enfiou para o gol de Juliano foi de impressionante precisão. Um passe milimétrico no chamado ponto futuro...


O outro passe da rodada

Foi o de Roger que deixou Rubens Junior em posição perfeita para servir Rafael Moura no gol do Corinthians. Roger, quando quer, joga como poucos.

O sarrafo da rodada
No meio do segundo tempo, Peralta errou a bola e acertou a barriga de Wellington com um pontapé. Recebeu apenas cartão amarelo (ver abaixo “pior juiz da rodada”).

O presepeiro da rodada
O nobre e veteraníssimo Navarro Montoya tantas fez que conseguiu entregar um gol para o Santos. Não foi a única bobagem do colombiano-argentino no jogo... mas, para sorte do Furacão, foi uma bobagem tardia a que acabou no gol de Tiuí.

O penoso da rodada
Nosso Fábio, goleiro da seleção... não pode tomar um frango com tantas penas como esse contra o Grêmio... um frango sobretudo decisivo... o Cruzeiro tinha acabado de empatar...

O quase gol da rodada

A falta cobrada por Renato, no primeiro tempo, contra o Juventude - que beijou a trave e acordou a coruja. Foi uma falta cobrada com absoluta maestria... que deixou ao goleiro André a opção da oração. Que, pelo visto, fez efeito.

Golaço da rodada
Empate técnico entre dois gols do Botafogo... o primeiro em que Diguinho passou no meio de dois zagueiros e rolou para Lima... e o terceiro... em que Reinaldo driblou dois adversários... e tocou na saída de Flávio. Menção honrosa para o chute de primeira de Nonato no segundo gol do Goiás.

A defesa da rodada
Albérico até saiu um instante antes... mas voou no canto certo e fez Rogério Ceni botar as mãos no rosto. Pegar pênalti cobrado pelo goleiro-artilheiro, com força, aos 48 minutos do segundo tempo na casa do líder do Campeonato... não é pra qualquer noite.

A bronca da rodada
Vinte e sete minutos do primeiro tempo em Recife... Rubens Cardoso demora um instante a cobrar uma falta na lateral, pertinho da área técnica... onde está seu, digamos, tenso treinador. Abelão não hesita, berra na orelha de seu lateral: “Cobra logo, p%$#@!”. Rubens Cardoso toma um susto... dá um pulo... cobra e sai correndo.

A outra bronca da rodada
O Pierluigi Colina da floresta, Washington Alves de Souza, marcou de longe o pênalti de Jorge Mutt sobre Mineiro. Foi pênalti. Washington foi cercado e ouviu um alfabeto de impropérios dos jogadores do Fortaleza. Finazzi, por exemplo,

Uma frase verdadeira da rodada
“Olha lá, contra o Flamengo... ele deixou rolar e foi gol” – comentário que veio do banco do Corinthians sobre Carlos Eugênio Simon... num lance no segundo tempo... Carlos Alberto havia sido derrubado e Simon deu cartão amarelo... e por isso mandou voltar a cobrança rápida que estava gerando um lance perigosíssimo para o Timão. Será que está certo Simon parar o jogo para anotar o cartão?

O teatro da rodada
Nada justifica, porém, como diz o mais que competente locutor e amigo Milton Leite, o exagero na área técnica. É um tal de ameaça daqui, grita dali, implica de cá... Leão é o rei da chatice nesse quesito. Sempre implica com alguém – seja o bandeirinha, o juiz, o quarto árbitro ou até o outro técnico. Os treinadores até podem pressionar, mas estão passando do limite.

A linha burra da rodada
A linha de impedimento do Paraná sofreu com as dimensões do Maracanã... o Botafogo fez quatro e poderia ter feito mais.

O pior juiz da rodada
Clever do Assunção Gonçalves manteve sua rotina performática... é um ator-corredor munido de apito e desprovido de cartões. O chute na barriga que Peralta deu em Wellington pedia um cartão vermelho tão evidente que Clever, se fosse inteligente, deveria pedir para entrar na geladeira, se possível no congelador, e só sair de lá quando aprender que agressão é sinônimo de expulsão. A quantidade de sarrafo em Flamengo x Juventude foi imensa. E o único cartão do jogo foi o inacreditável amarelo de Peralta...

Seleção da rodada:
Albérico, Vítor, Antonio Carlos, Marinho e Michel; Marcelo Mattos, Diguinho, Roger e Adriano; Lima e Nonato.
Escrito em 01/09/2006
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Carrinhos e critérios

No último domingo, quando Leonardo Gaciba estendeu braço e cartão vermelho para expulsar Lúcio na partida entre Fortaleza e Botafogo, no Castelão, um espetáculo começou na margem do campo. O técnico do time cearense, Hélio dos Anjos, esperneou em todas as direções, reclamando, gritando, bufando, pressionando. Hélio sabia que a expulsão tinha sido justa e decisiva. Mas sabia também o que estava fazendo.

A arbitragem brasileira sofre de critério-oscilite. Para um apitador, qualquer toquinho é falta. Para outro, carrinho vale se for abaixo da cintura. Para um terceiro, segurar na área só é pênalti se for abraço-urso. A regra não é tão clara como diz nosso caríssimo Arnaldo César Coelho. Ela requer interpretação. E aí mora o problema. Cada intérprete tem seu tom de voz – ou de apito.

Carrinhos iguais ao de Lúcio se multiplicaram neste Brasileirão... e raramente foram punidos com cartão vermelho. Alguns foram – como o de Ruy, do Botafogo, na primeira rodada contra o próprio Fortaleza. Mas a grande maioria... valeu no máximo cartão amarelo. No último domingo mesmo, Iarley quase extraiu a perna de Wagner Diniz no jogo entre Inter e Vasco no Beira-Rio... e nem amarelo recebeu do juiz Luis Sardinha Bites. Então é compreensível a reação de Hélio dos Anjos. O técnico do Fortaleza sabe que o grito de hoje pode trazer o benefício da dúvida amanhã..

O Botafogo foi grotescamente prejudicado contra Palmeiras e Goiás. E um pouco contra o Corinthians. Gritou, esperneou, gemeu, pressionou. E, nos dois jogos seguintes, teve arbitragens mais sensíveis. Héber Roberto Lopes exagerou na expulsão de Élson, do Cruzeiro, no Maracanã. Gaciba teve uma arbitragem perfeita no Castelão – mas sem a pressão de Bebeto de Freitas talvez o carrinho de Lúcio valesse apenas um cartão amarelo.

- Não sou contra pressão. O Botafogo agiu certo – disse Hélio dos Anjos.

Há muito que técnicos e dirigentes aprenderam a usar o débito do presente para cobrar contas futuras. Repare o leitor que Wanderley Luxemburgo e Leão raramente passam uma derrota sem se queixar da arbitragem. Eles conhecem o jogo – sabem exatamente que botões estão apertando. Quando Luxemburgo reclamou da arbitragem correta de Giuliano Bozzano na Vila Belmiro (Santos 0 x 2 Vasco) já estava mirando na partida seguinte.

A pressão funciona porque os juízes apitam algo temerosos. Todos os jogos do Campeonato Brasileiro são transmitidos pela TV. Os árbitros sabem que sofrem concorrência desleal das inúmeras câmeras e replays. Sabem que vão errar. E são humanos – sabem que o erro contra um time já prejudicado anteriormente... significa pressão redobrada e um possível estágio na geladeira.

Em julho, a International Board recomendou aos juízes paciência zero com a cera em bolas paradas. Traduzindo: o esperto que atrasar a cobrança rápida do adversário recebe um amarelo automático. Não cabe interpretação. Pegou na bola ou ficou na frente dela – é cartão. Na Copa do Mundo, a regra foi cumprida a ferro e fogo. Quem não se lembra que no confronto semi-canibal entre Portugal e Holanda, Deco foi expulso por segurar a bola (ironicamente tinha dado um carrinho assassino pouco antes e recebido apenas o amarelo)?

É uma regra ótima, que reduz o anti-jogo e aumenta o tempo de bola rolando. E uma mudança sutil – que de certa forma lembra a proibição do recuo para o goleiro no início dos anos 90. A pergunta aqui é por que essa determinação da Board vem sendo olimpicamente ignorada no Brasil? Por que o presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, Édson Rezende, nada diz a respeito?

O único a falar sobre é o comentarista José Roberto Wright... mas sua grita parece cair em ouvidos surdos. Édson Rezende pode até discordar da determinação, claro. Mas não pode deixar de cumpri-la. Como ela reduz a margem de manobra dos já pressionados árbitros, esquecê-la é conveniente. Ironia ou não, quando o negócio é não cumprir a regra, o critério tem sido uniforme: todo santo árbitro tem deixado pra lá esse papo antipático de punir a cera.
Escrito em 29/08/2006
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O cemitério dos babalorixás


Que comentarista-profeta poderia prever, antes do Campeonato, que Vasco e Grêmio estariam, no início do segundo turno, brigando por vagas na Libertadores? Que Goiás e Corinthians estariam na zona do rebaixamento? Se o futebol normalmente já é um desafio ingrato para o Nostradamus amador, o Campeonato Brasileiro é uma espécie de cemitério dos babalorixás. Ai daqueles que arriscam aqui suas bolas de cristal.


Vasco e Grêmio são surpresas que sublinham o equilíbro do Brasileirão - um equilíbrio que derruba as certezas mais óbvias. Muitos dizem que é um nivelamento por baixo, ou mais que isso, subterrâneo - dizendo que o futebol praticado no Brasil é muito ruim. O Campeonato Brasileiro certamente não é uma Semana de Arte Moderna, mas está longe de ser o circo de aberrações que muita gente vê. Virou mania dizer que o futebol brasileiro atual é um misto de sarrafo e falta de talento. Se é assim, por que continuamos a exportar craques em série? Mas outro dia falamos dessa onda de pessimismo crônico - por ora, voltemos ao Brasileirão.

O melhor time do Campeonato, agora que o Internacional se desmontou, é claramente o São Paulo. O Santos, movido a Wanderley Luxemburgo, transpira mais do que inspira – pode até chegar longe, pois defende muito bem (é a melhor defesa, com apenas 18 gols contra)... mas seu ataque é anêmico. O Inter parece ter perdido algum apetite. Aquela urgência que fazia os jogadores se multiplicarem em campo parece menor. Mas, claro, qualquer time que perdesse três jogadores como Rafael Sóbis, Tinga e Bolívar... acusaria o golpe. E nossas surpresas? De onde elas vêm?

Vasco e Grêmio têm estilos semelhantes – muita marcação e saída rápida de jogo. O Grêmio se vale mais das bolas paradas... o Vasco tem um contra-ataque eficaz, que ganhou novo combustível com a contratação de Jean – que é rápido e passa bem (chutar... chutar é outra história). Renato Gaúcho sabe que sua defesa, individualmente, é até frágil. Mas armou um esquema compacto em que os atacantes ajudam na marcação. E Ygor e Andrade são marcadores que sabem tirar o espaço. O time desarma muito e, uma vez com a bola, se vale da habilidade de Moraes e dos deslocamentos de Edílson e Jean.

O Grêmio joga no melhor estilo gaúcho – brigando o tempo todo pela bola. . É um time limitado que sabe usar suas virtudes, como as cobranças de falta e escanteio de Tcheco, a cabeça de Evaldo, o apoio de Patrício... e a força de Hugo e Rômulo. Nem Vasco nem Grêmio devem ter fôlego para sonhar mais alto. Mas... brigar por vaga na Libertadores já é lucro para quem começou o Campeonato na mira da guilhotina.

E por falar nela... Outra prova do equilíbrio do campeonato é a pergunta: quem, afinal, pode cair? Fortaleza e Santa Cruz parecem algo desgarrados, abaixo da linha d’água. O Corinthians, depois do rugido inicial de Leão, parece realimentar sua própria crise. O que parece difícil de entender é por que Leão quis apagar sua fogueira de vaidades com gasolina, atirando justo em Tevez, o único jogador diferente de seu elenco. Se não se reequilibrar, um Corinthians sob pressão passa a ser sério candidato a cair, sim, apesar de ter talentos como Mascherano, Carlos Alberto e Roger.

A situação do Goiás é preocupante, pois o time sentiu demais a perda de alguns jogadores, como Roni – que dava velocidade ao ataque (Whelitton, seu substituto, ainda não se firmou e é mais lento) – e zagueiros como André Dias e André Leone. No meio-campo, a lacuna deixada por Rodrigo Tabata parece cada vez mais ampla.

O Goiás tem 21 pontos na 17a colocação. O 10o colocado, o Juventude, tem apenas cinco pontos a mais. São dez times brigando contra a degola. Três deles respiraram fundo com vitórias fora de casa – o próprio Juventude, o Atlético-PR e o Botafogo. A rodada foi muito ruim para Ponte Preta e Flamengo, que empataram em casa. E, claro, para o Fortaleza, que perdeu para um rival direto em pleno Castelão.


A frase da rodada
"Nós somos um time médio que está numa fase muito boa” – Mano Menezes, técnico do Grêmio.

O golaço da rodada
Iarley. Provavelmente o golaço do Campeonato. Sem comentários adicionais.

A zebra da rodada
A vitória do Vasco sobre o Internacional, em Porto Alegre. Mesmo os vascaínos mais otimistas ficariam satisfeitos com um empate.

O gol perdido da rodada
Vai para Christian, do Juventude, que sem goleiro conseguiu chutar para fora no primeiro tempo contra o Paraná. Tudo bem que Christian se recuperou ao marcar o gol da vitória... mas depois de perder um gol ridículo contra o Corinthinas no meio-de-semana... deve agradecer aos céus esse golzinho santo contra o Paraná. Santo para ele, claro.

A defesa da rodada
O salto de André fechando o ângulo e antecipando onde iria a cabeçada de Zumbi... evitou o empate do Paraná e garantiu a vitória do Juventude no Pinheirão. A bola meio que bateu em André, mas sua colocação na jogada foi perfeita.

O contraste da rodada
No Beira-Rio, Iarley pode dar um carrinho criminoso em Wagner Diniz, sem sequer merecer cartão amarelo do juiz Luiz Sardinha Bite. No Castelão, Leonardo Gaciba mandou Lúcio e Clayton para o chuveiro mais cedo (Lúcio beeem mais cedo) por causa de carrinhos irresponsáveis. Sintomas de critério variável, esse mal que assola a arbitragem.


O gol espírita da rodada
Júnior César dominou fora da área, ajeitou e bateu... a bola desviou na coxa do zagueirão..., do Fortaleza, e entrou... acabou sendo o gol da vitória do Botafogo no Ceará.


Seleção da rodada
André, Patrício, Evaldo, Jorge Luís e Júnior César; Renan, Josué, Wagner e Moraes; Soares e Iarley.



Escrito em 28/08/2006
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