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Perfil

Gustavo Poli

Jornalista, 34 anos

Carioca, jornalista há 13 anos, trabalhou nos jornais O Globo e Lance! e está desde 1998 na TV Globo. Cobriu as Copas de 98 e 2002 e é co-autor do bem-humorado "Manual do mané" (Editora Planeta, 2003) e do "Almanaque do futebol" (Casa da Palavra, 2006).

E-mail: gustavo.poli@globo.com
Entre o replay e o fair-play


O co-irmão Garamblog fez recentemente uma bem-humorada lista de sugestões para melhorar o velho, violento e tosco esporte bretão. Era uma extensa brincadeira com algum fundo de verdade. Uma das sugestões, porém, deve ser levada a sério: a punição para a malandragem excessiva. O episódio Edílson aprofundou no senso comum a sensação de que todo juiz é ladrão até prova em contrário. Em especial se estiver apitando o jogo do nosso time.

Mas... a vida dos juízes não é fácil. Apitar sem replay contra uma profusão de ângulos e lentes... se tornou cruel. As câmeras evidenciam o óbvio: é humanamente impossível acertar tudo num jogo tão ríspido e tão rápido. Por isso, é hora de lembrar do óbvio: roubar e fair-play são palavras excludentes. E ser malandro em cima do prejuízo alheio no campo de futebol é basicamente isso: roubar.

É hora de punir o jogador que finge, o jogador que rouba. E essa não deve ser uma missão apenas dos árbitros - pois para eles, ela se resume a dar cartões para quem finge pênaltis. Deve ser uma missão maior. Vale inclusive para nós, da imprensa, que incensamos o jogador que cava faltas, que exaltamos a malandragem como se fosse um drible. A ética da malandragem presume uma minoria esperta diante da maioria otária. E essa maioria, aqui, sorri entre aplausos.

Recentemente, Botafogo e Palmeiras empatavam no Maracanã quando o palmeirese Enílton empurrou o zagueiro Rafael Marques sobre o goleiro Lopes... os dois se chocaram, a bola sobrou para o atacante... que fez o gol. O juiz Alicio Pena Filho e seu auxiliar conseguiram não ver. Mas as câmeras viram. Se Enílton fosse punido com três jogos de suspensão pela malandragem, talvez não pensasse em repeti-la. Enílton roubou. E não devemos permitir nem aceitar o roubo.

Talvez soe utópico. Mas o pênalti obtido falsamente deve ser punido – mesmo que o juiz não veja o lance. Enganar o árbitro é enganar a lei – e se vamos punir quem dá um soco na cara, como Felipe em 2005, por que não ampliar as possibilidades? O videoteipe está aí pra isso – para melhorar o esporte. Quem se joga na área em busca da vantagem ilegal atenta contra o espírito do jogo. Na Copa de 2002, Rivaldo foi suspenso pela Fifa por fingir que tinha tido uma lesão cerebral ao receber um chute na canela. Mas, por mais que os surtos éticos da Fifa sejam espasmódicos e seletivos, por vezes eles trazem bons exemplos.

O pênalti não marcado da rodada
Tudo bem que Diego, do Cruzeiro, jogou a bola para o lado esperando a falta... mas o carrinho de Alê, do Botafogo, varreu a perna do atacante... Foi pênalti... que Héber Roberto Lopes não marcou.

O erro de arbitragem da rodada
Parece que Wilson de Souza Mendonça viu a manchete do atacante Gustavo Gaúcho do São Caetano... no primeiro gol do Azulão... e acreditou que o lance foi involuntário. O bandeirinha, que também viu, ficou parado e não levantou seu “instrumento de trabalho”. Resultado, um gol grotescamente ilegal foi validado. Tudo bem que o mesmo bandeirinha ignorou um pênalti sobre Élton minutos antes – assim como WSM... o que talvez diminua a revolta rubro-negra.

O chutaço da rodada
Júnior Maranhão, do Santa Cruz, está se tornando um especialista em chutes de longa distância. Fábio Costa se esticou todo mas nem viu onde a bola entrou. Seria um candidato a nossa próxima categoria...

A cabeçada precisa da rodada
A finalização do baixinho Ferreira no primeiro gol do Atlético-PR contra a Ponte Preta. Nem foi uma cabeçada forte, foi meramente inteligente... depois do cruzamento de Michel.

O golaço da rodada
Seria... se Francis, do Palmeiras, não driblasse três jogadores do Fluminense e tocasse na saída do goleiro Diego, numa arrancada espetacular que sublinha a boa fase do Palmeiras.

O chutaço da rodada 2.0
A bomba de Vítor, do Goiás, que mordeu a coruja que dormia no gol de Clemer... e abriu espaço para a heróica reação goiana no Serra Dourada. Vítor chutou meio de bico... mas fez um belo gol.

O penoso da rodada
Talvez as luvas do goleiro Aranha estivessem escorregadias... mas ele praticamente pôs para dentro o terceiro gol do Furacão... a conclusão de Válber foi devagar... Aranha rebateu pra dentro... quase em câmara lenta.

O gol perdido da rodada
O prêmio inquestionável vai para Wagner, do Cruzeiro, que driblou Lopes e chutou para fora com o gol vazio. O lance é candidato a gol mais perdido do campeonato. Menção honrosa para Christian, do Juventude, que... sem goleiro e com um zagueiro desequilibrado no gol do Corinthians... conseguiu chutar torto... e mandar a bola para fora. Schwenck, do Figueirense, também perdeu uma chance inacreditável na cara de Cássio, goleiro do Vasco, quando seu time perdia por 2 a 1.

O chutaço da rodada 3.0

Numa definição perfeita do tal chute-de-três-dedos, Renato do Flamengo abriu a gaveta do goleiro Lauro, do São Caetano, arrumando um justo empate no Anacleto Campanella. A curva que a bola fez inutilizou o vôo do goleiro do Azulão. Que tirambaço.

O passe da rodada
A inteligente “semi-assistência” de Chiquinho para Juninho no terceiro gol do Palmeiras. O lateral pôs a bola entre três jogadores tricolores... no ponto ideal para que Juninho arrancasse, driblasse Arouca e tocasse com categoria na saída do goleiro. Menção honrosa para o passe do artilheiro Rômulo para o gol de Léo Lima...

A entregada da rodada
O passe errado de Almir, da Ponte, no meio-campo... armou o contra-ataque do Furacão... que terminou no gol de Marcos Aurélio. Almir, que sempre mostrou habilidade no Botafogo... sempre pecou nomeio-campo pela quantidade de bolas perdidas. A Macaca está descobrindo esse defeito aos poucos.

A defesa da rodada
O toque de ponta de dedo de Marcelo, goleiro do Grêmio, no chute cruzado de Bruno Barros do Fortaleza, ainda no primeiro tempo. O jogo já estava 3 a 0 para o tricolor gaúcho, mas a defesa foi dificílima.

O impedimento muito absurdo da rodada
No fim do primeiro tempo no Serra Dourada, o Internacional vencia o Goiás por 1 a 0 quando Ceará deixou Iarley na cara de Harley. Iarley tocou, fez o gol e foi despossuído dele pelo bandeirinha Ivaney Alves de Lima. Ao ver a imagem pela câmera de impedimento... é impossível não ficar com uma imensa pulga atrás da orelha. . Iarley estava pelo menos dois metros atrás do último zagueiro goiano... e até o mais cego dos peixes das profundezas veria isso. Das duas, uma: ou o bandeira viu que Iarley tinha condição e resolveu inventar o impedimento... ou tem sérios problemas de visão. A única certeza possível é que seu Ivaney não pode ser auxiliar.

O impedimento apenas absurdo da rodada
No terceiro gol do Vasco, Moraes desfrutava de uma clamorosa banheira, munido de sabonete, xampu e outros apetrechos.

O quase frango da rodada
Aos 17 minutos do segundo tempo, Inter 1 a 0, Clemer sai do gol... pega a bola e resolve cedê-la graciosamente a Romerito na pequena área... assustado, Romerito chuta para fora.

As coincidências da rodada
No Marcanã, o Botafogo, prejudicadíssimo contra Goiás, Palmeiras e Corinthians, recebe o Cruzeiro. O Cruzeiro tem Élson expulso num lance de rigor excessivo e um pênalti não marcado. O Goiás, teoricamente prejudicado contra a Ponte Preta, recebe o Inter. O Inter tem dois expulsos (contra um do Goiás) e um gol escandalosamente anulado pelo bandeira. Coincidências... e reticências...

A pixotada que deu certo da rodada
A pisada na bola de Faioli antes do terceiro gol do Vasco... isso sim é matar a bola com categoria...

O jogo da rodada
Teve gol estranho, chances perdidas, expulsão, falta cobrada com malícia por Rogério Ceni.... e cinco gols. Será que o jogo do São Paulo é sempre a grande partida da rodada? O líder do campeonato virou para cima do surpreendente Paraná com autoridade. E apetite. Leandro fez gol de joelho, o Paraná perdeu chanes, o São Paulo também... foi um digno confronto de candidatos ao título. Não por acaso... o São Paulo parece no trilho para buscar seu primeiro Brasileirão desde 1991.

A seleção da rodada:
Marcelo, Vítor, Alex Silva, Dininho e Júnior; Francis, Clayton, Maicossuel e Renato; Leandro e Élton.
Escrito em 25/08/2006
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O fim de uma era


No Brasil, a morte costuma santificar os vilões mais discretos. Até por isso é triste perceber que, quando o coração de Eduardo Augusto Viana da Silva parou de bater, na noite de ontem, houve um silêncio constrangido... entre lamentos esparsos. Eduardo Viana nunca escondeu sua natureza - sempre se orgulhou de ser cartola. E cartola à enésima potência, em todos os sentidos, um animal político que certa vez disse que só sairia morto da presidência da Federação de Futebol do Rio de Janeiro. Talvez nem ele acreditasse, mas a profecia se cumpriu.

Eduardo Viana nunca se importou em desafiar o senso comum ou em posar de malfeitor indiscreto, assumido, enfaticamente incorreto como um vilão de desenho Disney. Até seu apelido fazia dele uma figura semi-caricatural. Era o Caixa D’Água, usava ternos puídos, fumava ansiosamente cigarros que se consumiam, sem bater a guimba. Torcia na arquibancada com sua voz rouca cheia de frases lapidares. Tinha forma e conteúdo de cartola.

Sua única e anunciada preocupação sempre foi permanecer no poder. E desfrutar dele. Por 21 anos, gerenciou a Federação do Rio com esse objetivo, forjando alianças com os times pequenos e com o Vasco (e às vezes com Flamengo e Fluminense) e usando politicamente a arbitragem. Em sua gestão, o Americano de Campos teve os melhores resultados de sua história. Talvez tenha sido coincidência.

A morte de Viana deixa uma lacuna maior do que o futebol carioca. Caixa D'Água era o principal articulador de Ricardo Teixeira junto às federações. E não deixou sucessor. No Rio, a interrogação que paira sobre sua cadeira é ainda maior. Nos meses em que a justiça o removeu do cargo, no ano passado, Rubens Lopes, ex-presidente do Bangu, assumiu a presidência. Mas não chegou a fazer muitos amigos. O próximo homem forte do futebol do Rio terá que se movimentar entre o bloco do Vasco, que conta com boa parte dos times pequenos... e os outros grandes, sendo que o Botafogo vive isolado.

Uma coisa, porém, é mais do que certa. Caixa D’Água não merecia o obituário que lhe foi dedicado na página da Federação. Uma coleção de erros de pontuação, ortografia e concordância que Viana, professor de Direito, certamente reprovaria. A transcrição é literal:

“Hoje,dia 21 de agosto de 2006,será uma data que marcará para sempre o futebol carioca. O Dr. Eduardo Viana, deixou defitivamente a presidência da Federação Carioca de Futebol. Temos certeza de que mesmo aqueles que pleiteavam sua saída, tentando na justiça a interrupçao de seu mandato, estão agora lamentando sua partida para a espiritualidade. Eduardo Viana, foi um homen polêmico, mas que dedicava integralmente seu tempo e sua vida àquilo em que acreditava.

Torcedor apaixonado do Americano, clube pelo qual torcia desde menino, já que era natural da cidade de Campos, teve sua atuação muitas vezes questionada quando a agremiação campista, beneficiada com resultados capazes de gerar dúvidas, o envolvia na sombra da desconfiança que ele simplesmente ignorava, pois tinha a coinsciência tranqüila de nunca ter interferido em quaisquer resultados que pudessem beneficiar seu clube do coração. Com erros e acertos inerentes ao ser humano, durante o tempo em que esteve à frente da Federação Carioca procurou sempre fazer o seu melhor, embora muitas vezes sem contar com a compreensão daqueles que se julgavam prejudicados por sua decisões.

Os embates naturais da atividades que desenvolvia, foi pouco a pouco minando sua resistência e enfraquecendo seu coração, que, hoje, as 18,50 h, deixou de pulsar.

Eduardo Viana foi vítima de enfarte, após Ter passado mal, às 16 h, na sede da Entidade. Ele foi levado para o Hospital Quinta D’or, em São Cristovão, mas, apesar dos esforços médicos não resistiu. O dirigente participava da reunião do Conselho Arbitral que tratava da seletiva para o Campeonato Estadual de 2007.

Durante 21 anos Eduardo Viana esteve na presidência da FERJ. Era também professor de pós-graduação na UERJ e na Fundação Getúlio Vargas (FGV), lecionando sociologia do esporte e gestão esportiva.
. O corpo de Eduardo Augusto Viana da Silva será sepultado, nesta terça-feira, às 14 h, no cemitério do Caju, na cidade de Campos.”
Escrito em 23/08/2006
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Jogador de um time só


Os mais críticos sempre disseram, talvez com alguma razão, que Rogério Ceni nunca foi magnífico debaixo das traves. Mas, hoje, mesmo quem nutre visceral antipatia pelo goleiro-celebridade do São Paulo é forçado a enxergá-lo em outro patamar. Rogério ampliou o significado de sua camisa 1e foi pendurá-la num panteão inédito. E fez isso misturando sua imagem com a do escudo do São Paulo. Rogério se tornou uma espécie de Nilton Santos são-paulino, um ídolo de uma camisa só.

Isso, claro, tem a ver com a posição de Rogério. Tivesse ele tanta liderança, carisma e talento na linha, já estaria na Europa há eras. No futebol globalizado atuar por apenas num clube é destino de dois tipos de jogador: goleiros e perebas irremediáveis. Mas Rogério é único – capaz de casar palavras tão divorciadas como goleiro e artilheiro. Quem há de se lembrar que ele começou meio tímido, jogando de calças, um arqueiro mediano de falhas ocasionais. Claro, Rogério ainda falha – como demonstrou a final da Libertadores. Mas falha pouco – e resolve muito mais.

E resolve constantemente. No domingo, se tornou oficialmente o goleiro que mais gols fez na história num jogo que valeu o ingresso no Mineirão. Além de marcar dois gols, para chegar ao número mágico de 63, Rogério defendeu um pênalti. E fez uma série de belas defesas contra o Cruzeiro. A cada jogo, ele vem destruindo a percepção (e a tese) de que há marketing demais e defesas de menos no seu currículo. Rogério se tornou um goleiro esplêndido também debaixo das traves. Não é perfeito, talvez não seja o melhor goleiro brasileiro. Mas que torcedor não gostaria de contar com um Rogério Ceni no seu time hoje?


O acerto da arbitragem da rodada
Pode parecer falta de bom senso, mas o auxiliar José Carlos de Souza apenas cumpriu a regra nos pênaltis defendidos pelo goleiro Harlei. Um instante antes de Almir tocar na bola, Harlei se adiantou, o que é exatamente o que a regra proíbe. O detalhe é que Harlei se adiantou quase nada... o que normalmente é aceito pelos árbitros - e é esse critério variável que provoca a indignação de quem se sente prejudicado. Diga-se de passagem que Rogério Ceni também se adiantou – menos, mas se adiantou – para defender o pênalti do Cruzeiro. Dois pesos...

A entregada da rodada
O passe de Alexandre, do Juventude, nos pés de André Cunha do Fortaleza... André serviu a Wendell que abriu o marcador para o Leão. Uma gentileza ímpar.

O frango da rodada
A saída lastimável do goleiro do Grêmio, Marcelo, no gol do Flamengo. A bola era dele, somente dele, e foi gentilmente cedida para o gol de Renato.

A declaração companheira da rodada
"Nosso time está muito bonzinho" - Tcheco, do Grêmio, comentando a gentileza de Marcelo.

Uniforme elegante da rodada
A camisa amarela de Oswaldo de Oliveira, que remeteu os mais nostálgicos ao célebre uniforme que Raul utilizava para defender a meta do Cruzeiro nos anos 70.
O técnico lembrava o goleiro até no penteado ondulado de galã latino...

O contra-ataque da rodada
O velocíssimo segundo gol do Cruzeiro, que começou na defesa, contou com um passe preciso de Wagner para o gol do lateral Maicon na segunda tentativa.

O pior estádio da rodada
O alçapão do Leão, o Presidente Vargas em Fortaleza, é um estádio acanhado demais para um jogo de Campeonato Brasileiro. Para cobrar uma arremesso lateral, André Cunha, lateral do Fortaleza, teve até que driblar a ambulância estacionada na beirada do campo..

A defesa da rodada
Empate técnico entre duas defesas muito parecidas. A de Fábio, do Cruzeiro, num chute à queima-roupa de Josué no primeiro tempo - um lance de reflexo quase felino. Max, do Botafogo, praticamente repetiu o script numa bomba de Rosinei, do Corinthians.

O gol perdido da rodada
Talvez pudesse entrar no item anterior, eis que o goleiro Fábio teve grande participação... mas Alex Dias não pode, aos 46 minutos do segundo tempo, deixar de fazer um gol cara-a-cara com o goleiro. Fábio saiu bem do gol, tocou na bola... Alex chutou de novo, Michel tirou. A bola voltou para Lúcio, que chutou rasteiro... mas Fábio já havia voltado pro gol para salvar de novo.

O erro de arbitragem da rodada
Nenhum juiz pode ver uma agressão como a de Carlos Alberto em Ruy e dar apenas cartão amarelo. O árbitro catarinense Paulo Henrique Godoy pode se preparar para passar uma estação na geladeira. Ele, que vinha sendo uma das apostas da comissão de arbitragem, foi muito mal e transformou Botafogo x Corinthians numa briga de foice. Mascherano deu quatro carrinhos faltosos e só recebeu amarelo no quarto.

O golaço da rodada
O chute cruzado de Ramalho, depois do passe de Finazzi, para marcar o segundo gol do Fortaleza contra o Juventude. Foi um chute mais do que feliz, raro, de um jogador que não é exatamente artilheiro. E facilitou uma partida que estava complicada para o time de Hélio dos Anjos.

O azar da rodada
Rodrigo Tabata foi cortar um passe despretensioso de Abedi... e acabou devolvendo a bola para o jogador do Vasco na cara do gol... o Vasco parece ter alugado a Vila Belmiro.

O piti da rodada
Não que ele não tenha razão para ficar indignado... mas ir puxar o braço do árbitro dentro de campo é demais, né não, Cuca?

A entrada assassina da rodada
O carrinho de Eduardo Ratinho na panturrilha de Reinaldo... que mereceu, claro, apenas um cartão amarelo do juiz Paulo Henrique Godoy... Ratinho ficou em campo para dar outro carrinho no goleiro Max e tirá-lo dos gramados por dois meses.

A “leitura quase labial“ da rodada
Os especialistas imaginários aqui da coluna conseguiram ler o que dizia Perdigão para o árbitro Evandro Rogério Roman depois de levar um cartão amarelo: “Seu juiz, me expulsa, por favor, me expulsa, cartão aqui tem que ser colorado, me expulsa por favor!”. A burrice de Perdigão no lance tirou do Inter a chance de vencer o Palmeiras.

O mico da rodada
A atuação do Fluminense contra o Santa Cruz no Maracanã. O empate foi injusto. Tivesse o Santa um pouquinho mais de paciência (e competência) e teria vencido o jogo. Impressionante como Petkovic está jogando mal, sem força física.

O mico da rodada 2.0
Ninguém comentou muito, porque na terceira cobrança Vélber fez o terceiro gol da Ponte Preta contra o Goiás... Mas antes disso, com Harlei se adiantando ou não, Almir tinha conseguido perder duas vezes o mesmo pênalti.

O mico da rodada 3.0
O que o presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, foi fazer no vestiário dos árbitros do Pacaembu? Arrumar motivo para ser criticado pela imprensa inteira durante a semana, provavelmente.


Time subindo
O Palmeiras confirmou sua ascensão arrumando um empate no Beira-Rio.

Time caindo
O Figueirense empatou a segunda seguida em casa. E a segunda seguida contra um time na zona de perigo.
Escrito em 21/08/2006
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