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Poli

Perfil

Gustavo Poli

Jornalista, 34 anos

Carioca, jornalista há 13 anos, trabalhou nos jornais O Globo e Lance! e está desde 1998 na TV Globo. Cobriu as Copas de 98 e 2002 e é co-autor do bem-humorado "Manual do mané" (Editora Planeta, 2003) e do "Almanaque do futebol" (Casa da Palavra, 2006).

E-mail: gustavo.poli@globo.com
Atacantes


Excesso de trabalho é sinônimo de falta de tempo. Por esse singelo motivo, este humilde espaço ficou quase uma semana congelado. Retomamos brevemente listando meus votos para a eleição de melhores atacantes do Brasileirão 2007: Leandro Amaral e Acosta. Pensei em votar em dois jogadores do Botafogo (Jorge Henrique e Dodô), em Souza (Flamengo), em Aloísio (São Paulo)... mas nenhum desses teve a regularidade ou o brilho dos anteriores. Para completar minha "Selebaba", escolhi três atacantes que tiveram performance horrorosa ou tétrica no Brasileirao 2008: Reinaldo (BOT), que esqueceu o futebol na Turquia; Frontini (FIG), que não jogou nada no América-RN e manteve a performance no Figueirense; e Clodoaldo (COR), contratado como solução... virou parte do problema.

Seleção:
Rogério Ceni, Breno, Thiago Silva e Miranda; Ibson, Hernanes, Kléber, Diego Souza e Valdívia; Leandro Amaral e Acosta.
Técnico: Muricy Ramalho.

Selebaba:
Goleiro do Botafogo, Léo Mattos, Rogélio, Carlos Eduardo e Iran; Fabinho, Roberto Lopes e Léo Lima; Frontini, Reinaldo e Clodoaldo.

Técnico: Lori Sandri. Escrito em 09/12/2007
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Bola de cristal telegráfica



Última rodada

Grêmio 2 x 1 Corinthians
Goiás 1 x 1 Internacional
Botafogo 1 x 1 Figueirense
Náutico 2 x 1 Flamengo
Vasco 2 x 0 Paraná
Palmeiras 2 x 1 Atlético-MG
Santos 1 x 1 Fluminense
Juventude 1 x 2 Sport
Atlético-PR 2 x 3 São Paulo
Cruzeiro 3 x 0 América-RN
Escrito em 01/12/2007
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Apoiadores


Na penúltima parada da Seleção do campeonato, é hora de abrir o voto nos meias. Vale apontar, mais uma vez, que os votos foram enviados há mais de um mês. Hoje, talvez as opções deste escriba fossem diferentes. Comecemos pelos indicados:

Indicados:
Conca (VAS) – Fez um espetacular primeiro turno. Habilidoso, veloz, criativo... e com bom chute. Caiu muito junto com o Vasco, mas no fim jogou bem novamente.

Diego Souza (GRE) – Jogou demais no primeiro turno, ganhando alguns jogos sozinho para o Grêmio – com sua combinação de força, habilidade e potência. Teve uma acentuada queda no segundo turno – e levou o tricolor gaúcho consigo.

Valdívia (PAL) – Indisciplinas à parte, foi sempre sinônimo de criatividade, molecagem e inteligência no meio-campo verde. Dribla, passa e sabe fazer gol.

Willian (COR) – Fez excelentes partidas antes de ser vendido. Sua transferência iniciou a queda livre do Corinthians.

Lúcio Flávio (BOT) – Enquanto o Botafogo esteve bem, ele foi a inteligência e o toque de categoria do meio-campo alvinegro. Homem da bola parada, dos passes e dos gols de desafogo. O time degringolou... e ele foi junto.

Paulo Baier (GOI) – Melhor jogador do Goiás, que poucos lembram... mas chegou a ser vice-líder. Mais um que despencou... e sofreu fisicamente com a longa competição.

Ferreira (ATL-PR) – O cobiçado colombiano é o proverbial azougue. Corre, dribla... se mexe o tempo todo. Melhorou no fim do campeonato com a chegada de Ney Franco.

Thiago Neves (FLU) – A recuperação tricolor coincidiu com sua entrada no lugar de Carlos Alberto. Bom passe, bom drible... e bom chute... suas virtudes são. Prende um pouco demais a bola às vezes.

Jorge Wágner (SPO) – Indicado como lateral, recebe a indicação também como meia por sua função dupla no tricolor paulista.

Fernandão (INT) – Muito prejudicado pela contusão, acabou jogando menos. Mas, em campo, sempre faz diferença.


Os escolhidos:

Diego Souza (GRE) – Pelo excepcional primeiro turno – e pela diferença que fez para o Grêmio em diversas partidas.

Valdívia (PAL) – Apesar da indisciplina, poucos jogaram mais bola do que o craque chileno.


O pior:

Léo Lima (FLA) – Sem comentários adicionais.

Explicação:
Na selebaba do campeonato, este treinador resolveu escalar três atacantes.
Escrito em 30/11/2007
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Laterais


Depois de longo e tenebroso inverno, retomo a “eleição” da Seleção do Campeonato. Eis abaixo os votos para as laterais.


Indicados



Joílson (BOT) - Começou voando baixo. Melhor ofensiva do que defensivamente. Chuta bem e tem muita recuperação. Peca pela ocasional displicência.

Léo Moura (FLA) - Começou muito mal o campeonato – e se recuperou junto com o Flamengo.

Coelho (ATL-MG) – Apesar da agressão à foca casual, fez um bom campeonato. Bons cruzamentos, boas cobranças de falta, boa presença ofensiva.

Jancarlos (ATL-PR) – Oscilou muito, mas fez várias boas partidas. Tem velocidade e habilidade. Ainda erra muito na defesa.

Ruy (FIG) – Onipresente no esquema do Figueira, foi um dos destaques do time.

Sidny (NAU) – Força física e velocidade em estado bruto... com a ocasional vocação para a desabalada carreira. Sabe chutar também – embora tenha o mau hábito de achar que toda bola deve ser bicada.

Wágner Diniz (VAS) - Começou muito bem. Caiuc com o time.

Juan (FLA) – Começou bem o campeonato, cresceu com o time e depois entrou em queda livre. No fim, apesar do gol contra o Atlético-PR, andou jogando muito mal.

Jorge Wágner (SPO) – Poderia entrar como meia ou ala. Um dos esteios do campeão, sabe armar, tocar e é muito bom na bola parada.

Kléber (SAN) – Inteligente, preciso, talvez o mais importante jogador do Peixe. Bate bem na bola e tem excelente visão de jogo.

André Santos (FIG) – Muito bom ofensivamente. Tem habilidade, se projeta bem... mas ainda é irregular na marcação.

Os escolhidos: (vago) e Kléber (SAN) – Para votar em três zagueiros, sacrifiquei o lateral direito, recompondo o esquema com outro jogador de meio-campo. Se fosse votar hoje... provavelmente escolheria Sidny (NAU). Léo Moura e Joílson oscilaram muito – e têm o hábito de deixar avenidas. Coelho também não esteve tão bem assim. Kléber é unanimidade – por mais que Jorge Wágner merecesse também consideração. Sabe jogar com a bola, passa muito bem, lança e cruza melhor ainda. Não por acaso está na Seleção Brasileira.


Piores laterais
Abaixo os indicados que maltrataram a bola. E o torcedor.

Wellington (COR) – Uma contratação meio inexplicável... que veio, viu e perdeu.. .a posição.

Léo Mattos (PAR) – Corre muito, faz pouco. Extremamente limitado. E provavalmente rebaixado.

Paulo Rodrigues (PAR) – Até faz um gol ou outro. Mas é mais uma promessa não cumprida.

Diego (GOI) – Contratado como solução, foi muito mal. Marcou pouco e atacou mal.

Barão (JUV) – Corre muito. E só.

Eduardo (VAS) – Pode jogar (mal) na direita ou na esquerda. Poderia bater o recorde de expulsões se jogasse todos os jogos.

Thiago Marin (BOT) – Escalado como ala foi uma tragédia. Não sabe cruzar, marca mal e ainda faz faltas desnecessárias.

Jorge Luís (INT) – Outra misteriosa contratação tardia. Mostrou pouco.


Iran (BOT e COR) - Muito mal no Botafogo. Mal no Corinthians - com direito a pênalti carateca.


Os eleitos:

Léo Mattos (PAR) e Iran (BOT e COR)
Escrito em 27/11/2007
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Bola de cristal telegráfica
Rodada 37



América-RN 1 x 2 Grêmio
Fluminense 2 x 1 Juventude
São Paulo 2 x 1 Botafogo
Internacional 1 x 1 Palmeiras
Flamengo 2 x 1 Atlético-PR
Paraná 1 x 0 Santos
Sport 1 x 2 Cruzeiro
Figueirense 2 x 0 Náutico
Corinthians 1 x 0 Vasco
Atlético-MG 1 x 1 Goiás
Escrito em 24/11/2007
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Os melhores volantes


Depois de goleiro e zagueiros, a coerência talvez pedisse que este técnico virtual escalasse seus laterais. Mas no futebol de hoje muitas vezes os volantes jogam mais recuados do que os alas. E têm funções defensivas talvez mais importantes. Por isso, resolvi anunciar em quem votei para as duas posições de meio-campo... antes. Vale dizer que meu time foi escalado num falso 3-5-2 – e no voto fui obrigado a “sacrificar” um lateral para incluir o terceiro zagueiro. Dito isso, vamos aos volantes:


Os Indicados


Richarlysson (SPO) – Jogou meio como volante, meio cobrindo a ala esquerda, se revezando com Jorge Wágner. Fez um campeonato espetacular – em especial na marcação. Tem força física e talento. E lidou com o preconceito durante toda a competição.

Hernanes (SPO) – Quando Josué saiu... houve um consenso geral de que o São Paulo sentiria. Não sentiu por causa de Hernanes. Marcando tão bem quanto o antecessor, manteve o nível da saída de bola.. Hernanes não tem a velocidade de Josué – mas chuta melhor e tem o passe tão bom. E ainda é habilidoso. Olho nele, Dunga.

Ibson (FLA) – Sua chegada transformou o meio-campo do Flamengo – de insosso em criador. Foi o melhor jogador do time mesmo nas atuações ruins. Habilidoso e veloz com excelente aproximação na área adversária, foi – ao lado de Fábio Luciano – o catalisador da alquimia que fez o Flamengo pular de vice-lanterna para a terceira posição.

Ramires (CRU) – Começçou muito bem, mostrando talento já no primeiro jogo contra o Fluminense no Rio. No segundo turno... caiu junto com o time inteiro.

Elicarlos (NAU) – Bom volante, técnico, que compensa alguma lentidão com raça. Não por acaso entrou na lista do Cruzeiro.

Eduardo Costa (GRE) – Até a tolice da Arena da Baixada, vinha fazendo um belo campeonato. Marca como poucos.

Rodrigo Souto (SAN) – Veio para ser uma espécie de assessor de Maldonado e acabou se destacando pela boa colocação, bom passe e até pela chegada na área. Méritos para o olho clínico de Wanderley Luxemburgo que foi pinçá-lo no Figueirense.

Charles (CRU) – Sua entrada sinalizou a arrancada cruzeirense.... que, durante algum tempo, ameaçou de longe a liderança do São Paulo. Caiu com o time

Pierre (PAL) – Formiguinha elétrica e incansável, craque do desarme na bola. Não pára um minuto durante a partida. Foi um dos destaques do Verdão no torneio.

Leandro Guerreiro (BOT) – Ao lado de Túlio e Diguinho, fez um espetacular primeiro turno. Sofreu com a falta dos dois, que sinalizou a queda do Botafogo, mas manteve o bom nível. Ótimo na cobertura e incansável.


Os eleitos:

Hernanes (SPO) – Poucos apostavam que o pernambucano pudesse substituir Josué. Ele entrou na vaga – para a qual tinha a concorrência de Souza – e resolveu o problema com autoridade. Marca com inteligência e disposição. Tem bom passe, habilidade e criatividade no ataque. E ainda sabe chutar. Marcou um golaço decisivo contra o Cruzeiro no Mineirão – num dos jogos mais difíceis da campanha tricolor.



Ibson (FLA) – Excelente no desarme. Sabe driblar, passar e se projeta com velocidade e eficiência no ataque. Sua presença transformou o meio-campo no Flamengo – deu agilidade ao time – e foi fundamental na transformação da abóbora rubro-negra em carruagem.

P.S – Richarlysson talvez merecesse o voto tanto quanto os dois acima. Ainda mais com a onda de preconceito que enfrentou. Se pudesse votar em três... ele seria o terceiro.


Os piores volantes

Roberto Lopes (VAS) – Um clássico volante da família 38, aquela que requer arma de fogo para matar a bola.

Amaral (VAS) – Inimigo número 1 da torcida vascaína... era o xodó de Celso Roth. Acabou migrando para o banco quando Roth caiu.

Mossoró (AME-RN) – Pouco talento, muita limitação.

Clayton (FLA) – Muito mal no Flamengo, se recuperou no Atlético-PR. Mas a fase “palminha e mão na cintura” do primeiro turno vale a indicação.

Vampeta (COR) - Fez alguns bons jogos. Mas no geral foi muito mal.

Fabinho (FLU) – Sua pior campanha no passado recente, que valeu inclusive o apelido (injusto) de Fabinho Sargentelli. Mal até na marcação, que sempre foi seu forte.

Adãozinho (AME-RN) – Veterano, sua grande participação no campeonato foi um gol contra.

Bia (SPT) – Inimigo número 1 da torcida do Leão. Não por acaso.

Cléber Gaúcho (GOI) – Um ano para esquecer.


Os eleitos:

Roberto Lopes (VAS) – Não teve um ano exatamente produtivo no contato com seu instrumento de trabalho, a esfera.

Fabinho (FLU) - Errou tudo o que podia errar.
Escrito em 20/11/2007
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A latinha terrorista


Recebi inúmeros e-mails e comentários sobre o post "A onda e a latinha",no qual dizia que o Flamengo merecia jogar de portões fechados contra o Atlético-PR. Conversei com vários rubro-negros que começaram xingando doze gerações de minha família - e terminaram concordando comigo. Outros começaram concordando e terminaram xingando doze gerações. Foi uma discussão interessante sobre lei - que valerá inclusive uma análise futura.
Mas nenhum e-mail foi tão criativo quanto o de Luiz Augusto (advogado), que faço questão de transcrever, mantendo as garrafais maiúsculas:

NENHUM CLUBE TEM CONDIÇÕES DE IMPEDIR QUE ALGUÉM DA TORCIDA ATIRE UM OBJETO DENTRO DE CAMPO.

BASTA VC LEMBRAR DO 11 DE SETEMBRO.

NEM A MAIOR POTÊNCIA MILITAR DO MUNDO, OS E.U.A, COM TODO O APARATO DE SEGURANÇA QUE POSSUI CONSEGUIU IMPEDIR QUE TERRORISTAS ATACASSEM O CENTRO FINANCEIRO E O PRÓPRIO PENTÁGONO, LEMBRA ??? HAVIA TODO UM APARATO DE SEGURANÇA EM DALLAS, MAS O PREESIDENTE KENNEDY FOI ASSASSINADO DIANTE DAS CÂMARAS DE TELEVISÃO DO PAÍS E ESCOLTADO PELOS AGENTES DO FBI E DA CIA, POR UM ATIRADOR SOLITÁRIO, LEMBRA ???

ENTÃO GUSTAVO, COMO É QUE O FLAMENGO OU QUALQUER CLUBE PODIA IMPEDIR QUE UM MALUCO OU PESSOA MAL INTENCIONADA SE MISTURASSE NO MEIO DA TORCIDA E ATIRASSE ALGUM OBJETO EM CAMPO
?

Poucas vezes vi uma comparação tão feliz. Luiz Augusto (advogado), você me convenceu. Não sei como não percebi a semelhança entre os eventos antes. Obrigado por me esclarecer. Eu não podia deixar de compartilhar isso com os leitores.
Escrito em 18/11/2007
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A defesa


Na segunda-feira, abri aqui meu voto no goleiro do Brasileirão. Agora, é tempo de falar da zaga. Preferi fazer uma escolha por setor - em vez de posição a posição. Hoje... falaremos da zaga. Depois... laterais, volantes, armadores e, por fim, atacantes. O esquema escolhido para a votação do Craque do Brasileirão foi o 4-4-2. Para não ser injusto com a espetacular defesa do São Paulo decidi transmutar o lateral-direito em zagueiro. Mas esse é o voto de lá – aqui posso anunciar apenas a defesa escolhida – com três zagueiros.


Os indicados

Miranda (SPO) – O craque silencioso da espetacular zaga são-paulina. Miranda é bom no alto, bom nas bolas rasteiras... e não falha. È até irônico perceber que Alex Silva e Breno têm mais mídia do que ele, talvez porque façam mais gols e sejam mais velozes com a bola no pé. Mas, não por acaso, Miranda foi apontado por Muricy como seu craque do primeiro turno.

Alex Silva (SPO) – Apesar das loas acima, Pirulito é um zagueirão. Veloz, alto, perigo na área do adversário... é jogador de Seleção.

Breno (SPO) – A impressionante revelação de apenas 18 anos foi a grande supresa do Brasileiro. Barrou André Dias com sobras, mostrou personalidade, velocidade e habilidade. Jogou bem na defesa e ainda fez diferença no ataque.

Thiago Silva (FLU) – Expoente da nova geração de zagueiros, é ótimo na antecipação e tem espetacular velocidade e poder de recuperação. Chuta forte e também é ótimo na bola aérea. Fez um primeiro turno muito bom e caiu um pouco no segundo.

William (GRE) - Começou o ano muito bem. Excelente no jogo aéreo, eficaz na cobertura. No fim, caiu junto com o tricolor gaúcho.

Juninho (BOT) – Excelente primeiro turno, quando cansou de fazer gols de falta. Homem fundamental no ofensivo esquema de Cuca por jogar na sobra e ser excelente na cobertura. Mas tem sérias dificuldades na bola área – problema que foi gravemente exposto durante a decadência do time.

Chicão (FIG) – O zagueiro-artilheiro do Figueira vendeu seu peixe no Brasileirão, também jogando na sobra e sempre com autoridade. Defensivamente... foi bem – mas não ótimo. Se beneficiou também do surgimento da revelação Felipe Santana.

Fábio Luciano (FLA) – Um dos principais responsáveis pela recuperação rubro-negra. Chegou, botou banca e ajeitou a defesa do Flamengo. Sua autoridade em campo é clara – sua moral com árbitros e companheiros evidente. É bom no alto e compensa as limitações na bola rasteira com excelente colocação e a ocasional intimidação.

Marcelo (SAN) – Não tem muito marketing mas é uma boa revelação de Wanderley Luxemburgo. É um zagueiro-zagueiro, no melhor estilo Odvan, mas pode ter futuro.



Os escolhidos: Breno, Miranda e Thiago Silva.
A votação foi há duas semanas. Votasse hoje e eu provavelmente trocaria Thiago por Fábio Luciano – porque a recuperação rubro-negra tem muito a ver com ele. Mas não dá pra ignorar as excelentes atuações do zagueiro do Fluminense durante o campeonato. Thiago Silva. A maior dificuldade, no fundo, foi tirar um dos zagueiros do São Paulo desta escolha. Os três mereciam a Seleção... porque a performance foi impressionante – meros 15 gols tomados no campeonato inteiro (até agora) – só levando dois gols numa partida. Acabei tirando Alex Silva – talvez porque tenha jogado menos. Miranda seria o primeiro escolhido, talvez porque retrate perfeitamente o espírito deste São Paulo campeão. É um zagueiro sem marketing, que parece usar silenciador. É simples e eficiente - esteio da zaga mais impressionante dos últimos tempos.


A zaga dos pesadelos
Mantendo o esquema de três zagueiros, não faltaram candidatos para o lado escuro da Seleção do Campeonato. A quantidade de lambanças em 2007 talvez tenha superado a já substancial fornada de 2006. Seguem os indicados para o Troféu Delivery 2007, um oferecimento da ONG Amigos do Júnior Baiano:

Cris (NAU e AME-RN) – Campeão de expulsões e lambanças, o violento zagueiro pulou de time em time e terminou o campeonato desempregado. Não por acaso.

Irineu (FLA) – Não por acaso, sua saída coincidiu com a ascensão rubro-negra. Ruim no combate direto, inseguro e pouco veloz...

Asprilla (BOT e FIG) – Alterna boas e péssimas partidas... e tem uma vocação para a atolação que ocasionalmente faz a perna esquerda tomar a bola da direita. E vice-versa. Tem muita disposição. Às vezes demais.

Neguette (PAR) – Começou muito bem o campeonato, mas depois entrou no clima do time e desandou. Cometeu erros incríveis (como na partida contra o América-RN)... e recebeu a indicação para esta nobre ventura.

Renato Silva (BOT) – Não sei se é justo indicá-lo, pois fez várias boas partidas. Mas quando errou... errou feio. Fez pênaltis judocas. Deu furadas memoráveis... foi extremamente irregular.

Carlos Eduardo (AME-RN) – Autor, ao lado de Rogélio, do fantástico gol contra duplo. Assim como o companheiro... foi rapidamente despedido.

Rogélio (AME-RN) – Leia acima.

Dudar (VAS) – Alternou grandes perebadas com falhas bisonhas, conseguindo ser barrado por craques da estirpe de Júlio Santos, Luizão e Carlão.

Odirlei (AME-RN) – Outro destaque negativo da lamentável campanha do Dragão na Série A. Cedo rececebeu a visita do “botão de eject.

Márcio Alemão (AME-RN) – Espécie de Odvan albino com menos habilidade, exibiu seu estilo todo-duro durante algumas rodadas até receber o sambarilove definitivo.

Cedrola (JUV) – Acabou o campeonato barrado. Antes disso, porém, deu uma ajuda à péssima campanha do JU.

Betão (COR) – Foi heróico em muitos momentos. E trágico em outros. Mas merece a indicação pelas tragédias.


Os escolhidos:
Rogélio (AME-RN), Carlos Eduardio (AME-RN) e Irineu (FLA)

Quando uma zaga toma 75 gols como a do América-RN tomou... é de se esperar que seus zagueiros sejam péssimos. Mas como a rotatividade do time foi muito grande, seria injusto culpar apenas um Odirlei da vida pela tragédia potiguar. Irineu representou a primeira fase do Flamengo no Campeonato – onde a defesa cansou de falhar e entregar o outro. Dudar até o último momento militou entre os vencedores – mas acabou ultrapassado pela dupla Rogélio e Carlos Eduardo – cujo gol contra duplo a favor do Timbu entrou para a história do Campeonato Brasileiro.

A Galeria de Lambanças Memoráveis cresce ano a ano. O gol contra duplo está no mesmo nível da falta cobrada ao mesmo tempo – obra conjunta de Bechara e Igor, então jogadores do Fortaleza em partida contra o São Caetano. Igor foi bater, Bechara chegou junto. Bechara chutou primeiro e acertou... Igor, que teve sua perna quebrada pelo bico companheiro. Igor gritou de dor. Bechara cobrou a falta então... e mal. Fortaleza e São Caetano... acabaram sendo rebaixados.



Escrito em 16/11/2007
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A onda e a latinha


Um torcedor acertou um rojão em campo. Outro acertou uma lata no bandeirinha. A lei diz que o clube responsável deve perder até dez mandos de campo. Ele perdeu um. Mas o presidente do STJD resolveu ser amigo e deu um efeito suspensivo, criando um fato consumado: a punição - se vier - só acontecerá no campeonato seguinte - e deixará de cumprir sua missão instrutiva: fazer o torcedor pensar duas vezes.


Imagine se ocorresse na Europa. Os arautos da ética estariam indignados. Aqui impera um silêncio quase sepulcral. Ninguém fala. Os poucos que falam... falam em voz baixa, temendo a reação da torcida do Flamengo. Este espaço recebeu alguns comentários, só porque disse o óbvio: O Flamengo tinha que ter sido punido.

"AH AH UH UH STJD É NOSSO !!! MENGÃO É PODEROSO NOS CAMPOS, NAS ARQUIBANCADAS E NO TAPETÃO!!!!!! DIA 25 TEM MARACA LOTADO !!! "
Urubu Mestre

"É Gustavo Poli voce tentou, tentou, fez figa, macumba mas nao deu. O Flamengo conseguiu o efeito suspensivo, e o maraca vai ter 80 mil de novo para o seu desespero. Pelo menos a justiça foi feita."
Rodrigo

Minhas capacidades umbandísticas tendem a zero. Mas... tivesse algum talento nas artes do além, provavelmente o usaria para mostrar o óbvio: as decisões do STJD são políticas. O argumento do Flamengo - culpar a SUDERJ - é ridículo - e o clube sabe. O Botafogo perdeu um mando de campo quando jogou contra o Fluminense no Engenhão por causa de um copo atirado no árbitro Evandro Roman. E o Fluminense era o mandante do jogo. Ou seja, o STJD julgou "a torcida" - não o mandante.

A onda rubro-negra, a espetacular reação do time, a vaga na Libertadores... nada disso justifica driblar a lei. E a lei é cristalina - a punição de um jogo só foi até branda. Agora - repito agora o que aqui escrevi antes: passar como malandro, como vilão, como "favorecido" pela legislação... talvez seja uma emenda pior do que o soneto. A pergunta que não quer calar é simples: a justiça foi feita?
Escrito em 15/11/2007
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O goleiro


O resultado do Prêmio "Craque do Brasileirão" sairá no dia 3 de dezembro, segunda-feira, um dia depois do fim da competição. Mas os votos já estão sendo enviados para a CBF. Começo, hoje, a abrir aqui meu secretíssimo voto - posição por posição. Em todas as escolhas, pesei algumas indicações... antes de escolher meu voto. Divido com o leitor as dúvidas e certezas. E há, claro, o outro lado da moeda - a viscosa, trágica, indelével Selebaba, a casa do jogador horroroso. Aquele que irritou em vez de encantar - um sufrágio particular deste espaço.

O melhor goleiro:

Candidatos:

Rogério Ceni (SPO) - Tomou apenas 15 gols. Esteio tricolor, faz diferença em vários sentidos. E, este ano, esteve espetacular também debaixo das traves - não apenas cobrando faltas ou pênaltis.

Felipe (COR) - Personalidade, talento, elasticidade. É o voto da moda porque se destacou muito no fim da competição.

Diego Cavalieri (PAL) - Sempre tem uma defesa espetacular guardada no bolso. Sem ele, o Palmeiras não estaria brigando pela Libertadores.

Bruno (FLA) - Não tem o destaque devido, talvez por seu temperamento. Mas foi provavelmente o jogador mais importante do Flamengo em 2007. Não houve um jogo do Brasileirão em que Bruno não tenha feito pelo menos uma boa defesa.



O voto: Rogério Ceni.

Não apenas por ser capitão, mas por liderar a melhor defesa da era dos pontos corridos, com uma marca que dificilmente será igualada. O São Paulo só tomou dois gols no Brasileirão uma vez - e mesmo assim foi contra o Juventude, depois de ser campeão, e poupando alguns titulares. Vamos repetir: em 36 jogos, o São Paulo só tomou dois gols uma mísera vez. E só tomou gol em outros 13. Foram 24 jogos sem tomar gol - um total de 2160 minutos de placar em branco (nem todos com Rogério, frise-se). Muito se deve ao talento defensivo do time de Muricy, claro. Mas esse talento não seria o mesmo sem Rogério Ceni.




O pior goleiro:

Indicados:

Júlio César (BOT) - Frango à passarinho (contra o Náutico no primeiro turno, um passo de balé em busca da bola... que passou sob seus pés e entrou)

Viáfara (ATL-PR) - Frango à Ricardinho (contra o Corinthians, levantando para a cortada de Betão). Além da insegurança.

Flávio (PAR) - Frango à golpe de vista (inúmeros eventos)

Max (BOT) - O inventor do frango em pênalti (contra o mesmo Náutico, mas no segundo turno).

O voto: Goleiro do Botafogo (prêmio coletivo).
Marcos Leandro apareceu como solução. Engoliu dois penosos. Apareceu Roger - a salvação - e a granja aumentou. Poucas vezes uma camisa foi tão amaldiçoada. No início do ano, a diretoria do time disse que "goleiro não era problema". É... pelo visto foi.
Escrito em 12/11/2007
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